sexta-feira, 15 de julho de 2016

ARREBATAMENTO: Está chegando o GRANDE DIA!



Permita-me expressar minha opinião sobre o grande evento que está próximo de acontecer.
Entretanto, muitos cristãos tem aprendido de forma equivocada em suas igrejas que,  o arrebatamento da Igreja só poderá ocorrer quando o Evangelho for pregado à toda criatura; e por discordar de tal afirmativa, passo a fazer uma breve descrição sobre os principais acontecimentos do Apocalipse.

ETAPAS DO FIM

I. Arrebatamento da metade da Igreja (prudentes) juntamente com o Espírito Santo que não estará mais na Terra durante o período da grande tribulação. Os cristãos arrebatados com seus corpos glorificado irão ao encontro do Noivo nas nuvens para receber galardões, segundo obras verdadeiramente evangelísticas.

II. Retorno de Cristo com a Igreja glorificada para salvar os remanescentes judeus que se arrependeram de ter rejeitado o Messias, os quais clamarão pelo Seu socorro no final da grande tribulação.

III. Prisão do falso profeta e do anticristo para estabelecer o governo milenar de Cristo na Terra, juntamente com a Igreja glorificada.

IV. Os judeus de corpos não glorificados pregarão a todas as nações, as quais pela ausência do mal, ou seja, pela prisão definitiva do anticristo juntamente com o falso profeta e do próprio satanás (o dragão) por mil anos, fará com que todos os moradores da terra aceitem de bom grado o Evangelho do Reino.

 V. Com o fim do Milênio, satanás será solto por um pequeno período de tempo. E isso, para provar a conversão da totalidade dos povos que serão evangelizados pelos judeus remanescentes de Israel; posto que as referidas conversões ocorrerão pela ausência do mal e não pela fé.

VI. Os que passarem para o lado de satanás, farão guerra contra Cristo na grande batalha do Armagedom e serão todos lançados no lago de fogo, inclusive os que não estão escritos no Livro da Vida e do Cordeiro.

VII. Por fim, todos os salvos com corpos glorificados não necessitarão mais da Terra, porquanto a mesma será destruída e habitaremos para sempre na Jerusalém Celestial.


CONCLUSÃO

O reinado do anticristo terá 3 anos e meio de falsa paz que, segundo entendimento bíblico do Livro do Apocalipse, o anticristo implantará um sinal na mão direita ou na fronte; marca esta (666),  indispensável para que todos possam fazer parte dos sistemas: trabalhista, financeiro, político/religioso e todo tipo de compras e vendas comerciais.
  

Acredito que o anticristo estabelecerá um trono em Jerusalém,  para ser reverenciado e adorado pelo judeus, como se fosse o próprio Cristo. O abominável da desolação, no lugar onde não deveria estar, descrita no livro do profeta  Daniel 12. 11.
  As pragas descritas no livro do Apocalipse terão início no segundo período dos 7 anos, ou seja, nos 3 anos e meio restantes, quando então o anticristo juntamente com o falso profeta será desmascarado pela nação de Israel, a qual não lhe dará mais adoração como se fosse o Cristo, posto que ele não poderá combater os flagelos do Apocalipse profetizado pelas duas testemunhas. E isso, fará com que Israel sofra por parte do anticristo a grande tribulação propriamente dita, proferida pelo próprio Senhor Jesus e registrado no capítulo 24,  nos versículos de  15  de  ao  31  do Evangelho de  Mateus. 
"Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel,
no lugar santo (quem lê entenda)..." 

Sabendo-se que, só os remanescentes que se arrependerem  de ter rejeitado o verdadeiro Cristo pela pregação das 2 TESTEMUNHAS e que clamarem por socorro serão salvos ao completar os 7 anos de angústia. O que culminará com a descida de Cristo com Sua Igreja glorificada, O qual dará ordem ao Arcanjo para lançar vivos e de forma definitiva, o falso profeta e o anticristo no lago de fogo, como também prenderá satanás por mil anos, quando então Cristo iniciará Seu governo milenar na Terra. Período este em que os judeus (de carne e osso) remanescente da grande tribulação, terão a missão de pregar o Evangelho do Reino a toda criatura, porquanto a  Igreja arrebatada e glorificada,  terá o privilégio de reinar com Cristo no milênio.

Ao término do governo milenar satanás será solto por um breve período de tempo, quando se provará se as conversões ocorridas no milênio foram por fé ou pela ausência do mal.
Muitos serão seduzidos por satanás e  arregimentado para guerrear contra o Cristo na batalha do Armagedom. E, após a vitória total do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, haverá o juízo final, como também passará o céu e a terra (destruição das coisas materiais) e finalmente reinaremos eternamente com Cristo na Jerusalém Celestial.

Oremos e vigiemos, pois o arrebatamento da Igreja poderá ocorrer a qualquer momento. 
Portanto, esse grande evento, não está atrelado a pregação do Evangelho à toda criatura, a qual só ocorrerá no final do milênio, conforme exposição acima.


Paz Seja Com Todos,
JC de Araújo Jorge

quarta-feira, 1 de junho de 2016

A VERDADEIRA ADORAÇÃO...



É crescente o número de denominações evangélicas que em suas reuniões vem assimilando a forma do mundo, as quais se secularizam a cada dia. 
Como se não bastasse a presença de políticos nos púlpitos nas tais denominações, com o objetivo de promover barganha em época de eleição, os próprios líderes religiosos tendo como pretexto atrair visitantes para aumentar seu rebanho, vem transformando os altares de suas congregações em verdadeiros palcos com atrações diversas. 


