segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O DÍZIMO EM CONTRADIÇÃO À GRAÇA






Cristo nos resgatou da maldição da Lei, fazendo-se maldição por nós; o percentual de 10% regido pela Lei, Cristo já cumpriu por nós, cravando-o na cruz para que fôssemos salvos pela Sua Graça.
Por que, agora, voltarmos aos rudimentos do mundo,
 praticando novamente ordenanças da Lei?
 Isso seria, sem dúvida, fazer agravo ao Espírito da Graça!


Comecemos este capítulo analisando um texto bíblico referente à contribuição financeira do povo que vivia debaixo da Lei (fora da Graça de Cristo), para em seguida compará-lo a um texto bíblico referente à contribuição do povo da Graça, para que se revele a diferença de regime de contribuição financeira entre o POVO DA LEI e o CRISTIANISMO:
 “Malaquias 3.8-10”
(8) “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas
(9) “Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação”.
(10) “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança”.

Observe o leitor que, baseando-se no texto acima, que é o ponto principal usado para cobrança de dízimo do povo que estava debaixo da Lei, não há nele chance para contribuir com menos de 10%, até porque o versículo 8 acusa o tal contribuinte de roubador de Deus, e o versículo 9 determina a maldição sobre ele, dizendo:
Com maldição sois amaldiçoados.
Isso quer dizer que, além do tal contribuinte não receber a bênção, ainda é amaldiçoado. Essa é a realidade da expressão do texto supracitado, pois está em compatibilidade com a maldição da Lei, determinada em Deuteronômio, para aquele que descumprir qualquer ponto da Lei: “Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei não as cumprindo” (Dt 27.26; 28.15-68).
Por isso é bem correto pregar esta maldição sobre aqueles que estão debaixo da Lei e não dão o dízimo. Paulo prega para aqueles que querem estar debaixo da Lei, dizendo:
Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito:
maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las” (Gl 3.10).

Mas para aqueles que querem viver em Cristo, diz: Mas o justo viverá da fé (Gl 3.11).
Cristo nos resgatou da maldição da Lei, fazendo-se maldição por nós, isto é, cumprindo-a em nosso lugar (Gl 3.13). Tirou dos nossos ombros tais ordenanças, como:
circuncisão, percentual de contribuição preestabelecido pela Lei (o dízimo), sacrifícios de animais, guarda de dias meses e anos, etc. etc., conforme está escrito:
Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” (CL 2.14).

Vale ressaltar que o dízimo é, incontestavelmente, conteúdo desta cédula, a qual a Bíblia Sagrada afirma claramente que Jesus riscou, tirou do nosso meio e cravou na cruz.
Porém, como já aprendemos acima, os defensores do dízimo têm toda razão de pregar a maldição e chamar de roubadores àqueles que estão debaixo da Lei e não dão o dízimo.

Inclusive, seguindo à risca esta Lei, nem salvação pode haver para o tal; pois quem rouba a Deus e está debaixo da maldição, realmente não é salvo.
Mas, faço aqui uma pergunta: se esta Lei fosse válida para o cristianismo, poderíamos contar com muitos salvos nas igrejas?
A lição 8, do livro Discipulado, Aluno 1, publicado pela CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus), diz:
 “Se todos os crentes pagassem o dízimo, não haveria necessidade de a igreja lançar mão de campanhas financeiras para realizar suas tarefas”. E ressalta, dizendo:
“É pequeno o percentual dos que se dispõem a cumprir este mandamento”.
Diante desse relato, poderíamos imaginar que também fosse pequeno o percentual de salvos dessa Igreja, não é mesmo?...

Porém nós (os que somos esclarecidos pelo Espírito Santo) sabemos que não é assim; pois conhecendo o testemunho da mesma, a reconhecemos como Igreja poderosa em Cristo Jesus, santa na sua maioria, e que o seu número de salvos é bem maior que o número dos que dão o dízimo.

E por outro lado, sabemos que o grande erro não está na Igreja, por não pagar dízimo, mas sim nos seus obreiros, que colocam sobre a cerviz dos discípulos um jugo que (conforme diz a Bíblia) nem nossos pais, nem nós pudemos suportar (At 15.10).
Sabe-se, também, de uma linha de igrejas que cobra dízimos, que os seus próprios pastores não são dizimistas; estendem as mãos e exigem de seus fiéis o que eles mesmos não praticam.
Certa feita, Jesus referiu-se a esse tipo de obreiros, dizendo:

Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los” 

(Mt 23.4).
Pois bem, no começo deste capítulo, ficou comprovado que, segundo a Lei do dízimo, não há chance para contribuir com menos de 10%, pois além desse contribuinte não receber a bênção, ainda é amaldiçoado.

