segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O DÍZIMO LEVÍTICO E A NOVA ALIANÇA



É impossível encontrar, na Bíblia Sagrada, uma base verdadeira para a prática de dízimo no Novo Testamento, mas pelo contrário, porque a orientação da Palavra de Deus é
para que nenhum cristão troque a sua liberdade espiritual pela maldição da servidão da Lei.

No Novo Testamento existem apenas quatro textos que mencionam o dízimo. Entre estes quatro, dois são paralelos, isto é, relatam a mesma situação: Mateus 23. 23 e Lucas 11. 42; os outros dois estão em Lucas 18. 12 e Hebreus 7. 2-9. E o que fica bem evidente nestes textos é que nenhum deles se refere à dízimo de cristão.


Observemos Mateus 23. 23 e Lucas 11. 42
respectivamente transcritos a seguir:

1º) “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei: o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas”
(Mt 23. 23).

2º) “Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas e não deixar as outras” 
(Lc 11. 42).
Neste caso, podemos claramente entender que ao finalizar Seu comentário, Jesus diz que eles deveriam continuar dando o dízimo e, inclusive, não se omitirem de praticar os demais mandamentos da Lei (o mais importante dela).

Porém, aí vem a seguinte pergunta: A quem Jesus estava dirigindo Suas Palavras e qual o teor Destas
Palavras? Sem dúvida compreendemos que Jesus se dirigia aos escribas e fariseus, e não a cristãos (como muitos afirmam); tanto, que Jesus não os tratou pelos seus
próprios nomes, mas pelo título da sua religião. Esses homens, vivendo o judaísmo regido pela Lei, confiavam na sua própria justiça e capacidade, no que tange a guarda
da Lei. Apresentavam-se a Jesus nas condições de perfeitos, ostentando hipocritamente grande santidade e confiança nas suas próprias obras de justiça; enquanto isso não aceitavam a autoridade divina de Jesus. Em Lucas 16. 15, Jesus disse-lhes: “Vós sois os que justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação”.
Observa-se que a tendência dos fariseus era permanecer debaixo da Lei, desconhecendo a Graça de
Cristo. E mesmo não existindo no homem a capacidade para guardar a Lei, Deus não proíbe ninguém de entrar por esse caminho, quando a pessoa faz questão de estar
debaixo da Lei; mas nesse caso, então, exige dela a perfeição na prática de toda a Lei (Tg 2. 10): “Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos”.
Foi exatamente essa cobrança que Jesus fez aos fariseus, se quisessem entrar pela Lei (se achando em
condições de guardá-la), o caminho estava aberto, porém, que não fossem hipócritas, ou seja, que não fossem somente dizimistas, mas que não desprezassem o mais importante da Lei:

“O juízo, a misericórdia e a fé” (Mt 23. 23).

“O juízo e o amor de Deus” (Lc 11. 42).

Conclusão: deveriam guardar toda a Lei sem tropeçar em um só ponto (Tg 2. 10; Gl 5. 2-3).
Se alguém argumenta que estas palavras não foram dirigidas à fariseus, mas sim à cristãos, pelo fato de Jesus ter incluído a misericórdia e a fé, obras estas praticadas pelo cristianismo, vale lembrar que muitas obras do cristianismo estão incluídas na dispensação da Lei, como
por exemplo: Não adulterarás, não matarás, não darás falso testemunho, amarás a Deus sobre todas as coisas, etc. O que essas pessoas não entendem é que a Lei é ampla, contendo muitas obras do cristianismo e muito mais, como: circuncisão, dízimos, guarda de dias meses e anos, sacrifícios de animais, abstinência de manjares, etc. etc. Paulo dá as características da preciosidade da Lei, dizendo: “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom”, 
(Rm 7. 12). Porém havia nela
ordenanças divinas que ao homem é impossível realizá-las.
Tanto que Paulo disse: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado” (Rm 7. 14).
Podemos afirmar que a Lei é santa porque veio de Deus (Lv 18. 5); tão boa que Jesus a consumou (Jo 17.4); e tão justa que Cristo nos salvou pela realização do seu cumprimento
 (Mt 5. 17).

Vale salientar que aquele que quiser viver debaixo da Lei (se achando capaz de guardá-la) não pode
desprezar o mais importante dela: O juízo, a misericórdia e a fé.
Veja que Paulo fala aos Gálatas, dizendo: “E de novo protesto a todo homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei” (Gl 5. 3).
Essa “toda a Lei” que Paulo fala que deve guardar o homem que se deixa circuncidar, obviamente inclui o principal dela: o juízo, a misericórdia e a fé; pois fazem parte da dispensação da Lei, mas nem por isso o cristão deve se circuncidar; pois está escrito: “Se o crente se
circuncidar, Cristo de nada aproveitará” (Gl 5. 2).
Diante deste esclarecimento, alguém pode perguntar: “mas não existe só um caminho?” Não, é a
resposta. Existe só um caminho se levarmos em conta a incapacidade humana. Mas, matematicamente, existem dois caminhos:

1º) O da salvação pela prática da Lei dada por Deus, por intermédio de Moisés
 (a Antiga Aliança, chamada Lei de Moisés).

2º) O da salvação pela Graça que há em Cristo Jesus
(a Nova Aliança).

Por que então Jesus disse: “Eu sou o caminho”?
Exatamente levando em conta a incapacidade humana.
A justiça pela Lei dada por intermédio de Moisés, foi o primeiro caminho oferecido por Deus para a
salvação do homem, conforme a Sua própria expressão em Levíticos 18. 5: “E dei-lhes os meus estatutos e os meus juízos pelos quais cumprindo-os o homem viverá por eles”,
veja também Ez 20. 11.

Paulo, escrevendo aos Romanos, confirma esta condição de salvação ao declarar: 
“Ora, Moisés descreve a salvação que é pela lei, dizendo: O homem que fizer estas coisas viverá por elas” (Rm 10. 5).

Este é o caminho da salvação pela prática da Lei
(fora da Graça de Cristo), Gl 5. 4.

Porém, todo cristão esclarecido tem pleno conhecimento de que no homem não existe justiça
suficiente para guardar os mandamentos da Lei, pois está escrito: “Não há um justo, nem um sequer” (Rm 3.10; Sl 53.2-3). Contudo, o caminho da salvação pela prática da Lei continua aberto, isto é, à disposição de alguém que queira confiar na sua própria capacidade, como faziam os
fariseus.
Existem vários textos bíblicos confirmando que a Lei permanece como caminho para a salvação humana. Para um melhor esclarecimento, comecemos interpretando
o capítulo 10, versículo 19, da Epístola aos Hebreus, quando o escritor declara: “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne”. No versículo acima, o escritor se refere a Novo Caminho; isto quer dizer que existe outro caminho (o Velho Caminho); Velho, obviamente, porque veio antes do Novo. No capítulo 8, versículo 13 do mesmo livro, o próprio escritor acrescenta: “Dizendo nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de se acabar”.

