sábado, 4 de julho de 2015

SANTIFICAÇÃO DA CARNE : Introdução





Muitos alegam que as obras legalistas, como: guarda
do sábado, abstinência de manjares, entrega de dízimo, uso
de véu, sacrifício de jejum, inclusive a proibição exacerbada
de usos e costumes, servem para a santificação da carne; mas,
o que eles ainda não entenderam, é que, a nossa carne não é
santa, nem em verdade a pode ser. Apenas o nosso espírito é
santificado. Pois assim o nosso corpo físico não precisaria de
transformação na passagem para a vida eterna. 
Não diz a Bíblia que a carne e o sangue não herdam o Reino de Deus?

E também não diz o apóstolo Paulo que na sua carne não
habitava bem algum? 
E ainda: que enquanto vivemos no corpo vivemos ausentes do Senhor? 
Se a nossa carne nos ausenta da presença de Deus, como pode ser ela santificada?

Apenas o nosso espírito é santificado pela Graça de Cristo, e
não o nosso corpo carnal; pois está escrito:
Se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está
morto por causa do pecado, mas o espírito vive por
causa da justiça.
 Romanos 8. 10

O corpo continua morto, por causa do pecado que
ainda habita nele. E se o pecado ainda habita no nosso corpo
carnal, como pode ser ele santificado? 
Pois a santificação vem pelo novo nascimento; 
e a carne jamais vai nascer de novo. 
Somente o espírito passa pelo novo nascimento. 
O corpo físico vai ter que passar pela transformação, ou seja, de
corruptível para incorruptível; mas isto somente no último dia
(no grande e glorioso dia do Senhor), mediante o toque da
última trombeta, conforme está escrito:
Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos
dormiremos, mas todos seremos transformados; num
momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última
trombeta; porque a trombeta soará,
e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, 
e nós seremos transformados.
1ª Coríntios 15. 51-52.

Somos salvos, na verdade, pela santificação da carne;
mas não pela santificação da nossa própria carne, mas pela
santificação da carne do corpo de Jesus. A nossa carne não é
santa, nem em verdade a pode ser; pois essa é a razão que
explica o motivo de vivermos da santificação da carne de

Jesus, conforme Hebreus 10.19-20:
Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no
santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo
caminho que Ele nos consagrou, pelo véu, isto é,
PELA SUA CARNE.

O cristão é santificado somente no espírito; 
porque a sua carne continua com a natureza do pecado; 
e inclusive, com desejo de pecado. É o que justifica o aposto Paulo ter
dito que o espírito e a carne do cristão vivem em oposição,
isto é, cobiçando um contra o outro, para que não façamos o
que queremos 
 Gálatas 5. 17

Aos tessalonicenses, Paulo declara que Deus os
elegeu desde o princípio para a salvação,
 “em santificação do espírito” 
2ª Tessalonicenses 2. 13 

Que é também a expressão de Pedro
ao dizer que somos eleitos segundo a presciência de Deus
Pai, “em santificação do espírito” 
1ª Pedro 1. 2

Contudo, temos que buscar força espiritual para frear
os desejos da carne, suas paixões e concupiscências, para que
não se desenvolva o desejo de pecado que nela existe.
Porque, se soltarmos a nossa carne com seus desejos,
podemos ter a certeza de que ela vai diretamente à prática do
pecado. Por esta forte razão está escrito:
 “Não deis liberdade a carne”.

Isto confirma que a nossa carne não é santa, mas
apenas presa pela força da santificação do espírito, para que
não se desenvolva o desejo de pecado que ainda habita nela
Romanos 7. 20

Pois a maior luta do cristão é exatamente contra os
desejos da sua própria carne. Porém, se temos que lutar
contra os desejos da nossa carne, está provado que ela não é
santa. Aliás, a nossa carne é inimiga da lei de Deus;
 conforme está escrito:
 “Porquanto a inclinação da carne é inimizade
contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em
verdade, o pode ser” 
Romanos 8. 7.


Paz seja com todos,
JC de Araújo Jorge

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