Essa é a realidade da expressão de Malaquias 3.8-10 (citada acima), direcionada ao povo que vivia debaixo da Lei.
Observemos no versículo transcrito a seguir que a determinação divina para a contribuição na Nova Aliança, isto é, para os cristãos, é descrita em condições diferentes.

 Isto seria uma contradição na Palavra de Deus, se fizesse parte da mesma aliança de Malaquias 3.8-10.
Vejamos então: “E digo isto: que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará” (2 Co 9.6).
No versículo acima, a determinação de contribuição financeira dirigida ao cristianismo, declara que a bênção é derramada sobre qualquer percentual de contribuição; qualquer percentual é aceito diante de Deus, com promessas de bênçãos; muito ou pouco, porém a bênção é proporcional à contribuição:
se pouco, recebe pouco; se muito, recebe muito, mas qualquer percentual é aceito.
Esse “pouco ou muito”, mencionado neste versículo, é determinado única e exclusivamente pelo nível das possibilidades de cada um. Como por exemplo: muitas vezes, diante de Deus, uma contribuição de 5% de uma pessoa que ganha pouco, pode ser considerada muito, enquanto uma contribuição de 15% de outra pessoa que ganha muito, pode ser considerada pouco. O que realmente conta diante de Deus é a justiça com que contribuímos (Ml 3.3; Is. 11.4).
Contudo, entendemos, através do versículo supracitado (2 Co 9.6), que no regime da Graça, mesmo contribuindo com pouco, isto é, abaixo das possibilidades, ainda se recebe a bênção; embora seja proporcional; ao contrário de Malaquias 3.8-10, quando o que se recebia era a maldição da Lei. A pregação do dízimo no cristianismo entra em contradição, inclusive, com este versículo.
O livro de Malaquias, de modo geral, foi escrito a um povo que vivia em uma época ainda fora da graça de Cristo; por isso continuava sendo regido pela Lei de Moisés.
Exceto uma profecia para o cristianismo, a mensagem, de modo geral, foi direcionada ao povo que vivia debaixo da Lei e ainda tinha que guardá-la.
Veja que a mesma expressão feita no capítulo 3, versículos 8 ao 10, para cobrança do dízimo, é feita também no capítulo 1, versículos 1 ao 8, para celebração de sacrifícios de animais:
 “O filho honra o pai, e o servo, o seu senhor; se eu sou Pai, onde está a minha honra? E, se eu sou Senhor, onde está o meu temor?
Diz o Senhor dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome.

E vós dizeis: em que nós temos desprezado o teu nome? Oferecereis sobre o meu altar pão imundo, e dizeis: em que te havemos profanado? Nisto que dizeis: A mesa do Senhor é desprezível.

 Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isto não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isto não é mau?
Ora, apresenta-o ao teu governador; porventura terá ele agrado de ti? Ou aceitará ele a tua pessoa?
Diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 1.6-8).
Através deste texto, entendemos claramente que o livro de Malaquias foi escrito, como já foi expressado acima, para que o povo daquela época guardasse a Aliança Levítica determinada no Monte Sinai (chamada lei de Moisés), e não para o cristianismo.
Tanto que no capítulo 2, versículo 4, diz: “Então sabereis que eu vos enviei este mandamento para que a minha aliança fosse com Levi, diz o Senhor dos Exércitos.

E no versículo 8 do mesmo capítulo:
A muitos fizestes tropeçar na lei, corrompestes a aliança de Levi, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 2.8).
Ao encerrar o livro, Deus desperta o povo por intermédio de Malaquias, para que continue guardando a lei de Moisés, quando diz: “Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, a qual lhe mandei em Horebe, para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos” (Ml 4.4).
As referências acima deixam claro que existe grande diferença entre as obras do cristia- nismo e as do povo israelita que vivia na lei de Moisés.
 A grande diferença existe, inclusive, na determinação da contribuição financeira.
Observa-se que a expressão da parte de Deus ao determinar a prática de contribuição para o povo da Aliança Levítica, é uma, e para o Cristianismo (povo da Nova Aliança) é outra.
Esta realidade encontra-se dentro do próprio livro de Malaquias:
Observemos Malaquias 3.1-5:
(1): Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, e o mensageiro da aliança, a quem vós desejais; eis que vem, diz o Senhor dos Exércitos.
(2): Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros.
(3): E assentar-se-á, afinando e purificando a prata; e purificará os filhos de Levi, e os afinará como ouro e como prata: então ao Senhor trarão ofertas em justiça.
(4): E a oferta de Judá e de Jerusalém será suave ao Senhor, como nos dias antigos, e como nos primeiros anos.
 E chegar-me-ei a vós para juízo, e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros e contra os adúlteros, e contra os que juram falsamente, e contra os que defraudam o jornaleiro, e pervertem o direito da viúva, e do órfão e do estrangeiro, e não me temem, diz o Senhor dos Exércitos. (Ml 3.1-5).