Observemos, então, que a Lei não se havia acabado. Porém, a prática da Lei só se acabará quando
não existir mais ninguém confiando na carne (na sua própria capacidade), querendo usá-la como meio de salvação.
Paulo, escrevendo a sua Primeira Epístola a Timóteo, expressa-se sobre o assunto, dizendo: “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente” (1 Tm 1. 8).
Aqui, ele demonstra estar aberto o caminho da
salvação pela prática da Lei. Igualmente observemos os
versículos transcritos a seguir:
a) Rm 2. 25: “A circuncisão é, na verdade
proveitosa, se tu guardares a lei”.

b) Gl 5. 3: “E de novo protesto a todo homem,
que se deixa circuncidar, que está obrigado a
guardar toda a lei”.

c) Rm 2. 13: “Porque os que ouvem a lei não são
justos diante de Deus, mas os que praticam a
lei, hão de ser justificados”.

d) Gl 3. 12: “Ora, a lei não é da fé, mas, o
homem que fizer estas coisas, por elas
viverá”.

Porque na verdade, não é a Lei que não tem capacidade para salvar o homem; é o homem que não tem capacidade para guardar a Lei. Porém, a Lei só tem capacidade para salvar o homem que for perfeito; mas Jesus tem capacidade para salvar o homem imperfeito.
Tanto a Lei como Cristo, têm capacidade para salvar, porém, em condições bem distintas, ou seja, enquanto a Lei exige a perfeição, o poder de Cristo se aperfeiçoa na fraqueza 
(2ª Co. 12. 9).
Portanto, observamos acima que a Lei permanece à disposição da perfeição humana. Por isto Jesus não condenou os fariseus por quererem guardar a Lei, mas sim os advertiu para que, neste caso, então, guardassem toda a Lei.

Os pregadores de dízimos se apegam tanto aos versículos 8 à 10 do capítulo 3 do livro de Malaquias, que até pregam que o cristão que não paga o dízimo não entra no reino dos céus, nem pode estar em comunhão com o povo de Deus.
A respeito dessa heresia, inclusive, temos ouvido alguns pregadores dizerem que o dízimo é uma dívida financeira que o cristão tem para com Deus. Porém, os que assim pregam, inutilizam o Completo Sacrifício que Cristo realizou na Cruz do Calvário em resgate da humanidade; pois o próprio Jesus, ao entregar o Espírito a Deus, declarou: 
Está consumado (Jo 19. 30; Lc 23. 46).

Os tais querem ser resgatados da sua vã maneira de viver com a tradição que receberam de seus pais através de pagamento de dízimos e demais obras mortas. Pedro, escrevendo a sua Primeira Epístola, adverte o povo dessa heresia, dizendo: “Não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes de vossos pais, mas
com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” 
(1 Pe 1. 18-19). 

Confira ainda: Ap 22. 17; At 15. 10-11; Ef  2.8-9; Mt 20. 28; 1Tm 2. 6; Rm 3. 24.

Os cobradores de dízimos até parecem desconhecer a Graça de Cristo e o que significa: 
“Misericórdia quero, e não sacrifícios” (Mt  9. 13).

Paz seja com todos,
JC de Araújo Jorge




sábado, 21 de novembro de 2015

ONDE ESTÁ A ARCA DA ALIANÇA ?



“Onde está a Arca da aliança que desapareceu misteriosamente?” 
é uma pergunta que tem intrigado
teólogos, estudiosos, e deixado muitos arqueologistas na
expectativa de encontrá-la. Uns dizem que ela está escondida
numa rocha; outros, que ela está na África aos cuidados de
alguém; outros, que ela está enterrada no chão do Antigo
Templo; e assim são muitas as especulações a respeito do
paradeiro da tão fascinante Arca da Aliança.

Porém, as Escrituras Sagradas dão claras evidências
de que a Arca da Aliança, feita por Moisés, a qual contém as
duas Tábuas de pedra escritas pelo dedo de Deus,
representando toda a Sua Lei (os Dez Mandamentos) que,
segundo o próprio Deus, cujo cumprimento resulta na
salvação do homem, encontra-se no Céu, no Templo de Deus,
até o julgamento final, conforme Apocalipse 11.19: “E abriu-se
no céu o templo de Deus, e a arca da sua aliança foi vista      no seu templo”.
Porque a “Obra de Redenção” que Jesus veio realizar,
era exatamente o cumprimento da Lei cujas Tábuas de pedra
que estão dentro da Arca a representam. Por isto, a Arca da
Aliança tem grande significado na nossa salvação.

Com certeza, a Arca da Aliança vista no céu, é a
original, na qual estão as duas tábuas de pedra escritas pelo
próprio dedo de Deus. A Sagrada Escritura não mente; e nela
está claramente revelado que, mediante o toque da última
trombeta, a Arca será vista no céu, no Templo de Deus, com
grandes sinais: “E abriu-se no céu o templo de Deus, e a
Arca da sua Aliança foi vista no seu templo; e ouve
relâmpagos, e vozes, e trovões, e terremotos e grande saraiva” (Ap 11.19).
Observemos que, grandes sinais também aconteceram
no Monte, quando Deus promulgou a Lei contida no interior
da Arca; pois tudo aconteceu em meio dos trovões,
relâmpagos, sonido da buzina, tremor e fumigação do Monte
(Ex 20.1-18; 19.18).

Se aquela não fosse a Arca da Aliança determinada
por Deus a Moisés, mas sim uma outra natural do Templo de
Deus (como também alguns dizem), não precisaria a
explicação de que a Arca teria sido vista “no seu templo”!
Bastaria dizer: “E abriu-se no céu o templo de Deus, e a Arca
da Aliança foi vista”. Mas, acrescentou: “no seu templo”,
dando a entender que Ela não era naturalmente do céu.
Posso afirmar, com base nas Santas Escrituras, que,
na história sagrada, só existe uma Arca da Aliança, a qual
contém as duas tábuas de pedra representando os dez
mandamentos. Alguns até dizem que Deus teria, lá no céu,
uma cópia dos dez mandamentos (do Testemunho), mas Deus
jamais usaria uma cópia, mas sim a original escrita pelo Seu
próprio dedo (Ex 31.18; 32.15-16).