ORIGEM 

Tudo começou quando a ministração dos cânticos que ocorria de forma espontânea e espiritual, num período separado para louvor, foi sendo substituída por pseudos ministros de louvores; os quais dão voz de comando aos membros participantes de um culto, quanto a forma de expressão corporal e até mesmo verbal, dizendo o que se deve falar ao irmão do lado direito e esquerdo; afirmando que esta prática, é uma espécie de profecia. 
Dessa forma a condução da adoração que deveria ser espontânea e espiritual, passou a ser uma ministração robotizada, sujeitando-se até a eventuais coreografias que desrespeita os irmãos menos jovens (meia e terceira idade), em nome de um modernismo que praticamente dispensa a presença e o mover do Espírito Santo.

 A Igreja de Cristo é espiritual e não depende de nenhum formato secular de Entretenimento ou Empresarial , pois Ela foi constituída e edificada por Cristo para a verdadeira adoração, libertação dos cativos e pregação do Evangelho para arrependimento e salvação eterna de todo aquele que crê. TAMBÉM É MISSÃO DA IGREJA  Socorrer os necessitados em suas aflições, acolher os órfãos e as viúvas e não acumular riqueza ou gastá-la de forma leviana com Shows gospel ou coisas afins. Alguns líderes comportam-se de forma estranha, como se fossem donos de igrejas e  não tivessem que prestar contas ao verdadeiro Cabeça do Corpo, que é Cristo Jesus, o qual comprou a Igreja com Seu precioso sangue, e que virá buscar a Sua Noiva, sem mácula e sem ruga, para a glória de Deus Pai Todo Poderoso.  
Amém.  


"PORQUE  JÁ  É  TEMPO  QUE  COMECE  O  JULGAMENTO  PELA  CASA  DE  DEUS;  
E,  SE  PRIMEIRO  COMEÇA POR  NÓS,  
QUAL  SERÁ  O  FIM  DAQUELES  QUE  SÃO  DESOBEDIENTES  AO  EVANGELHO  DE  DEUS ?"  
I Pedro 4. 17


 CONSIDERAÇÕES FINAIS DO AUTOR 

NÃO  PRETENDO  QUE  OS  LEITORES  DESTA  MENSAGEM  CONSIDEREM  QUE,  DA  PARTE  DO  AUTOR HAJA  ALGUMA  ATITUDE  PESSIMISTA  COM  RELAÇÃO  AS  CONSTATAÇÕES  OBSERVADAS  EM  PARTE  DAS  IGREJAS DESTE  SÉCULO;  PELO  CONTRÁRIO,  VENHO  INFORMAR  AOS  LEITORES  DESTE  POST  QUE  O  LEGÍTIMO CABEÇA  DO  CORPO  ESTÁ  DEIXANDO  QUE  ESSAS  CALAMIDADES  OCORRAM  NA  SUA  IGREJA  PARA VER  ATÉ  ONDE  VAI  A  FALTA  DE  TEMOR  DE  ALGUNS  E  PARA  PROVAR  O  QUE  ESTÁ  NO  CORAÇÃO  DE  OUTROS;  MAS,  QUE  ELE  MESMO,  O  CABEÇA  DO  CORPO,  TEM  FRUSTRADO  A  MUITOS  E  CORRIGIDO  A TANTOS  OUTROS  PRESUNÇOSOS  E   NÃO  POUCOS  INFIÉIS .

 MARANATA!  ORA,  VEM  SENHOR  JESUS. 


Paz seja com todos! 

JC de Araújo Jorge 

sábado, 7 de maio de 2016

CONCLUSÃO DO AUTOR




Concluo este sagrado trabalho pedindo a Deus que seu
conteúdo, bem fundamentado nas Escrituras Sagradas e
respaldado pela Sua Palavra, possa proporcionar a todas as
igrejas o esclarecimento necessário para vivenciarem a
verdadeira Graça de Cristo, sem o peso das leis de
mandamentos carnais; mas somente na prática de boas obras,
servindo a Deus em liberdade de espírito, sem novamente
sofrerem o temor da escravidão da Lei, conforme a
orientação do apóstolo Paulo, quando diz:
 “Porque não recebestes o espírito de escravidão, 
para outra vez estardes em temor” 
(Rm 8.15).

Procurei elaborar esta obra numa linguagem simples,
clara e bem fundamentada na Palavra de Deus; inclusive,
com muita riqueza de detalhes. Por isto, posso ter parecido
redundante nos meus esclarecimentos, mas, apenas fiz o
possível para que não paire nenhuma dúvida sobre o
entendimento do leitor em relação a verdadeira doutrina da
Salvação pela Graça que há em Cristo Jesus.
Portanto, deixo aqui a minha saudação a todos, com
votos de que a graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de
Deus, e a comunhão do Espírito Santo, sejam com todas as igrejas.


E ao Único Deus, o Todo-Poderoso, seja a glória e
majestade, domínio e poder, para todo o sempre. 
Amém.

Paz seja com todos!


segunda-feira, 7 de março de 2016

A OBRA SOCIAL DA IGREJA



Como já temos observado nos capítulos anteriores,
as obras legalistas, inclusive a devolução do dízimo, não
se enquadram na prática do verdadeiro cristianismo.
Então, como deve o cristão proceder para
contribuir financeiramente com a obra de Deus? Levando
ofertas em justiça, o que propuser no seu coração, isto de
boa mente e com alegria, tendo consciência de que a obra
de Deus carece da sua colaboração; sabendo ainda que se,
espontaneamente (independente de percentual), não tiver
desejo de render algo à causa de Deus, sua regeneração
em Cristo fica em dúvida.