Apesar de o livro de Malaquias ter sido, de modo geral, direcionado ao povo israelita, no que tange a guarda da Lei, houve esta profecia dirigida ao Cristianismo (ao povo da Nova Aliança).
O mensageiro que prepararia o caminho diante do Senhor, mencionado no versículo 1, é João Batista; e o Senhor, a quem vós buscais, é Jesus Cristo.
Isto nos deixa bem claro que a profecia se refere ao Cristianismo. E aí, é quando a Palavra de Deus esclarece a contribuição financeira no tempo da Graça (no cristianismo), dizendo:
 “Trarão ofertas em justiça” (ML 3.3).
Vejamos que a contribuição financeira profetizada para o tempo da graça, é transformada de dízimo para “Ofertas em Justiça”.
Quando Deus falou para o povo que estava debaixo da Lei, disse: “Trazei todos os dízimos”, mas quando referiu-se ao povo cristão (no futuro, no tempo da Graça), disse: “Trarão ofertas em justiça”.
Como em nenhum outro livro da Bíblia se encontra a determinação de contribuição financeira para os cristãos ordenada em forma de dízimo, no livro de Malaquias não poderia ser diferentes.

Fonte: "O Dízimo e a Graça"

Paz Seja Contigo!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO - Parte 2

                                      






                    
                    A  SEMELHANÇA  DE  MELQUISEDEQUE
Muitos tentam, de toda maneira, torcer alguns textos bíblicos em favor de seus pontos de vista, para fabricar argumento a fim de colocar preço financeiro à salvação cristã.
Alguns até aplicam o dízimo ao cristianismo, sob alegação de Jesus ter sido comparado à semelhança de Melquisedeque, quando este no seu ministério recebeu dízimo de Abraão, porém, esta não deixa de ser, também, uma alegação absolutamente equivocada e sem fundamento espiritual.
Pois neste caso, então, teríamos também que praticar as obras do ministério de Moisés! Porque se Jesus foi comparado à semelhança de Melquisedeque, também O foi, e muito mais, à semelhança de Moisés!
         Quando Deus reuniu o povo israelita ao pé do Monte Sinai para lhe determinar as obras do ministério de Moisés, isto é, a Lei dos mandamentos, o povo temeu a voz do Senhor, porque havia grandes maravilhas naquele lugar.

Pois o Senhor descera em Fogo. Deus falava em alta voz, e havia trovões e relâmpagos. E o povo vendo isso, encheu-se de temor e pôs-se de longe. E disseram a Moisés:
fale tu conosco, e ouviremos; e não fale Deus conosco, para que não morramos.

Então o Senhor disse a Moisés:
bem falaram naquilo que disseram. Eis que lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.
E será que qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu o requererei dele” (Dt.18.15-19; Ex. 20.18-19).
         Irmãos, a síntese de tudo isto, é que Este Profeta que o próprio Deus compara à semelhança de Moisés, não é outro senão Jesus Cristo. Mas nem por isto temos que praticar as obras do ministério de Moisés (Jo 1.17).
         Quando Pedro realizou a cura do coxo, na porta formosa do templo, e querendo apresentar Jesus Cristo e o Seu poder de salvação para o povo que estava maravilhado e atônito diante de tal realização, não se referiu à Melquisedeque, mas buscou à semelhança de Moisés, dizendo:
porque Moisés disse: o Senhor, vosso Deus, levantará  dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser” (At 3.22).
         Da mesma forma, Estêvão, no auge de sua revelação, tendo o seu rosto como o de um anjo, ao proferir palavras de salvação, e querendo apresentar Jesus e Sua grandiosidade para o povo, também usou à semelhança de Moisés, dizendo:
 “porque Moisés disse aos filhos de Israel: o Senhor, vosso Deus, vos levantará dentre vossos irmãos um profeta como eu; a ele ouvireis” (At 7.37).
         Observemos que Estêvão também não se referiu à Melquisedeque para demonstrar o poder e a superioridade de Jesus, mas sim, baseou-se na semelhança de Moisés. Então vemos que Moisés foi muito mais comparado à semelhança de Jesus do que Melquisedeque.

