sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O ESCLARECIMENTO DA LIBERDADE CRISTÃ





A liberdade cristã é uma graça concedida por Deus Pai, pregada por Seu Filho Jesus Cristo nas entrelinhas das Suas ricas e poderosas mensagens de salvação, e esclarecida abertamente pelo Espírito Santo, após o Seu derramamento sobre toda a carne.


A liberdade cristã foi totalmente esclarecida pelo Espírito Santo, depois da ressurreição de Jesus. Até então, os discípulos continuavam na prática da Lei.
Jesus não pregou abertamente a liberdade cristã aos discípulos, porque na época eles não tinham condição de entendê-la, por dois motivos:
 Primeiro, porque o Espírito Santo ainda não tinha sido derramado sobre eles (Jo 7.39), e as coisas de Deus só se entendem espiritualmente:
Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhes parece loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2.14).

Segundo, porque o próprio Jesus era guardador da Lei, como: circuncisão, dízimos, guarda de dias meses e anos etc. Pois a missão de Jesus era a prática da Lei, cumprindo-a em nosso lugar. Por isto, Ele afirma: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir” (Mt 5.17).
Gálatas 4.4, diz que Jesus foi nascido sob a Lei.
Em Lucas, 2.21-24, foi apresentado ao oitavo dia, circuncidado, dada a oferta (um par de rolas), segundo o que está escrito na Lei de Moisés.
Romanos 15.8, diz que Ele foi ministro da circuncisão, por causa da verdade de Deus, para que confirmasse as promessas feitas aos pais.

Por este claro motivo, momentaneamente, os discípulos não tinham condição de entender a liberdade cristã. Até então, continuavam na prática da Lei mosaica.

Por essa razão é que no sábado do sepultamento de Jesus, as mulheres não levaram as especiarias para a unção do Seu corpo, conforme está escrito:
E, voltando elas, prepararam especiarias e unguentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento” (Lc 23.56).
A missão do ensinamento da liberdade cristã, Jesus deixou para o Espírito Santo, assim que fosse derramado; motivo este que levou Jesus a declarar:
Tenho muito que vos dizer, mas vós não podeis suportar agora, mas, quando vier o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade” (Jo 16.12-13).
Em verdade, este fato concretizou-se após a ressurreição de Jesus, quando os discípulos, ao receberem o Espírito Santo, começaram a ser esclarecidos de toda a verdade do Evangelho e, automaticamente, da liberdade cristã.
Um dos registros desta história encontramos claramente no capítulo 15, versículos 1 ao 32 de Atos dos Apóstolos; pois famosa foi a questão da Igreja naquela época de admitir ou não os gentios à fé cristã; porque os gentios não eram praticantes da Lei (provavelmente não eram dizimistas), e em os admitindo, se deveriam ou não ser submetidos à prática da Lei mosaica.

Então, convocaram uma grande assembleia para debaterem este assunto. A libertação dos cristãos em relação ao jugo da servidão da Lei (inclusive da prática do dízimo) foi, inicialmente, o polêmico tema da assembleia.

Porém logo foram esclarecidos, pelo Espírito Santo, que deveriam, sim, recebê-los através do batismo com base na sua fé, sem submetê-los à prática da Lei.
Finalmente foram ensinados, pelo Espírito Santo, que seria uma tentação a Deus colocarem esse jugo sobre a cerviz dos discípulos (At 15.10).
Foi quando decidiram enviar uma carta às congregações dos gentios convertidos a Cristo, dizendo:
                   (Atos 15.24-29)
24 Portanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei, não lhes tendo nós dado mandamento,
25 Pareceu-nos bem, reunidos concordemente, eleger alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo,
26 Homens que já expuseram as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
27 Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais por palavra vos anunciarão também as mesmas coisas.
28 Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:
29 Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá.

Confirmaram-se assim as Palavras de Jesus, em João 16.12-13 (citadas acima), que disse: “Tenho muito que vos dizer, mas, vós não podeis suportar agora, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade”.

Isto nos ajuda a esclarecer, na questão do estudo, que o Espírito Santo reprova a doutrina do dízimo no cristianismo
O cristão não deve aceitar, de obreiro algum, a imposição da guarda de nenhuma lei, quando a mesma não proceder da vontade de Deus.