Para que fim irá o cristão contribuir? Desde que se
entenda que a contribuição passa pela lei da liberdade que
há em Cristo Jesus, sem dúvida a responsabilidade do
cristão cai ainda mais sobre os seus ombros; porque terá
de provar para si mesmo, qual é o seu amor pelo Senhor e
Sua obra. Pois está escrito: “Não ameis em palavras, mas
por obras e em verdade” (1 Jo 3.18). O verdadeiro cristão
sabe do seu dever de contribuir para que a igreja tenha
com que se manter em sua totalidade, isto é, suprir à
medida do possível todas as necessidades enquadradas na
obra de Deus. Deve contribuir para que haja pregação do
Evangelho, para sustento de obreiros (quando for
necessário), para manter o local onde a igreja se reúne,
etc.

Deve contribuir, também, e com grande ênfase,
para que exista assistência ao necessitado. A este assunto
foi reservado um bom espaço, tendo em vista que grande
parte da arrecadação da igreja primitiva era destinada ao
socorro dos necessitados, e que muitos obreiros, hoje, não
ensinam esta doutrina cristã, muito enfatizada na Bíblia.
A igreja primitiva, como possuidora das virtudes
espirituais, era dotada de caridade e colocava o amor em
prática por ensinamento de Jesus Cristo, que diz: “A lei
resume-se em amar a Deus sobre todas as coisas e o
próximo como a si mesmo”. Veja Mt 22.39; Mc 12.31.

Em Lucas 12.33, Jesus ensina dizendo: “Vendei o
que tendes e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não
se envelheçam, tesouro nos céus que nunca se acabe”.
Paulo escrevendo aos Gálatas 5.14 diz: “Toda lei
se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás o teu próximo
como a ti mesmo”. E na sua Primeira Epístola a Timóteo
1.5, diz que o fim do mandamento é a caridade de um
coração puro, de uma boa consciência, e de uma fé não
fingida.

Em 1 João, 4.16, diz que Deus é caridade, e quem
está em caridade está em Deus, e Deus nele.
Alguém pode perguntar: “Mas a obra social faz
parte da principal caridade?” Sim, é a resposta; confira
1 Jo 3.17: “Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o
seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas,
como há nele caridade de Deus?”
Existem líderes religiosos afirmando que a obra
social não agrada a Deus. Este foi um dos motivos que
levaram Pedro a escrever sua Segunda Epístola,
começando este assunto no primeiro capítulo. Do
versículo 1 ao 7, ele instrui a prática da caridade e nos
versículos 8 e 9 ele nos dá o perfil daquele que a tem e
daquele que não a tem: “Porque se em vós houver e
abundar estas coisas, não vos deixarão ociosos nem
estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo:
porque aquele em quem não há estas coisas é cego, nada
vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos
seus antigos pecados”.

Isto prova que a igreja que assim não procede, está
em falta com a obra de Deus, exatamente por falta do
fruto de caridade; enquanto em Gálatas 5.22 diz: “Mas o
fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade,
benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”.
A prática da Obra Social sempre foi uma das
principais obras do Evangelho. Além de tudo, esta
caridade tem que ser pura e sem fingimento. Paulo,
escrevendo a Timóteo, diz que o fim do mandamento é a
caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e
de uma fé não fingida (1Tm 1.5). Isto quer dizer: fazer
tudo sem buscar os nossos próprios interesses, ou seja,
sem levar em conta o que a pessoa favorecida pode ou
não fazer em nosso favor.

A recompensa virá do alto: “Eles não tem com que
te recompensar, mas recompensado te será na
ressurreição dos justos”, disse Jesus (Lc 14.14).
Por isto, Paulo escreve a sua Primeira Epístola aos
Coríntios 13.3, dizendo: “E ainda que distribuísse toda a
minha fortuna para sustento dos pobres, e não tivesse
caridade, nada disto me aproveitaria”; e no versículo 5
diz que a caridade não busca os seus próprios interesses.
Encontramos a mesma expressão em Lv 25.37, dizendo:
“Não lhes darás teu dinheiro por usura, nem darás o teu
manjar por interesse”.
Podemos afirmar que o cristianismo, corretamente
compreendido, é a ciência do amor. É impossível ser
revestido de Cristo sem ser dotado do verdadeiro amor.
Por isto, o espírito de caridade acompanha o cristão,
automaticamente. Não existe verdadeiro cristão sem o
verdadeiro amor. E esse amor tem que ser colocado em
prática; por isto João recomenda: “Não ameis em
palavras, mas por obra e em verdade” (1 Jo 3.18).
O verdadeiro cristão tem o Espírito Santo, e por
isto é, obviamente, dotado de caridade; pois está escrito
que o fruto do Espírito é: “caridade, gozo, paz,
longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão,
temperança” (Gl 5.22).
Em 1 João, 4.16, diz que Deus é caridade, e quem
está em caridade está em Deus, e Deus nele.
Muitos têm questionado: “Ora, para que em mim
haja caridade de Deus, não preciso auxiliar na fome, na
sede, na enfermidade ou em qualquer outra necessidade
de alguém, pois isto eu já tenho no coração”. Pois bem, se
alguém se compadece de quem passa por necessidade, e
não pode ajudar, está tudo bem; mas se pode e não ajuda,
nesse não existe caridade de Deus. A Bíblia é clara ao
afirmar: “Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu
irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como há
nele caridade de Deus?” ( 1 Jo 3.17 ).