No entanto não temos que praticar as obras do ministério de Moisés.
         Porque uma coisa é certa: mesmo Moisés e Melquisedeque sendo comparados à semelhança de Jesus, mas não os foram na autenticidade.

         Ninguém é igual a Jesus; Ele é Incomparável, Único Salvador, conforme está escrito: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4.12).
Veja também 1Tm 2.5.
         Nem em Moisés, nem em Melquisedeque, nem em outro qualquer, por mais privilegiado que seja na expressão bíblica, há poder de redenção. Tanto, que ninguém pode ser batizado em Moisés, tampouco em Melquisedeque, mas somente em Jesus.
         Tanto as obras do ministério de Moisés como as obras do ministério de Melquisedeque eram boas, o que faltou em ambos foi a capacidade de cumpri-las por nos.
         Mas Jesus, como nosso Redentor, tomou as obras da época do ministério de Melquisedeque, que eram: sacrifícios de animais, circuncisão, dízimos etc., as quais já estavam enquadradas na Lei de Moisés, e as cumpriu por nós, para que fossemos salvos pela Sua Graça, isto é, para que revestidos de Cristo já estivéssemos no cumprimento de tais obras; bem compreendido, nos alimentando no que Cristo já cumpriu.

Por isto que Jesus declara:
 “Assim como o Pai que vive me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim quem de mim se alimenta, também vivera por mim” (Rm 4.5), e também: Jo 6.57; Jo 15.5.
        
O texto que narra a história do livro selado com sete selos, que estava na mão do Todo-Poderoso (no capitulo 5 do Apocalipse), mas uma vez nos deixa clara a inigualdade de Jesus, quando o livro precisava ser aberto e desatados os seus selos:
um anjo forte, bramando com grande voz, desafiava dizendo:
Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos?
E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro nem de olhar para ele” (Ap 5.2-3).

Enquanto isso João chorava muito, porque a nossa salvação dependia de alguém que pudesse abrir o livro e desatar os seus sete selos. Porem, nessa hora, nem Moisés, nem Melquisedeque, nem algum outro foi digno disto.

Porque diz que ninguém foi achado digno para tal. Mas um dos anciãos confortou à João, apresentando o Incomparável Jesus Cristo, o Inigualável Reis dos reis, o Único Salvador, dizendo: “Eis ai o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, que venceu para abrir o livro e desatar os seus sete selos”(Ap 5.5).

         COMO JESUS VENCEU?
Jesus venceu realizando a obra de Redenção, ou seja, cumprindo a Lei de Deus dada para a salvação do povo, representada pelas duas tábuas de pedra que estão guardadas na Arca da Aliança, chamada de Testemunho, ou, dez mandamentos (escritos pelo dedo de Deus). Lembremos que, na Cruz do Calvário, percebendo Jesus que toda a Lei representada pelas Tábuas da Aliança havia sido totalmente cumprida, Disse:
Está Consumado.
Por isto, a Arca da Aliança tem grande significado na nossa salvação. Muitos perguntam: “Onde está a Arca da aliança que desapareceu misteriosamente?” Podemos afirmar que ela está no céu, no Templo de Deus, até o julgamento final, conforme Apocalipse 11.19.
Pois se a Lei permanece (conforme aprendemos acima), a Arca da Aliança que representa toda a Lei, também permanece.

A ARCA DA ALIANÇA, mencionada em Apocalipse 11.19, é literalmente a Arca original, em cujo interior estão as duas tábuas de pedra escritas pelo dedo de Deus, representando a Sua Lei (os dez mandamentos) cujo cumprimento resgata a nossa divida para com a justiça divina (Lv 18.5).

Deus levou a Arca da Aliança para o Santuário Celestial, porque naquele dia, segundo Apocalipse 5.1-10, a salvação só foi consolidada mediante a presença do Vencedor (do cumpridor de toda a Lei), permitindo que Ele abrisse o livro que estava na destra de Deus, desatando os seus sete selos.
É quando aparece João chorando, porque ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, foi achado digno para tal.

 Porém, João foi confortado por um dos anciãos que lhe apresentou Jesus, dizendo: eis aqui o Leão da tribo de Judá, que venceu (que cumpriu toda a Lei Mt 5.17-18), para abrir o livro e desatar os seus sete selos (Ap 5. 1-5).