Antes do Pacto do Monte Sinai não existia Arca da
Aliança, nem na terra, e nem no céu. Ela foi criada única e
exclusivamente para o processo de salvação do povo que
estava destituído da glória de Deus. Pois os seres celestiais
não precisam de Arca da Aliança. Tanto, que quando tudo se
cumprir, isto é, quando estivermos na glória eterna, não
precisará mais dela, conforme está escrito em Jeremias 3.16:

“E sucederá, que, quando vos multiplicardes e frutificardes
na terra, naqueles dias, diz o Senhor, nunca mais se dirá: A
Arca da Aliança do Senhor, nem lhes virá ao coração; nem
dela se lembrarão, nem a visitarão, nem se fará outra”.
Porém, hoje, a Arca da Aliança está no Céu, no
Templo de Deus, aguardando a chegada do povo salvo, para
que Cristo (pela Sua Graça) apresente por nós, todo o
cumprimento da Lei representada pelas tábuas que estão no
interior da Arca, consolidando assim o Resgate daqueles que
Lhe aceitaram como Salvador.

Outrossim, após Jesus ter realizado o único e
suficiente Sacrifício pela redenção do povo, como Sumo
Sacerdote, Ele tinha que ir até a Arca da Aliança, onde
Deus se fazia presente, para entregar o Sacrifício com
todo o cumprimento da Lei contida no interior da Arca,
para que se realizasse nEle toda a justiça do cumprimento
da Lei, sem que dela fosse omitido um jota ou um til,
conforme Ele mesmo falou em Mateus, 5.17-18. Porém,
segundo Hebreus 9.24, Jesus não entrou no santuário
terrestre, mas no mesmo céu, para comparecer por nós
perante a face de Deus. Isto significa que a Arca da
Aliança já estava no Santuário Celestial.

A Arca da Aliança é única. Deus não mostrou à
Moisés uma outra Arca como modelo, como alguns dizem.
Até porque, o modelo da Arca não foi mostrado a Moisés por
visão, mas por determinação de palavras. Veja em Êxodo
25.10-22, como Deus falou a Moisés para mostrar o modelo
da Arca, traçando todo o seu perfil por meio de palavras.
Muitos ainda não compreendem o tamanho do
significado espiritual da Arca da Aliança; pensam que Ela era
um simples utensílio do Tabernáculo; mas, Ela é muito mais
do que isto, Ela é a Aliança do Deus Altíssimo. Razão pela
qual é chamada de: ARCA DA ALIANÇA DO SENHOR.
Veja algumas referencias: Nm 10.33; Dt 31.26; Js 4.7; Jz
20.27; 1Sm 4.5; 1Rs 8.6; 1Cr 22.19; Ex 32.15-16.

Por isto, em Apocalipse 11.19, onde se refere a Ela, diz: e a
 ARCA DA SUA ALIANÇA foi vista NO SEU TEMPLO.

Contudo, a nossa salvação é pela Graça de Cristo,
porque a Lei que precisava ser cumprida para o nosso resgate,
representada pela Arca, Jesus já cumpriu por nós, dando-nos
o seu perfeito cumprimento pela Sua Graça.
Há duas maneiras para se cumprir a Lei, cujas tábuas
de pedra que estão dentro da Arca a representam:

Primeira: pela sua prática total, sem tropeçar em um
só ponto (Gl 3.12; 5.3-4; Rm 10.5; Mt 23.23; 1 Tm 1.8).

Segunda: pela fé em Cristo, ou seja, se alimentando
nEle, sem a prática da Lei: “Àquele que não pratica,
mas crê naquele que justifica o ímpio,
 a sua fé lhe é imputada como justiça” (Rm 4.5). 
Veja também: Jo 15.5; 6.57; Ef 2.8.

Observamos então, que a melhor maneira para que a
justiça da Lei se cumpra em nós, é o revestimento de Cristo
pelo batismo da fé, conforme está escrito: batizados em
Cristo já vos revestistes de Cristo (Gl 3.27).

São claras as evidências, pelas Sagradas Escrituras,
que a Arca da Aliança feita por Moisés, está no céu, no
Templo de Deus, contendo no Seu interior as duas Tábuas de
pedra esculpidas pelo dedo de Deus, como estandarte dos
Dez Mandamentos. Porque o Evangelho, corretamente
compreendido, nos leva a entender que Deus precisa da Arca
da Aliança até o dia do Julgamento Final. Pois naquele dia,
vamos precisar apresentar a Deus o perfeito cumprimento da
Lei dos Mandamentos, representada pelas Tábuas da Aliança
que estão no interior da Arca.

Porém, aqueles que tentarem entrar pela prática da
Lei, terão que apresentar o cumprimento dela pela sua própria
justiça. Mas, aqueles que são da fé, apresentarão a justiça da
Lei alcançada pela Graça de Cristo, isto é, cumprida em
Cristo Jesus, apenas pela fé no Seu nome, sem a prática da
Lei; conforme o versículo já citado acima: “Àquele que não
pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é
imputada como justiça” (Rm 4.5).



Paz seja com todos,
JC de Araújo Jorge



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

SOBRE A GUARDA DO SÁBADO




Aquele que está em Cristo já tem, pela Sua Graça, o
perfeito cumprimento da guarda do sábado. Dizer que vamos
guardar o sábado novamente é uma ofensa ao Espírito da
Graça; é uma profanação ao sangue da Nova Aliança; é um
menosprezo ao que Jesus já cumpriu por nós; veja o que o
escritor da Epístola aos Hebreus diz sobre o julgamento
de quem comete tal erro: “Quebrantando alguém a lei de
Moisés, morre sem misericórdia só pela palavra de duas
ou três testemunhas, de quanto maior castigo cuidais vós
será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus,
e tiver por profano o sangue da aliança com que foi
santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?” 
Hebreus  10. 28-29


O dia de descanso, hoje, segundo o costume social, é
o domingo; mais isso não tem nenhuma influência espiritual;
pois poderia ser qualquer dia, ou até mesmo, se não fosse a
nossa necessidade física, não descansar dia algum. Mas por
ser física e mentalmente importante o descanso, é bom que
seja noutro dia e não no sábado, para não acontecer que
muitos pudessem achar que, descansando, estivessem
guardando o sábado, e viessem a substituir a Graça de Deus
por tal superstição.

Alguns acham que o sábado deve ser guardado, pelo
fato de Jesus ter dito aos fariseus:
 “O Filho do homem é Senhor até do sábado” 
Lucas  6. 5

Ora, Jesus poderia dizer que
é Senhor do sábado, do domingo, da segunda, e de qualquer
dia; inclusive, Ele é Senhor da circuncisão, do sacrifício;
aliás, Jesus é Senhor de todos os Mandamentos da Lei.
Porém, Ele disse que é Senhor do Sábado, porque estava
sendo questionado sobre ele. Mas, observe que Jesus não
disse que é Senhor só do sábado, mas que “até do sábado”.