Está escrito: Amar a Deus sobre todas as coisas; pois
bem; se víssemos Deus com fome, com sede, enfermo ou
com qualquer outra necessidade, prestaríamos atendimento a
Ele? Claro que sim, faríamos isto de imediato! Agora vem
uma pergunta: faríamos isto por amor, ou por egoísmo?...
Não seria unicamente por interesse próprio?... Visando
somente retorno, e não suprir a necessidade de Deus (ainda
que Deus não necessita de nada)?... Não seria somente
buscando proveito em Deus por sabermos que Ele tem poder
para nos retribuir?... Porque se não fizermos o mesmo pelo
nosso irmão, está provado que seria puro egoísmo. Porque a
mesma Bíblia que diz para amar a Deus, também diz para
amar o próximo, o nosso irmão. Por que para Deus faríamos
tudo, mas para o nosso irmão, nada? 

Não sabemos que fazer
para o nosso irmão é o mesmo que fazer para Deus, e que
deixar de fazer para o nosso irmão é o mesmo que deixar de
fazer para Deus? É fazendo pelo próximo que realizamos o
nosso amor a Deus. É amando o próximo que Deus se sente
amado por nós. É servindo o próximo que Deus se sente
servido por nós. Quer realizar algo para Deus? Faça pelo
próximo. O nosso amor a Deus se realiza na pessoa do
próximo. É fazendo pelo próximo que fazemos para Deus. É
deixando de fazer pelo próximo que deixamos de fazer para
Deus.
Jesus deu prova desta realidade, ao deixar bem claro
que, no grande julgamento, ao condenar alguém por falta de
caridade, dirá: “todas as vezes que deixastes de fazer a um
destes pequeninos, a mim o deixastes”. E ao dar as boas vindas
ao Reino dos céus pela realização de caridade, dirá:
“Todas as vezes que fizestes a um destes pequeninos, a mim o
fizestes”. ( Mt 25.34-45).

Para mais confirmação deste esclarecimento
devemos lembrar que, ao pregar a entrada no Reino dos
Céus, João Batista chamava a atenção do povo para a
prática da caridade, dizendo: “Toda árvore, pois, que não
dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo”. E a multidão
o interrogava a respeito desse fruto, dizendo: “Que
faremos, pois?” Noutras palavras: “que fruto é esse?”
Então respondendo ele, disse-lhes: “Quem tiver duas
túnicas reparta com quem não tem, e quem tiver
alimentos faça da mesma maneira” (Lc 3.9-11).
Então, amados irmãos, está mais do que provado, à
luz das Escrituras Sagradas, que a assistência aos
necessitados é uma determinação divina, e que o fruto do
Espírito é: “caridade, gozo, paz, longanimidade,
benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gl 5.22).

Por esta gloriosa razão a igreja primitiva investia a
maior parte de sua arrecadação na obra social (na realização de caridade).


Promessas bíblicas Referentes à Obra Social:
1) Sl 41.1-3:
a) Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre;
b) O Senhor o livrará no dia do mal.
c) Será abençoado na terra.
d) O Senhor o sustentará no leito da enfermidade.
e) Tu renovas a sua cama na doença.

2) 2 Pe 2.9:
Assim sabe o Senhor livrar da tentação os
piedosos.

3) Is 1.17-20:
Aprendei a fazer o bem, praticai o que é reto;
ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da
causa das viúvas.
a) Vinde então e argui-me, diz o Senhor.
b) Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a
neve.
c) Ainda que sejam vermelhos como o carmesim,se tornarão como a branca lã.

4) Lc 11.41: Dai antes esmolas do que tiverdes, e eis que tudo
vos será limpo.

5) 1 Pe 4.8:
Mas, sobre tudo, tende ardente caridade uns para com os outros; porque a caridade cobrirá
multidão de pecados.

6) Pv 19.17: Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, e ele lhe pagará o seu benefício.

7) 1 Tm 6.18-19:
a) Que façam bem, enriqueçam em boas obras,
repartam de boa mente, e sejam comunicáveis.
b) Que entesourem para si mesmos um bom
fundamento para o futuro.
c) Para que possam alcançar a vida eterna.

8) At 10.31: As tuas esmolas estão em memória diante de Deus.
Veja ainda: 1 Tm 4.8; Mt 25.34-40; Mt 19.21; 2 Co 9.9.

9) Lc 6.35-36: Emprestai, sem nada esperardes, e será grande o
vosso galardão. 
Veja ainda: Ec 11.1-2; Pv 2.29; Pv 28.27; Pv 25.21-22.

 10) Sl 112.4-9:
a) Aos justos nasce luz nas trevas; ele é piedoso,
misericordioso e justo.
b) Bem irá ao homem que se compadece e
empresta: disporá a sua causa com juízo.
c) Na verdade que nunca será abalado: o justo
ficará em memória eterna.
d) Não temerá maus rumores; o seu coração está
firme, confiando no Senhor.
e) O seu coração, bem firmado, não temerá, até
que ele veja cumprido o seu desejo sobre os
seus inimigos.
f) É liberal, dá aos necessitados: a sua justiça
permanece para sempre, e a sua força se
exaltará em glória. 

11) Is 58.7-11:
Porventura não é também que repartas o teu pão
com o faminto, e recolhas em casa os pobres
desterrados? E, vendo o nu, o cubras, e não te
escondas da tua carne?

a) Então romperá a tua luz como a alva.
b) A tua cura apressadamente brotará.
c) A tua justiça irá adiante da tua face.
d) A glória do Senhor será a tua retaguarda.
e) Então clamarás, e o Senhor te responderá.
f) Gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui.
g) A tua luz nascerá nas trevas.
h) A tua escuridão será como o meio-dia.
i) E o Senhor te guiará continuamente.
j) E fartará a tua alma em lugares secos.
k) Fortificará teus ossos.
l) E serás como um jardim regado.
m) É como mananciais, cujas águas nunca faltam.

12) Lc 6.38:
Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada,sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço.