Então, temos certeza que a Arca da Aliança vista no céu, é a original, na qual estão as duas tábuas de pedra escritas pelo próprio dedo de Deus.
 A Bíblia não mente; e nela está claramente revelado que, mediante o toque da ultima trombeta, a Arca será vista no céu, no Templo de Deus, com grandes sinais:
 E abriu-se no céu o templo de Deus, e a Arca da sua Aliança foi vista no seu templo; e ouve relâmpagos, e vozes, e trovões, e terremotos e grande saraiva” (Ap 11.19).

Estes grandes sinais também aconteceram no Monte Sinai quando Deus promulgou a Lei contida no interior da Arca (Ex 20.1-18; 19.18). Isto prova que a Arca da Aliança, muito procurada na terra, está no céu, no Templo de Deus.
Se aquela não fosse a Arca da Aliança determinada por Deus a Moisés, mas sim uma outra natural do templo de Deus (como alguns dizem), não precisaria a explicação de que a Arca teria sido vista “no seu templo”!
Bastaria dizer: “E abriu-se no céu o templo de Deus, e a Arca da Aliança foi vista”. Mas, acrescentou: “no seu templo, dando a entender que Ela não era naturalmente do céu.

Podemos afirmar que, na história sagrada, só existe uma Arca da Aliança, a qual contém as duas tábuas de pedra representando os dez mandamentos.
Alguns até dizem que Deus teria, lá no céu, uma cópia dos dez mandamentos (do Testemunho), mas Deus jamais usaria uma cópia, mas sim a original escrita pelo Seu próprio dedo (Ex 31.18; 32.15-16).
Antes do Pacto do Monte Sinai não existia Arca da Aliança, nem na terra, e nem no céu. Ela foi criada única e exclusivamente para o processo de salvação do povo que estava destituído da glória de Deus.

Pois os seres celestiais não precisam de Arca da Aliança. Tanto, que quando tudo se cumprir, isto é, quando estivermos na glória eterna, não precisará mais dela, conforme está escrito em Jeremias 3.16:
E sucederá, que, quando vos multiplicardes e frutificardes na terra, naqueles dias, diz o Senhor, nunca mais se dirá:
A Arca da Aliança do Senhor, nem lhes virá ao coração; nem dela se lembrarão, nem a visitarão, nem se fará outra”.
Porém, hoje, a Arca da Aliança está no Céu, no Templo de Deus, aguardando a chegada do povo salvo, para que Cristo (pela Sua Graça) apresente por nós, todo o cumprimento da Lei representada pelas tábuas que estão no interior da Arca, consolidando assim o Resgate daqueles que Lhe aceitaram como Salvador.
         Outrossim, após Jesus ter realizado o único e suficiente Sacrifício pela redenção do povo, como Sumo Sacerdote, Ele tinha que ir até a Arca da Aliança, onde Deus se fazia presente, para entregar o Sacrifício com todo o cumprimento da Lei contida no interior da Arca, para que se realizasse nEle toda a justiça do cumprimento da Lei, sem que dela fosse omitido um jota ou um til, conforme Ele mesmo falou em Mateus, 5.17-18.

Porém, segundo Hebreus 9.24,
Jesus não entrou no santuário terrestre, mas no mesmo céu, para comparecer por nós perante a face de Deus. Isto significa que a Arca da Aliança já estava no Santuário Celestial.
         A Arca da Aliança é única. Deus não mostrou à Moisés uma outra Arca como modelo, como alguns dizem. Até porque, o modelo da Arca não foi mostrado a Moisés por visão, mas por determinação de palavras. Veja em Êxodo 25.10 a 22, como Deus falou a Moisés para mostrar o modelo da Arca, traçando todo o seu perfil por meio de palavras.

Muitos não compreendem o tamanho do significado espiritual da Arca da aliança; pensam que Ela era um simples utensílio do tabernáculo, mas, Ela é muito mais do que isto, Ela é a Aliança do Deus Altíssimo. Razão pela qual é chamada de: ARCA DA ALIANÇA DO SENHOR. Veja algumas referencias: Nm 10.33; Dt 31.26; Js 4.7; Jz 20.27; 1Sm 4.5; 1Rs 8.6; 1Cr 22.19; Ex 32.15-16.
Por isto, em Apocalipse 11.19, onde se refere a Ela, diz: e a ARCA DA SUA ALIANÇA foi vista NO SEU TEMPLO.