Porque na verdade Jesus é Senhor de tudo.
Na Nova Aliança, Deus, pelo Seu dom gratuito,
colocou todos os mandamentos da Lei em nossos corações e
os escreveu em nossos entendimentos, como sinal de que
tudo já está cumprido, assim como nos esclarece o escritor
aos Hebreus ao citar a profecia de Isaías: “Esta é a aliança
que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei
as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus
entendimentos; acrescenta: 
E jamais me lembrarei de seus
pecados e de suas iniquidades”
 Hebreus  10. 16-17

Aliás, até a Lei da circuncisão Deus colocou em
nossos corações por intermédio de Cristo, conforme a
expressão de Paulo sobre o assunto: “No qual também estais
circuncidados com a circuncisão não feita por mão no
despojo do corpo dos pecados da carne, a circuncisão de
Cristo” Colossenses  2. 11, e ainda: “Porque não é judeu o que o é
exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na
carne, mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que
é do coração, no espírito, não na letra” 
Romanos  2. 28-29

Vale lembrar, que, mesmo o cristão sendo isento da
prática da Lei, ele não fica sem o cumprimento dela; pois,
pela fé em Cristo, ele recebe o revestimento de toda a justiça
do cumprimento da Lei; porque se cumpre nele, por Cristo
Jesus, o testemunho da Lei e dos profetas. Por isto
encontramos na Bíblia o seguinte esclarecimento: “Mas
agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o
testemunho da lei e dos profetas” 
Romanos  3. 21



Paz seja com todos,
JC de Araújo Jorge



domingo, 18 de outubro de 2015

O CRISTÃO DEVE JEJUAR ?



Nestes últimos tempos temos deparado com muita
polêmica sobre a prática do jejum no cristianismo, ou seja, se
o cristão deve ou não jejuar? A falta de um esclarecimento
explícito do Evangelho, nestes últimos dias, tem levado o
povo à sacrifícios que não têm nada a ver com a salvação
pela Graça de Cristo; como é o caso do jejum.
Porém, as Sagradas Escrituras deixam bem claro que a
salvação pela graça que vem por Cristo Jesus, não só salva,
mas também liberta da prática do jejum.

O sacrifício do cristão oferecido a Deus não vem pela
penitência da carne, mas pela mente, é pura fé, é espiritual
 (é racional), conforme esclarece o apóstolo Paulo, quando diz:
“Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que
apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e
agradável a Deus, que é o vosso culto racional” 
Romanos  12. 1

O nosso culto a Deus deve ser racional; e isto não
requer sacrifício da carne, mais sim, sacrifício vivo. Existem
obras vivas e obras mortas, conforme esclarece o escritor aos
hebreus, quando diz: “Porque, se o sangue dos touros e
bodes, e a cinza de uma novilha espargida sobre os imundos,
os santifica, quanto à purificação da carne, quanto mais o
sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si
mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências
  das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?” 
Hebreus  9. 13-14

As obras mortas que o escritor aos hebreus se refere,
são exatamente as obras da carne oferecidas a Deus, as quais
já cessaram com a realização da obra de Redenção que Cristo
realizou por nós, cravando-as na Cruz; foi quando Jesus
referiu-se ao Antigo Concerto (cujas obras da carne
oferecidas a Deus faziam parte), dizendo:
 “Está Consumado”.
A prática do jejum alimentar só se encontra na Bíblia
até o capítulo 15 de Atos; porque até ali os discípulos ainda
não tinham total conhecimento da salvação pela Graça que há
em Cristo Jesus. Pois só a partir da grande reunião, registrada
no capítulo 15 de Atos, quando naquela grande e famosa
assembleia, realizada em Jerusalém, os discípulos foram
ensinados pelo Espírito Santo que deveriam servir a Deus em
liberdade de espírito, sem os rudimentos do antigo pacto
Atos  15. 1-20 

Foi ali que os discípulos, pelo Espírito Santo,
ampliaram seus conhecimentos sobre a salvação pela Graça
de Cristo, entendendo assim toda a verdade do Evangelho,
para que se cumprisse as palavras de Jesus quando declarou:
“tenho muito que vos dizer, mas vos não podeis suportar
agora, mas, quando vier Aquele Espírito de verdade, Ele vos
guiará em toda a verdade”
João  16. 12-13

Aquele que jejua para realizar a obra de Deus, está
querendo realizar a obra em seu próprio nome (em nome da
carne, isto é, em nome do jejum), e não em nome de Jesus;
porque não age totalmente pela fé no nome de Jesus, mas sim
pela força da carne (pelo poder do jejum), pela confiança que
está preparado na carne. Ele usa o poder do jejum para
auxiliar o poder da fé. Tanto que se não jejuar ele teme não
ter poder para expulsar demônio, curar enfermos, ou realizar
qualquer outra obra de Deus. Porém, a confiança na carne
significa o fracasso da fé no nome de Jesus. Não disse o
apóstolo Paulo que é pela fé, para que ninguém se glorie?... E
que os que confiam na carne, não podem agradar a Deus?...

Então, se é por pura fé, já não pode ser auxiliado pela força
do jejum. Do contrário, estaríamos declarando que só o poder
da fé no nome de Jesus não funciona. Aliás, estaríamos
contrariando a declaração do próprio Jesus, que disse: 
“E estes sinais seguirão aos que crerem: 
“Em meu nome” expulsarão os demônios; 
falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e,
se beberem alguma coisa mortífera, 
não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão” 
Marcos 16. 17-18
Não se pode associar o poder da fé no nome de Jesus
à barriga vazia. Até porque, os demônios não têm medo de
barriga vazia; mas eles têm medo é da força da fé de um
cristão lavado e purificado pelo sangue de Jesus.
Aquele que está com Cristo não precisa jejuar. Isto
Jesus deixou bem claro, quando os discípulos de João
fizeram-Lhe a seguinte pergunta:
 “Por que jejuamos nós e os fariseus muitas vezes, e os teus discípulos não jejuam?”
Então Jesus, se referindo à cristãos 
(ao povo que está com Ele, aos convidados as bodas), respondeu-lhes dizendo:
“Podem porventura andar tristes os filhos das bodas,
enquanto o esposo está com eles? 
Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão”
Mateus  9. 14-15; 

“Mas dias virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão naqueles dias” 
Marcos  2. 20

Nestes versículos Jesus deixa bem claro que o jejum é
sinal de tristeza, e que aquele que está com Ele não pode
andar triste. Ora, se Ele nos enviou o Espírito Santo como
Sua presença viva em nós, como então podemos andar
tristes? Por outro lado, a recomendação dos discípulos para
um cristão triste (depois que aprenderam, pelo Espírito Santo, 
tudo sobre a Graça de Cristo),
 não é para jejuar, mas sim para orar: “aquele que está triste, ore” 
Tiago  5. 13

Observem que quando Jesus disse: 
“Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão”;
Ele estava se referindo aos dias da Sua ausência pela Sua
morte até a Sua presença definitiva pelo Espírito Santo que
prometera, O qual os discípulos receberam no dia de
pentecostes, que significa a presença viva de Jesus na vida
daqueles que O recebem. Por isto já havia dito: “Não vos
deixarei órfãos; voltarei para vós” e também:
 “e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”
E ainda: 
“Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós”.