Ao concluir este capítulo, quero salientar que a obra
de caridade não se limita em saciar a fome, matar a sede,
agasalhar; mas sim em tudo que o nosso próximo necessitar:
Se fome, comida; se sede, bebida; se despido, agasalho; se
enfermidade, medicamento; se solidão, convivência fraternal;
etc., conforme está escrito: 
“Comunicai com os santos nas suas necessidades” 
(Rm 12.13).



Paz seja com todos,
JC de Araújo Jorge


sábado, 16 de janeiro de 2016

QUEM SÃO OS UNGIDOS DE DEUS NO CRISTIANISMO?




É muito comum, nas igrejas de hoje, depararmos
com o ensinamento de que somente os líderes
denominados pastores, evangelistas, bispos, missionários,
etc., são “os ungidos de Deus”. Desta forma seguem a
ordem do Antigo Testamento, quando o Espírito Santo
ainda não tinha sido derramado sobre o povo de Deus.

Na verdade, no Antigo Testamento, Deus ungia
especialmente profetas, reis e sacerdotes, dando-lhes
poderes para realizarem a Sua obra, pelo fato de que o
povo, vivendo sob a dispensação da Lei, não alcançava a
devida condição para receber o Espírito Santo. Ao
contrário do cristianismo que todos, não só podem como
devem receber o poder de Deus e a Unção do Espírito
Santo.

A Unção do cristão é o recebimento do Espírito de
Cristo. E isto se alcança pelo batismo da fé. Paulo,
escrevendo aos gálatas, declara: Porque todos quantos
fostes batizados em Cristo, já vos revestistes de Cristo.
Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre;
não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em
Cristo Jesus (Gl 3.27-28). E aos romanos ele deixa claro
ao dizer: “Aquele que não tem o Espírito de Cristo, este
tal não é dele” (Rm 8.9).

Isto significa que, quem é dEle é Ungido; do
contrário, não é dEle.

João, ao escrever sua Primeira Epístola, dirige
palavras de conforto à Igreja de Deus, confirmando a sua
Unção: “E vós tendes a Unção do Santo, e sabeis tudo”
(1Jo 2.20).

Jesus deliberou a prática do Seu poder a todo e
qualquer cristão, quando disse: “Porque em verdade vos
digo que qualquer que disser a este monte: ergue-te e
lança-te ao mar; e não duvidar em seu coração, mas crer
que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será
feito” (Mc 11.23).

Quando Jesus diz: “Qualquer que disser”, o
pronome “Qualquer”, exclui, neste caso, toda posição
hierárquica, mas qualifica pelo nível da fé.

A hierarquia eclesiástica é de muita importância na
organização administrativa da igreja, pois cada obreiro é
separado para exercer seu respectivo cargo por ter
adquirido, diante da igreja, confiança de fé e de
experiência para a realização da obra de Deus. Por esta
razão, a igreja é orientada a que, estando alguém doente,
chame o obreiro para orar sobre ele (Tg 5.14). Mas nem
por isso o obreiro deve agir exaltadamente diante de
Deus, e diante da igreja, como se soubesse mais do que
todos, nem como se achando o maior.

É importante esclarecer que Jesus nos declarou a
igualdade quando advertiu: “Vós, porém, não quereis ser
chamados Rabi, porque um só é o vosso mestre a saber, o
Cristo, e todos vós sois irmão” (Mt 23.8).
No capítulo 16, versículos 17 a 18 do Evangelho
de Marcos, a generalidade do poder dos cristãos mais uma
vez fica clara quando Jesus determina o que pode ser
realizado em Seu nome, e quem pode realizar, ao dizer:
“E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome
expulsarão demônios, falarão novas línguas, pegarão nas
serpentes, e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes
fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos e os
curarão”.

Observe o leitor, que Jesus delega poderes a todos
os cristãos, quando determina: “e estes sinais seguirão
aos que crerem”. Aqui Jesus não especifica pastores,
bispos, anciãos ou qualquer outro obreiro, tampouco
posição social, condição financeira, mas deixa claro que é
para aquele que crê.

O fator principal para que o cristão receba a Unção
e tome posse do poder de Deus, não consiste em posição
eclesiástica, condição financeira, mas sim no nível
alcançado de fé e de sabedoria no Espírito Santo.

A igreja deve considerar sua hierarquia, obedecer
seus respectivos obreiros, porém, da mesma forma os
obreiros devem respeitar seus limites diante da igreja.
O apóstolo Pedro, em sua Primeira Epístola, faz
uma recomendação pedindo aos obreiros que apascentem
o rebanho de Deus, não como tendo domínio sobre a
herança de Deus (1 Pe 5.1-3).

Com pretexto de só eles serem os ungidos de Deus,
existem obreiros apascentando o rebanho de Deus como
se fossem donos dele; alguns desses chegam a dizer que a
igreja deve seguir as suas ordens independentemente de
estarem certas ou erradas. Mas a verdadeira orientação
espiritual é para que não aceitemos nenhuma imposição
herética, para não cairmos na servidão da vontade de
homens: “Fostes comprados por bom preço, não vos
façais servos dos homens” (1 Co 7.23).

Quando os apóstolos foram interrogados e
repreendidos pelo sumo sacerdote a respeito de não terem
obedecido suas admoestações heréticas, os apóstolos lhe
responderam, dizendo: 
“Mais importa obedecer a Deus
do que aos homens” (At 5.28-29).

Portanto, peço-lhes, irmãos, em nome de Jesus
Cristo, que suportem esta exortação; pois a minha missão
diante de Deus é levar a todo cristão o ensinamento da
prática correta da fé, o qual recebi por revelação divina,
para repassar a igreja de Deus que está espalhada em toda
a face da terra.