 O apóstolo Paulo, comentando sobre a liberdade cristã, adverte os coríntios, dizendo: “Fostes comprados por bom preço, não vos façais servos dos homens” (I Co 7.23).
E aos colossenses, Paulo diz: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo o rudimento do mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2.8).
Existem obreiros nos nossos dias, agindo de forma gananciosa, querendo dominar o rebanho de Deus com o desejo enganoso do seu coração, como se tivessem domínio próprio sobre a Igreja de Deus.

Essa atitude tem causado prejuízos à obra de Deus, e sem dúvida, é reprovada pelo Espírito Santo.
 O apóstolo Pedro adverte aos obreiros da Igreja de Deus, com as seguintes palavras:
Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” (I Pe 5.2-3).
Já aprendemos acima, com o exemplo da história da Igreja primitiva, registrado em Atos 15.10, que os discípulos foram ensinados pelo Espírito Santo, que, pôr sobre a cerviz dos cristãos, jugo desta natureza, é tentar a Deus. Tentar a Deus, nesse caso, quer dizer:
exigir dos cristãos a prática de ordenanças que são contra a vontade de Deus, as quais não se enquadram na verdadeira doutrina cristã, como é o caso da cobrança do dízimo.
Porque se o Espírito Santo nos ensina que o mandamento de contribuição financeira para o cristianismo vem pela lei da liberdade, sem dúvida, o percentual de 10%, ou outro percentual qualquer, preestabelecido pela letra ou por determinação de obreiros, não é nada mais nada menos do que puro mandamento carnal, para novamente submeter o povo de Deus ao jugo da servidão

Mas, a orientação bíblica é para que nenhum cristão troque a sua liberdade espiritual pela maldição da servidão da Lei:
Estais, pois, firmes na liberdade com que Cristo vos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Gl 5.1).
Cristo nos libertou da maldição da Lei; contudo os homens querem novamente submeter a Igreja de Deus ao jugo dessa servidão. Não conhecendo a justiça de Deus, querem estabelecer a sua própria justiça (Rm 10.3).
Muitos pregam que a salvação é pela GRAÇA, mas não fazem disto uma prática real nas suas vidas e nem nas suas constantes pregações, pois se contradizem ao dizer que aquele que não cumpre o percentual de 10% (o dízimo) é amaldiçoado e está roubando a Deus.

Com essa atitude legalista, demonstram ser insensíveis à integridade da própria GRAÇA que pregam.
Com os lábios pregam que a salvação é pela GRAÇA, mas com o coração exigem a ordenança da Lei.

         A prática do dízimo, em âmbito religioso, só teve validade espiritual em épocas anteriores ao Novo Testamento, ou seja, na dispensação da Lei, antes da Lei (nos tempos de Abraão), porque nessas épocas, a salvação pela GRAÇA DE CRISTO ainda não estava em prática.

Motivo esse que levou Abraão a praticar obras tais, como: circuncisão, sacrifícios de animais, dízimo, etc., as quais não se enquadram na verdadeira prática cristã. Porém, podemos afirmar, com absoluta certeza espiritual, que, se Abraão vivesse na época do cristianismo, não praticaria tais obras.




Paz seja com todos!
JC de Araújo Jorge


5 comentários:

  1. Libertos do Cativeiro28 de setembro de 2012 00:15

    Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, não devemos viver mais debaixo do jugo da servidão, enriquecendo líderes avarentos em detrimento de um pastoreio espiritual.

    Bom texto, parabéns!

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  2. UM TEMA POLÊMICO. POR ISSO É PRECISO LER MUITO, ENTENDER, APROFUNDAR. LER E RELER A BÍBLIA ATÉ QUE A ALMA SE SINTA CONFORTÁVEL COM O ENTENDIMENTO OBTIDO. QUE DEUS VERDADEIRO E UNICO ABENÇOES A TODOS NÓS E NOS ILUMINE NO CAMIMINHO DA COMPREENSÃO E DO AMOR.
    LEONAM

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  3. Olá Multiplicador, vejo através dos seus seguidores/parceiros/comentários que estamos multiplicando, os educadores. Que bom! A ideia é essa mesmo.
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    Excelente domingo, fiquemos na Paz de Deus e até breve.

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  4. Olá, vim te visitar e te oferecer o selo de destaque do mes de outubro e também o selo da primavera.Com o meu carinho e amizade-San

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  5. Seu comentário foi publicado e respondido em http://www.Shemah-israel.com

    Graça e paz!!!

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