Pois Jesus já havia previsto a tristeza dos discípulos
devido a Sua ausência pela Sua morte, e também a alegria
deles pela Sua presença definitiva pelo Espírito Santo que
prometera; por isto também disse: “Na verdade, na verdade
vos digo que vós chorareis e vos lamentareis, e o mundo se
alegrará, e vós estareis tristes (eram os dias do jejum; dias de
tristeza) mas a vossa tristeza se converterá em alegria”
(quando não deveriam mais jejuar, porque seria somente alegria).
Muitos até dizem: “mas eu me sinto bem após o jejum”. 
Porém, o fato de alguém se sentir bem
espiritualmente após o jejum, é simplesmente porque
ninguém jejua sem o acompanhamento de oração; e na
verdade, o que fortalece a espiritualidade, é a oração e não o
jejum. Eu costumo citar o exemplo de uma pessoa íntima da
família, de saudosa memória, que fazia um benzimento,
segundo a crença popular, pelas crianças que sofriam com
arca caída (espinhela caída). Benzimento esse, acompanhado
de uma massagem, que geralmente as curava; porém, todos
atribuíam a virtude da cura ao benzimento. Mas um dia ela
converteu-se ao Evangelho de Cristo, e então parou com o
benzimento, passando a fazer somente a massagem; contudo,
a cura continuou acontecendo; foi quando se descobriu que o
benzimento não tinha valor algum, porque na verdade, o que
curava era apenas o efeito da massagem. 
Assim também é o caso do jejum acompanhado de oração; 
o jejum não tem nenhuma virtude espiritual no cristianismo,
 mas sim a oração feita com um coração quebrantado diante de Deus.
 
Alguém pode dizer:
 “mas Jesus ensinou o povo a jejuar, ao dizer: 
E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; 
porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareçam que jejuam. 
Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão; tu,
porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu
rosto, para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu
Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te
recompensará publicamente” 
 Mateus  6. 16-18

Quero salientar que Jesus, neste caso, não estava
determinando o jejum ao cristianismo, mas sim esclarecendo
sobre a verdadeira prática da Lei, isso é, como ela deveria ser
cumprida.
Porque, na verdade, Jesus nunca condenou a perfeita
prática da Lei, mas sim a imperfeição no cumprimento dela.
O que Jesus condenava era a atitude daqueles que, sem
capacidade (em pleno estado de miséria), se apresentavam
como cumpridores da Lei. Jesus considerava isso uma
hipocrisia. Por isso Ele recomendava, para os tais, serem
perfeitos no cumprimento de toda a Lei que eles persistiam
em guardar; conforme certo dia falou: “Ai de vós, escribas e
fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o
cominho, e desprezais o mais importante da lei” (Mt 23.23).

Inclusive, Jesus para cumprir a Lei, teve que praticar e
pregar todas as obras da Lei; pois como Jesus poderia
cumprir a Lei, se não estivesse de acordo com a circuncisão,
com o jejum, com a guarda do sábado, e com toda a Lei dos
mandamentos, se Ele veio exatamente para cumpri-la? Como
Jesus poderia cumprir tais obras, discordando com elas?
Porque também, jamais os discípulos iriam entender tal
situação, pois iriam observar Jesus fazendo exatamente
aquilo que discordava. Por isso que Jesus disse:
 “Tenho muito que vos dizer, mas vós não podeis suportar agora,
mas quando vier o Espírito de Verdade,
 Ele vos guiará em toda verdade”.
Aliás, Jesus não só ensinou como deveria ser
praticado o jejum, mas também ensinou a cumprir toda a Lei
de Moisés, inclusive, como se portar diante do altar das ofertas para os sacrifícios, 
ao dizer:
 “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem
alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta,
e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e
apresenta a tua oferta”
 Mateus  5. 23

Vale ressaltar que Jesus não determinava essas obras
da Lei para os cristãos, Ele apenas ensinava o povo como elas
deveriam ser feitas para o perfeito cumprimento da Lei.
Tanto que Jesus não ordenava o jejum aos Seus discípulos.
Por isso foi questionado com a seguinte pergunta: 
“Por que jejuamos nós e os fariseus muitas vezes,
 e os teus discípulos não jejuam?”
 
Porque Jesus não determinava o jejum para aqueles
que entrariam no Reino dos Céus pela Sua Graça.
E sobre a tão polêmica frase: “Esta casta de demônio
não se expulsa senão pela oração e jejum”, 
passaremos a examinar a seguir:
E, repreendeu Jesus o demônio, que saiu dele, e desde
aquela hora o menino sarou.
Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em
particular, disseram: Por que não pudemos nós
expulsá-lo? E Jesus lhes disse:
 POR CAUSA DE VOSSA POUCA FÉ; 
porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, 
direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar;
e nada vos será impossível.
MAS ESTA CASTA DE DEMÔNIOS NÃO SE
EXPULSA SENÃO PELA ORAÇÃO E PELO JEJUM
Mateus  17. 19-21

Esta última frase se referindo ao jejum, segundo os
teólogos e estudiosos da Bíblia, foi acrescentada pela igreja
medieval entre o segundo e o quarto século; época em que a
igreja havia decaído da Graça de Deus.
A frase, possivelmente, foi uma suposição apócrifa
inserida sem bases, para respaldar alguma prática de
mandamento carnal. E isto tem muito fundamento; primeiro,
porque nos melhores manuscritos, inclusive nos textos mais
antigos já encontrados do Evangelho de Marcos, tal frase não
é encontrada. Aliás, as Bíblias revisadas e corrigidas,
inclusive a Almeida, comprovam isto. Por isto que elas
trazem os colchetes sobre a expressão referente ao jejum.