Paz seja com todos,
JC de Araújo Jorge



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

COMO REPREENDER O DEVORADOR SEM O DÍZIMO?



No cristianismo não se repreende o devorador com dízimo ou algum outro valor financeiro, mas sim pela justiça da fé no poder do nome de Jesus. A Palavra de Deus nos
ensina que, com o escudo da fé, poderemos apagar todos os dardos inflamados do maligno.
Quero abrir um parêntese para esclarecer que a profecia de Malaquias, em relação ao livramento da ação do devorador, para o cristianismo, não se refere aos gafanhotos,
como muitos pensam, mas sim toda ação do maligno por meio dos feiticeiros, dos adúlteros,
 dos que juram falsamente, dos que defraudam o diarista em seu salário, e a viúva, e o
órfão, e que pervertem o direito do estrangeiro, e não teme ao Senhor; conforme capítulo 3 versículos 5-6 de Malaquias.

Pois nestes versículos Deus se refere ao povo da dispensação
da Graça.

Todo o texto de 1 a 6 do capítulo 3 de Malaquias, refere-se única e exclusivamente ao tempo da Graça (ao cristianismo); e nos versículos 4 e 5, Deus deixa bem claro que o devorador é o espírito do maligno que opera através das pessoas que não temem a Deus, ao dizer:
E a oferta de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, e como nos primeiros anos. E chegar-me-ei a vós para juízo; e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros, contra os adúlteros, contra os que juram falsamente, contra os
que defraudam o diarista em seu salário, e a viúva, e o órfão, e que pervertem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o Senhor dos Exércitos.

Aliás, nem sempre quem devorava os bens do povo de Deus no Velho Testamento eram os gafanhotos; porque quem destruiu os bens de Jó, apesar de ter sido pela
permissão de Deus, foi o próprio Satanás. Cada caso é um caso; os inimigos dos judeus também eram devoradores das suas lavouras. Quando o anjo do Senhor falou com Gideão,
ele estava malhando o trigo no lagar, num lugar escondido, exatamente para o salvar dos midianitas, que eram os seus inimigos devoradores. Continuo, salientando a grande diferença que existe entre o CRISTIANISMO e o povo da ANTIGA ALIANÇA (DA LEI), referente à posse do poder de Deus para repreensão do devorador e toda realização de
maravilhas: 
Eis que vos dou poder para pisar serpentes e
escorpiões, e toda força do inimigo, e nada vos
fará dano algum (Lc 10.19).

Neste versículo Jesus concede imunidade absoluta aos discípulos sobre a ação do devorador, e deixa claro que o devorador não tem poder sobre o cristão, mas sim o
cristão sobre o devorador. O verdadeiro cristão, por ser dotado do poder de
Deus, recebe automaticamente a proteção divina, tornando-se assim intocável pelo maligno. O apóstolo João conscientizou a igreja sobre a imunidade do verdadeiro cristão, dizendo: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é
gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca” (1 Jo 5.18).

O povo da Antiga Aliança (da Lei), de modo geral, não recebia (por falta de condição espiritual) o poder para expulsar demônios, curar os enfermos e demais operações
de maravilhas, como recebe o povo da Graça (o cristianismo).

Na época da dispensação da Lei, tal poder era concedido somente aos ungidos de Deus, os quais eram: profetas, reis e sacerdotes. Só esses tinham poder para realização de maravilhas. Por esta razão observamos, na história da cura do leproso Naamã, registrada em 2 Reis 5.1-14, que sua serva (intermediária da cura) embora fazendo parte do povo de Deus, não pôde curá-lo, mas
teve que indicar o profeta Elizeu (o ungido) que estava distante, dizendo: “Conheço um que se meu senhor Naamã estivesse diante dele, seria restaurado da sua lepra”. Enquanto se isto acontecesse no tempo da Graça (no cristianismo), aquela serva, com as respectivas
qualidades de fé, poderia mudar a sua versão e, ao invés de dizer: “Conheço um profeta que pode curar”, poderia dizer: Conheço Um que me concedeu poderes, dizendo: 
“Curai os enfermos, limpai os leprosos,
ressuscitai os mortos, expulsai os demônios” (Mt 10.8);
ela mesma poderia usar este poder e curá-lo.

Na dispensação Lei, o próprio Deus repreendia o devorador diretamente. Como o dízimo fazia parte da Lei, Deus prometia, mediante a guarda da Lei, repreender o devorador.

Em termos da posse do poder de Deus, existe grande diferença entre o povo da Antiga Aliança, e o povo da Nova Aliança. Observemos que, para o povo dizimista (da Antiga Aliança), Deus diz: “Eu repreenderei o devorador” (Ml 3.11), enquanto para o povo da Nova Aliança (da Graça), diz: “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda força do
inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lc 10.19). No próprio capítulo 3 de Malaquias, enquanto
Deus diz ao povo DIZIMISTA: “Eu repreenderei o devorador” (Ml 3.11), observemos que no mesmo capítulo, do versículo 1 ao 5, quando a profecia refere-se à salvação e à contribuição financeira do povo da “Nova Aliança” (do cristianismo), Deus muda a ordem de
operação, dizendo que será uma testemunha contra o “devorador” cujo espírito está nos feiticeiros, nos que juram falsamente, nos que defraudam os jornaleiros, nos que pervertem o direito da viúva, e do órfão, e do estrangeiro (Ml 3.5).