Segundo, porque entra em contradição com o contexto
antecedente; pois no versículo anterior Jesus havia dito que
os discípulos não expulsaram o demônio por falta de fé! Ora,
se fosse pela obra do jejum, já não seria pela fé! 
Como disse o apóstolo Paulo: 
“Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça” 
Romanos  11. 6

Terceiro, porque não existe casta de
demônios para desafiar o poder da fé no nome de Jesus; pois
o poder da fé não precisa ser auxiliado pelo jejum. Quarto,
porque por orientação de Jesus os Seus discípulos não
jejuavam; isto está mais do que provado em Mateus, 9.14-15,
quando os discípulos de João cobraram isso de Jesus, dizendo: 
“Por que jejuamos nós e os fariseus muitas vezes,
 e os teus discípulos não jejuam? ” 
Então Jesus respondeu-lhes
dizendo: “Podem porventura andar tristes os filhos das
bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão,
em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão”.

E Também, quando Jesus enviou os Seus discípulos
para realizar a obra de Deus, Ele não determinou o jejum de
três dias, como muitos dizem, mas sim determinou que
comessem e bebessem, conforme está escrito: “E ficai na
mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois
digno é o obreiro de seu salário. Não andeis de casa em
casa; e, em qualquer cidade em que entrardes, e vos
receberem, comei do que vos for oferecido; e curai os
  enfermos que nela houver, e dizei-lhes: 
É chegado a vós o reino de Deus”
Lucas  10. 7-9

E os discípulos então, de barriga cheia, agiram com
tanto poder (inclusive sobre os demônios), que Jesus chegou a dizer:
 “Eu via Satanás, como raio, cair do céu” 
Lucas  10. 18

Quem acrescentou a frase do jejum no texto em
questão, cometeu um erro grosseiro; pois nem importou-se
com o que Jesus havia dito no contexto antecedente.
Observemos que quando Jesus foi perguntado sobre a causa
que negativou a ação dos discípulos na expulsão do demônio,
Ele citou apenas a falta de fé; apenas um fator, ao dizer:
 “Por causa da vossa pouca fé”.
É evidente que a prática do jejum, no contexto do
Evangelho, entra em contradição com a resposta de Jesus.
Isto nos dá a certeza de que tal frase não faz parte do
Evangelho de Cristo.

Concluo este texto recitando a resposta de Jesus quando Lhe perguntaram: 
“por que os Seus discípulos não jejuavam?”
“Podem porventura andar tristes os filhos das bodas,
enquanto o esposo está com eles?”. 
Amém.



Paz seja com todos.
JC de Araújo Jorge


terça-feira, 13 de outubro de 2015

A LEI DE DEUS DADA PARA A SALVAÇÃO DO POVO MUDOU ?



Muitos, ao ouvirem que o cristão não precisa praticar
as obras da Lei, como: guarda do sábado, sacrifício de jejum,
uso do véu, devolução de dízimo, etc., logo fazem a seguinte
pergunta: 
“A Lei de Deus dada para a salvação do povo mudou?” 
E a resposta corretamente dada é: 
a Lei realmente não mudou em nada; o que mudou foi a Aliança de Deus com
o povo em relação ao cumprimento da Lei. Porque a “Antiga
Aliança” foi feita para que o povo cumprisse a Lei da justiça,
praticando os seus mandamentos. Ao contrário da “Nova
Aliança” que foi feita para que o povo tome posse da justiça
do cumprimento da Lei, em Cristo Jesus; isto é, pela fé no
Seu nome, sem a prática das obras da Lei; é o que se chama
de “Salvação pela Graça”, conforme os ensinamentos da
doutrina da Graça de Cristo, transcritos a seguir:

1º  Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e
isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das
obras (das obras da Lei), para que ninguém se glorie
Efésios  2.  8-9

2º  Aquele que não pratica (não pratica a Lei), mas
crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é
imputada como justiça (como se tivesse praticado a Lei) 
Romanos  4. 5

3º  Concluímos, pois, que o homem é justificado pela
fé sem as obras da lei.
 Romanos  3. 28

4º  Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de
Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas 
Romanos  3. 21

5º  Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo
aquele que crê
 Romanos  10. 4

6º  Mas se é por graça, já não é pelas obras (pelas
obras da Lei); de outra maneira, a graça já não é graça
Romanos  11. 6

O cristão triunfa em Cristo, exatamente por ter
recebido dEle a justiça da Lei, sem a prática dela, ou seja,
apenas pela Sua Graça, sem as obras da lei, pelo que diz:
“Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas
obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado”
Romanos  3. 20

Observemos que Paulo diz que “pela Lei vem a
prática do pecado”. Aliás, muitos confundem a expressão de
Paulo: “conhecer pecado”, com distinguir o que é pecado.
Ora, dessa forma, o próprio Jesus não saberia distinguir o
pecado! Pois dEle Paulo escreveu: 
“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós” 
2ª Coríntios  5. 21

 Isso nos deixa bem claro que a expressão de Paulo: “não
conheceu pecado” quer dizer que Jesus “não cometeu
pecado”. Da mesma forma, quando ele fala que pela Lei vem
o “conhecimento do pecado”, está dizendo que pela Lei vem
“a prática do pecado”. Observe que aos coríntios ele é bem
claro, quando diz: 
“a força do pecado é a Lei”
 1ª Coríntios   15. 56


Isto quer dizer que a Lei causa o pecado, é o agravante do
pecado. Inclusive, aos romanos ele diz: “Porque onde não
há lei também não há transgressão”.
Então entendemos perfeitamente que a declaração de
Paulo ao dizer: “pela lei vem o conhecimento do pecado”, é
apenas uma força de expressão para dar a entender que,
quanto mais carga da Lei é colocada sobre o ser humano,
mais pecador ele se torna, ou seja, mais aumenta a sua
transgressão, a qual lhe coloca debaixo da maldição. É o que
leva Paulo a Dizer também: “Todos aqueles, pois, que são
das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está
escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas
as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las”
Gálatas  3. 10

Porque, a tese de que o homem pode alcançar a
salvação pela sua própria guarda da lei, não passa de um
engano, de uma mentira; por essa razão está escrito: “Porque
a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por
Jesus Cristo” (Jo 1.17). Não que a Lei seja mentira; a Lei é
pura verdade, porém, o que não é verdade é a salvação do
homem pelo seu próprio cumprimento da Lei.
Isto quer dizer que, a verdade do cumprimento da Lei
de Deus, dada por intermédio de Moisés, chegou até nós (foi
dada a nós) pela Graça de Cristo. A nossa capacidade de
tomar posse do cumprimento da Lei, vem somente pela fé em
Cristo, e não pela prática da Lei. Pois, acreditar que o homem
pudesse guardar os mandamentos da Lei, 
era pura mentira, puro engano
 (puro exaltamento). 

Mas a verdade da realização
da Obra de Redenção, que importava no cumprimento da Lei,
só se concretizou por Cristo Jesus nosso salvador, que
cumpriu toda a Lei por nós, e agora nos oferece a posse da
justiça do cumprimento da Lei, apenas pala Sua Graça.
Muitos ainda não sabem que o Bem mais precioso que
recebemos pela Graça de Cristo é exatamente o cumprimento
da Lei que resulta na nossa salvação.
Se perguntar aos cristãos de hoje: “o que recebemos
pela Graça de Cristo?” A maioria só sabe dizer que foi a
salvação; mas não sabe que essa salvação veio pelo
cumprimento da lei.

Portanto, a Lei não mudou em nada; a Lei é Eterna e
Imutável, o que mudou foi a determinação do nosso
procedimento em relação ao cumprimento da Lei, ou seja, a
forma de adquirirmos a justiça do cumprimento da Lei.
Porém, a lei se cumpre em nós na íntegra, isto é, sem
mudança. Mas isto não acontece por praticarmos a Lei, mas
sim por estarmos revestidos de Cristo, que já cumpriu a Lei
por nós. E como acontece este revestimento? Pelo batismo da
fé; é assim que somos revestidos de Cristo.
Paulo confirma isto dizendo: 
“Porque todos quantos fostes batizados em
Cristo, já vos revestistes de Cristo”
 Gálatas  3. 27 

Uma vez revestidos de Cristo, automaticamente estamos revestidos
também do cumprimento da Lei. Este foi o propósito pelo
qual Jesus veio cumprir a Lei. Todos hão de entender que
Jesus não veio cumprir a Lei por Si mesmo, mas sim por nós;
isto significa que, pela Sua Graça, Jesus nos oferece a justiça
do cumprimento da Lei, sem a prática dela, a saber: apenas
pela fé no Seu nome.
É exatamente por Jesus ter nos revestido da justiça do
cumprimento da Lei, sem precisarmos praticá-la, que
caracteriza a “Salvação pela Graça”.



Paz seja com todos,

JC de Araújo Jorge




domingo, 20 de setembro de 2015

O ESCLARECIMENTO DA LIBERDADE CRISTÃ




A liberdade cristã, que importa na isenção da prática da Lei, foi totalmente esclarecida pelo Espírito Santo, depois da ressurreição de Jesus. Até então, os
discípulos continuavam na prática da Lei, isso é, guardando o sábado, jejuando, se circuncidando, e guardando toda a Lei de Moisés; até entenderem, pelo
Espírito Santo, todo o processo de salvação pela Graça de Cristo; mas isto foi muito gradativo.
Porém, diante dessa situação, surge a seguinte pergunta: 
“mas os discípulos, que conviveram com Jesus, não tomaram conhecimento de que não precisariam mais fazer essas coisas? 
Jesus não os ensinou a respeito de tudo isto?”
 Absolutamente não, pois Jesus não pregou abertamente a liberdade cristã aos discípulos, porque na época eles não tinham condições de entendê-la, por dois motivos:

Primeiro, porque o Espírito Santo ainda não tinha sido derramado sobre eles (João 7. 39), 
e as coisas de Deus só se entendem espiritualmente: “Ora, o homem natural
não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque
lhes parece loucura; e não pode entendê-las, 
porque elas se discernem espiritualmente”
 1ª Coríntios  2. 14
   
Segundo, porque o próprio Jesus era guardador da Lei, como: circuncisão, jejum, dízimos, guarda de dias, meses e anos etc. Pois a missão de Jesus era a prática da
Lei, cumprindo-a em nosso lugar. 
Por isto, Ele afirma:
“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir” 
Mateus  5. 17

Gálatas 4.4, diz que Jesus foi nascido sob a Lei.
Em Lucas, 2.21-24, foi apresentado ao oitavo dia, circuncidado, dada a oferta 
(um par de rolas), segundo o que está escrito na Lei de Moisés. 
Romanos 15.8, diz que Ele foi ministro da circuncisão, 
por causa da verdade de Deus, para que confirmasse as promessas feitas aos pais.
Por este claro motivo, momentaneamente os discípulos não tinham condições de entender a liberdade cristã, ou seja, a isenção de tais obras. Até então, continuavam em plena prática dos mandamentos da Lei. Por essa razão é que no sábado do sepultamento de Jesus,
as mulheres não levaram as especiarias para a unção do Seu corpo, conforme está escrito:
 “E, voltando elas, prepararam especiarias e unguentos; e no sábado
repousaram, conforme o mandamento”
 Lucas  23. 56
A missão do ensinamento da liberdade cristã, Jesus deixou para o Espírito Santo, 
assim que fosse derramado.
Motivo este que levou Jesus a declarar: 
“Tenho muito que vos dizer, mas vós não podeis suportar agora, mas,
quando vier o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade”
 João  16. 12-13
Em verdade, este fato concretizou-se após a ressurreição de Jesus, quando os discípulos, ao receberem o Espírito Santo, começaram a ser esclarecidos de toda a
verdade do Evangelho e, automaticamente, da liberdade cristã.
Um dos registros desta história encontramos claramente no capítulo 15, versículos 1 ao 32 de Atos dos Apóstolos; pois famosa foi a questão da igreja naquela época,
 de admitir ou não os gentios à fé cristã; porque os gentios não eram praticantes da Lei; e em os admitindo, se deveriam ou não serem submetidos à prática da Lei
(da circuncisão, da guarda do sábado, do jejum, do dízimo, etc.)
 Então, convocaram uma grande assembleia para debaterem este assunto. A libertação dos cristãos em relação ao jugo da servidão da Lei, foi, inicialmente, o
polêmico tema da assembleia. Porém logo foram esclarecidos, pelo Espírito Santo, que deveriam recebê-los apenas pela prática da fé em Cristo,
 sem submetê-los à prática da Lei.

Finalmente foram ensinados, pelo Espírito Santo, que seria uma tentação a Deus colocarem esse jugo sobre a cerviz dos discípulos
 Atos  15. 10
Foi quando decidiram enviar uma carta às congregações dos gentios 
convertidos a Cristo, dizendo:
Atos 15. 24-29
24 Portanto ouvimos que alguns que saíram dentre
nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei, não lhes tendo nós dado mandamento,

25 Pareceu-nos bem, reunidos concordemente,
eleger alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo,

26 Homens que já expuseram as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

27 Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais por palavra vos anunciarão
 também as mesmas coisas.