Para o povo dizimista (que vivia segundo a Lei), Deus repreendia o devorador, porém, para o cristianismo, que segundo Malaquias 3.3 “traria ofertas em justiça”,Deus, por lhe conceder poder e autoridade para tal realização, disse: “Eu serei uma testemunha.” (Ml 3.5).
No cristianismo, Deus dá poder e autoridade para o Seu povo expulsar demônios, curar os enfermos, e toda realização de maravilhas, e fica presenciando como testemunha. Um dos reais exemplos disto encontra-se no Evangelho de Lucas 10.17-19, quando Jesus, tendo
concedido poder e autoridade aos Seus discípulos para repreender os demônios, curar os enfermos, e toda realização de maravilhas, os enviou à Sua obra; porém
voltando os discípulos, e relatando à Jesus os seus feitos em Seu nome, e inclusive a sujeição de satanás a eles, Jesus declarou-se como testemunha, dizendo: “Eu via
satanás, como raio, cair do céu” (Lc 10.17-18). Enquanto na dispensação Lei, só quem usava este poder eram os ungidos de Deus: profetas, reis e sacerdotes; porque, geralmente só estes recebiam a unção do poder do Espírito Santo de Deus. Aliás, existem
obreiros no cristianismo, querendo seguir esta linha; dizendo que só os pastores, bispos, anciãos, evangelistas, são os ungidos de Deus. Isto é, no mínimo, pobreza de
sabedoria espiritual.



Paz seja com todos,

JC de Araújo Jorge


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O DÍZIMO LEVÍTICO E A NOVA ALIANÇA



É impossível encontrar, na Bíblia Sagrada, uma base verdadeira para a prática de dízimo no Novo Testamento, mas pelo contrário, porque a orientação da Palavra de Deus é
para que nenhum cristão troque a sua liberdade espiritual pela maldição da servidão da Lei.

No Novo Testamento existem apenas quatro textos que mencionam o dízimo. Entre estes quatro, dois são paralelos, isto é, relatam a mesma situação: Mateus 23. 23 e Lucas 11. 42; os outros dois estão em Lucas 18. 12 e Hebreus 7. 2-9. E o que fica bem evidente nestes textos é que nenhum deles se refere à dízimo de cristão.


Observemos Mateus 23. 23 e Lucas 11. 42
respectivamente transcritos a seguir:

1º) “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei: o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas”
(Mt 23. 23).

2º) “Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas e não deixar as outras” 
(Lc 11. 42).
Neste caso, podemos claramente entender que ao finalizar Seu comentário, Jesus diz que eles deveriam continuar dando o dízimo e, inclusive, não se omitirem de praticar os demais mandamentos da Lei (o mais importante dela).

Porém, aí vem a seguinte pergunta: A quem Jesus estava dirigindo Suas Palavras e qual o teor Destas
Palavras? Sem dúvida compreendemos que Jesus se dirigia aos escribas e fariseus, e não a cristãos (como muitos afirmam); tanto, que Jesus não os tratou pelos seus
próprios nomes, mas pelo título da sua religião. Esses homens, vivendo o judaísmo regido pela Lei, confiavam na sua própria justiça e capacidade, no que tange a guarda
da Lei. Apresentavam-se a Jesus nas condições de perfeitos, ostentando hipocritamente grande santidade e confiança nas suas próprias obras de justiça; enquanto isso não aceitavam a autoridade divina de Jesus. Em Lucas 16. 15, Jesus disse-lhes: “Vós sois os que justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação”.
Observa-se que a tendência dos fariseus era permanecer debaixo da Lei, desconhecendo a Graça de
Cristo. E mesmo não existindo no homem a capacidade para guardar a Lei, Deus não proíbe ninguém de entrar por esse caminho, quando a pessoa faz questão de estar
debaixo da Lei; mas nesse caso, então, exige dela a perfeição na prática de toda a Lei (Tg 2. 10): “Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos”.
Foi exatamente essa cobrança que Jesus fez aos fariseus, se quisessem entrar pela Lei (se achando em
condições de guardá-la), o caminho estava aberto, porém, que não fossem hipócritas, ou seja, que não fossem somente dizimistas, mas que não desprezassem o mais importante da Lei:

“O juízo, a misericórdia e a fé” (Mt 23. 23).

“O juízo e o amor de Deus” (Lc 11. 42).

Conclusão: deveriam guardar toda a Lei sem tropeçar em um só ponto (Tg 2. 10; Gl 5. 2-3).
Se alguém argumenta que estas palavras não foram dirigidas à fariseus, mas sim à cristãos, pelo fato de Jesus ter incluído a misericórdia e a fé, obras estas praticadas pelo cristianismo, vale lembrar que muitas obras do cristianismo estão incluídas na dispensação da Lei, como
por exemplo: Não adulterarás, não matarás, não darás falso testemunho, amarás a Deus sobre todas as coisas, etc. O que essas pessoas não entendem é que a Lei é ampla, contendo muitas obras do cristianismo e muito mais, como: circuncisão, dízimos, guarda de dias meses e anos, sacrifícios de animais, abstinência de manjares, etc. etc. Paulo dá as características da preciosidade da Lei, dizendo: “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom”, 
(Rm 7. 12). Porém havia nela
ordenanças divinas que ao homem é impossível realizá-las.
Tanto que Paulo disse: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado” (Rm 7. 14).
Podemos afirmar que a Lei é santa porque veio de Deus (Lv 18. 5); tão boa que Jesus a consumou (Jo 17.4); e tão justa que Cristo nos salvou pela realização do seu cumprimento
 (Mt 5. 17).