28 Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, 
não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: 

29 Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, 
e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem
 fazeis se vos guardardes. 
Bem vos vá.

Confirmaram-se assim as Palavras de Jesus, em João 16.12-13 (citadas acima), 
que disse:
“Tenho muito que vos dizer, mas, vós não podeis suportar agora,
quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará
em toda a verdade”.

Aliás, se os discípulos, na época que conviveram com Jesus, 
que O acompanharam na prática da circuncisão e na guarda de toda a Lei, 
tivessem condições de ouvirem do próprio Jesus que eles não precisavam se
circuncidar e guardar a Lei, não teriam passado por aquela tão grande polêmica, discutindo tais coisas. Mas isso, na época, era de difícil compreensão para eles; pois
na imaginação dos discípulos dava que, se Jesus praticava a Lei, eles também tinham condições de praticá-la. Até porque, quando Jesus perguntou para Tiago e João, se eles
podiam beber o cálice que Ele bebia, eles logo responderam que sim. 
Então, foi exatamente por motivos desta natureza que 
Jesus não explicou abertamente a isenção da prática da Lei aos discípulos.

Outrossim, em nenhum momento da discussão na grande assembleia de Jerusalém sobre o assunto, os discípulos disseram ter ouvido de Jesus algum ensinamento a
esse respeito, ou seja, que Jesus tivesse dito diretamente que eles não precisavam se circuncidar e guardar a Lei de Moisés; apenas disseram no versículo 15 que com isso concordaram
as palavras dos profetas. Eles pregaram a isenção da Lei de Moisés com base nas palavras dos profetas; mas não citaram nenhuma explicação de Jesus. Porque os discípulos não entendiam que Jesus veio cumprir a Lei em nosso lugar exatamente para nos isentar
da prática dela, ou seja, para nos oferecer a justiça da Lei apenas pela fé no Seu nome, isto é, pela Sua Graça, sem as obras da Lei, pelo fato de Deus entender que não temos
a mínima capacidade para vivermos na prática da Lei. Por isto, a prática da Lei no cristianismo nos separa da Graça de Cristo; conforme está escrito: “Separados estais de
Cristo, vós os que vos justificais pela Lei; da Graça tendes caído”
 Gálatas  5. 4

Na verdade, Jesus não pregava diretamente a isenção das obras da Lei, mas fazia menção da libertação do jugo delas, ao pregar a salvação pela Sua Graça, dizendo: 
“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á”; 
“Quem crer e for batizado será salvo”; 
“Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”; etc.

O cristão não deve aceitar, de líder algum, a imposição da prática de nenhuma obra, quando a mesma não estiver enquadrada na doutrina do Espírito da Graça
que há em Cristo Jesus. O apóstolo Paulo, comentando sobre a liberdade cristã,
adverte os coríntios, dizendo:
“Fostes comprados por bom preço, não vos façais servos
dos homens”
1ª Coríntios  7. 23

E aos colossenses, Paulo diz: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, 
por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, 
segundo o rudimento do mundo, e não segundo Cristo”
Colossenses  2. 8

Existem obreiros nos nossos dias agindo de forma gananciosa, isto é, querendo dominar o rebanho de Deus com o desejo enganoso do seu coração, como se tivessem
domínio próprio sobre a Igreja de Deus. Essa atitude tem causado prejuízos à obra de Deus, e sem dúvida é reprovada pelo Espírito Santo.
O apóstolo Pedro adverte aos obreiros da Igreja de Deus, com as seguintes palavras: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por
força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; 
nem como tendo domínio sobre a herança de Deus,
 mas servindo de exemplo ao rebanho”
1ª Pedro  5. 2-3

Já aprendemos acima, com o exemplo da história da Igreja primitiva,
 registrado em Atos 15.5-10, que os discípulos foram ensinados pelo Espírito Santo,
 que, pôr sobre a cerviz dos cristãos, 
jugo desta natureza, é tentar a Deus.
Tentar a Deus, nesse caso, quer dizer: exigir dos cristãos a prática de ordenanças que são contra a vontade de Deus, as quais não se enquadram na verdadeira
doutrina cristã, como é o caso da guarda do sábado, da circuncisão, do sacrifício de jejum, do uso de véu, do pagamento de dízimo, da abstinência de manjares, etc.
Porque se o Espírito Santo nos ensina que os mandamentos do cristão vêm pela lei da liberdade, sem dúvida essas obras legalistas não são nada mais nada menos do que puro mandamento carnal, para novamente submeter o povo de Deus ao jugo da servidão. 
Mas, a orientação bíblica é para que nenhum cristão troque a sua
 liberdade espiritual pela maldição da servidão da Lei:
“Estais, pois, firmes na liberdade com que Cristo vos
libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” 
Gálatas  5. 1

Cristo nos libertou da maldição da Lei; contudo, os homens querem novamente submeter a igreja de Deus ao jugo dessa servidão. Não conhecendo a justiça de Deus, 
querem estabelecer a sua própria justiça
 Romanos  10 . 3

Muitos pregam que a salvação é pela GRAÇA, mas não fazem disto uma prática real nas suas vidas e nem nas suas constantes pregações; pois se contradizem ao dizer que
aquele que não guarda o sábado, não usa o véu, não paga o dízimo, não jejua, etc., não tem a remissão dos seus pecados. Com essa atitude legalista, demonstram ser insensíveis à
integridade da própria GRAÇA que pregam. Com os lábios pregam que a salvação é pela GRAÇA, mas com o coração exigem a ordenança da Lei.

O cumprimento de tais obras só teve validade espiritual em épocas anteriores ao Novo Testamento, ou seja, na dispensação da Lei, antes da Lei (nos tempos de Abraão), porque nessas épocas, a salvação pela GRAÇA DE CRISTO ainda não estava em prática. Motivo esse que levou Abraão a praticar obras tais, como: circuncisão, sacrifícios de animais,
dízimo, etc., as quais não se enquadram na verdadeira prática cristã. Porém, podemos afirmar, com absoluta certeza espiritual, que, se Abraão vivesse na época do cristianismo,
não praticaria tais obras.

Concluo então este texto, deixando claro que para chegarmos a integridade da fé, temos que estar totalmente isentos da prática da Lei de mandamentos carnais; pois a
liberdade cristã é uma graça concedida por Deus Pai, pregada por Seu Filho Jesus Cristo nas entrelinhas das Suas ricas e poderosas mensagens de salvação, e esclarecida abertamente
pelo Espírito Santo após o Seu derramamento sobre toda a carne.



Paz seja com todos,
JC de Araújo Jorge



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...