Vale salientar que aquele que quiser viver debaixo da Lei (se achando capaz de guardá-la) não pode
desprezar o mais importante dela: O juízo, a misericórdia e a fé.
Veja que Paulo fala aos Gálatas, dizendo: “E de novo protesto a todo homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei” (Gl 5. 3).
Essa “toda a Lei” que Paulo fala que deve guardar o homem que se deixa circuncidar, obviamente inclui o principal dela: o juízo, a misericórdia e a fé; pois fazem parte da dispensação da Lei, mas nem por isso o cristão deve se circuncidar; pois está escrito: “Se o crente se
circuncidar, Cristo de nada aproveitará” (Gl 5. 2).
Diante deste esclarecimento, alguém pode perguntar: “mas não existe só um caminho?” Não, é a
resposta. Existe só um caminho se levarmos em conta a incapacidade humana. Mas, matematicamente, existem dois caminhos:

1º) O da salvação pela prática da Lei dada por Deus, por intermédio de Moisés
 (a Antiga Aliança, chamada Lei de Moisés).

2º) O da salvação pela Graça que há em Cristo Jesus
(a Nova Aliança).

Por que então Jesus disse: “Eu sou o caminho”?
Exatamente levando em conta a incapacidade humana.
A justiça pela Lei dada por intermédio de Moisés, foi o primeiro caminho oferecido por Deus para a
salvação do homem, conforme a Sua própria expressão em Levíticos 18. 5: “E dei-lhes os meus estatutos e os meus juízos pelos quais cumprindo-os o homem viverá por eles”,
veja também Ez 20. 11.

Paulo, escrevendo aos Romanos, confirma esta condição de salvação ao declarar: 
“Ora, Moisés descreve a salvação que é pela lei, dizendo: O homem que fizer estas coisas viverá por elas” (Rm 10. 5).

Este é o caminho da salvação pela prática da Lei
(fora da Graça de Cristo), Gl 5. 4.

Porém, todo cristão esclarecido tem pleno conhecimento de que no homem não existe justiça
suficiente para guardar os mandamentos da Lei, pois está escrito: “Não há um justo, nem um sequer” (Rm 3.10; Sl 53.2-3). Contudo, o caminho da salvação pela prática da Lei continua aberto, isto é, à disposição de alguém que queira confiar na sua própria capacidade, como faziam os
fariseus.
Existem vários textos bíblicos confirmando que a Lei permanece como caminho para a salvação humana. Para um melhor esclarecimento, comecemos interpretando
o capítulo 10, versículo 19, da Epístola aos Hebreus, quando o escritor declara: “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne”. No versículo acima, o escritor se refere a Novo Caminho; isto quer dizer que existe outro caminho (o Velho Caminho); Velho, obviamente, porque veio antes do Novo. No capítulo 8, versículo 13 do mesmo livro, o próprio escritor acrescenta: “Dizendo nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de se acabar”.

Observemos, então, que a Lei não se havia acabado. Porém, a prática da Lei só se acabará quando
não existir mais ninguém confiando na carne (na sua própria capacidade), querendo usá-la como meio de salvação.
Paulo, escrevendo a sua Primeira Epístola a Timóteo, expressa-se sobre o assunto, dizendo: “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente” (1 Tm 1. 8).
Aqui, ele demonstra estar aberto o caminho da
salvação pela prática da Lei. Igualmente observemos os
versículos transcritos a seguir:
a) Rm 2. 25: “A circuncisão é, na verdade
proveitosa, se tu guardares a lei”.

b) Gl 5. 3: “E de novo protesto a todo homem,
que se deixa circuncidar, que está obrigado a
guardar toda a lei”.

c) Rm 2. 13: “Porque os que ouvem a lei não são
justos diante de Deus, mas os que praticam a
lei, hão de ser justificados”.

d) Gl 3. 12: “Ora, a lei não é da fé, mas, o
homem que fizer estas coisas, por elas
viverá”.

Porque na verdade, não é a Lei que não tem capacidade para salvar o homem; é o homem que não tem capacidade para guardar a Lei. Porém, a Lei só tem capacidade para salvar o homem que for perfeito; mas Jesus tem capacidade para salvar o homem imperfeito.
Tanto a Lei como Cristo, têm capacidade para salvar, porém, em condições bem distintas, ou seja, enquanto a Lei exige a perfeição, o poder de Cristo se aperfeiçoa na fraqueza 
(2ª Co. 12. 9).
Portanto, observamos acima que a Lei permanece à disposição da perfeição humana. Por isto Jesus não condenou os fariseus por quererem guardar a Lei, mas sim os advertiu para que, neste caso, então, guardassem toda a Lei.

Os pregadores de dízimos se apegam tanto aos versículos 8 à 10 do capítulo 3 do livro de Malaquias, que até pregam que o cristão que não paga o dízimo não entra no reino dos céus, nem pode estar em comunhão com o povo de Deus.
A respeito dessa heresia, inclusive, temos ouvido alguns pregadores dizerem que o dízimo é uma dívida financeira que o cristão tem para com Deus. Porém, os que assim pregam, inutilizam o Completo Sacrifício que Cristo realizou na Cruz do Calvário em resgate da humanidade; pois o próprio Jesus, ao entregar o Espírito a Deus, declarou: 
Está consumado (Jo 19. 30; Lc 23. 46).

Os tais querem ser resgatados da sua vã maneira de viver com a tradição que receberam de seus pais através de pagamento de dízimos e demais obras mortas. Pedro, escrevendo a sua Primeira Epístola, adverte o povo dessa heresia, dizendo: “Não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes de vossos pais, mas
com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” 
(1 Pe 1. 18-19). 

Confira ainda: Ap 22. 17; At 15. 10-11; Ef  2.8-9; Mt 20. 28; 1Tm 2. 6; Rm 3. 24.

Os cobradores de dízimos até parecem desconhecer a Graça de Cristo e o que significa: 
“Misericórdia quero, e não sacrifícios” (Mt  9. 13).

Paz seja com todos,
JC de Araújo Jorge




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