Contudo, a nossa salvação é pela Graça de Cristo, porque a Lei que precisava ser cumprida para o nosso resgate, representada pelas duas tábuas de pedra que estão dentro da Arca, Jesus já cumpriu por nós, dando-nos o seu perfeito cumprimento pela Sua Graça. (E o dízimo está incluso).

Há duas maneiras para se cumprir a Lei: Primeira: pela sua prática total, sem tropeçar em um só ponto (Gl 3.12; 5.3-4; Rm 10.5; Mt 23.23; 1 Tm 1.8).
Segunda: pela fé em Cristo, ou seja, se alimentando nEle, sem a prática da Lei:
Àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça” (Rm 4.5). Veja também: Jo 15.5; 6.57; Ef 2.8.

Observamos então, que a melhor maneira para que a justiça da Lei se cumpra em nós, é o revestimento de Cristo pelo batismo da fé, conforme está escrito: batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo (Gl 3.27-28).

Porém alguns, hoje, estão se batizando também em Moisés, outros em Melquisedeque; mas a Igreja verdadeira se batiza somente em Cristo Jesus (que já cumpriu a Lei do dízimo por nós) e que é o nosso único e suficiente Salvador.
A Ele, glória para todo o sempre. Amém!
        
A prática do dízimo no cristianismo é anti-bíblica. Tenho registros em mãos, os quais dizem que a Igreja só começou a cobrar dízimo por volta do ano 600 d.C.

Sabemos que nessa época parte de sua administração já havia se corrompida, devido a alguns maus obreiros que à ministravam. Paulo, prevendo coisas deste tipo, instruiu os anciãos da igreja de Éfeso, dizendo:
Porque eu sei isto: que depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis que não perdoarão o rebanho” (At 20.29).
No versículo 33 ele justifica-se:
De ninguém cobicei a prata, nem o ouro”.

Sabia ele que, quando os lobos entrassem na administração da Igreja, iam cobiçar prata e ouro. Nessa cobiça forçam até os pobres necessitados a praticarem a lei do dízimo (Mt 23.4).
Mas Paulo adverte, no capítulo 6 da sua Primeira Epístola a Timóteo, que não entre por esse caminho, praticando esse tipo de obra. No versículo 10 ele diz: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males”.
E no versículo 11: “Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão”.
O cristão deve contribuir, sim, porém, de maneira espontânea, não pela lei de mandamentos carnais, mas pela lei da liberdade, segundo o sentimento do coração, conforme a expressão do apóstolo Tiago:
Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisto persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado nos seus feitos” (Tg 1.25).
Confira também, Tg 2.12.
A lei da liberdade dispensa a ordenança de percentual, mas interessa-se no propósito do nosso coração; o apóstolo Paulo nos conscientiza desta realidade, dizendo: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza ou por necessidade, porque Deus ama ao que dá com alegria
 (2Coríntios 9.7).
Ao crente que tem consciência de sua responsabilidade diante de Deus, não é preciso que lhe determine a quantia ou o percentual que deva contribuir, pois contribui com o máximo que pode.

A viúva pobre, quando deu o que tinha (o máximo que podia Lc 21.1-4), não o fez com base em dízimo, mas em contribuição espontânea.
A denominação evangélica que ordena o percentual de contribuição, demonstra dúvida quanto à espiritualidade dos seus membros, visto que 1 Timóteo 1.9-10 declara que a lei não é feita para os cristãos, mas para os ímpios, para os profanos, para os que são contra a sã doutrina.
Portanto, cristãos, não podemos nos deixar influenciar pelo espírito legalista, ou seja, não devemos de forma alguma associar a contribuição cristã a cumprimento de percentual.
Os defensores do dízimo alegam o seguinte: “O dízimo é um percentual de referência mínima para estabelecer o piso de contribuição cristã”.

Mas, na realidade, tal alegação não confere com a verdadeira doutrina cristã.
Pois segundo o ensinamento do Evangelho de Cristo, o Espírito da Graça não estabelece piso nem teto de contribuição.

O percentual preestabelecido como contribuição mínima (como alegam) é pura lei de mandamento carnal.
Devemos entender que o obreiro tem o direito e o dever de apresentar as necessidades financeiras da obra e incentivar os cristãos a contribuírem, mas não tem o direito de determinar o valor ou o percentual com que cada cristão deva contribuir, pois dessa maneira, a contribuição cristã já não seria pelo propósito do coração de “cada um” (como manda a Bíblia, 2 Co.9.7), mas pelo propósito do coração do obreiro.
Isso significa que cujo obreiro não está confiando na espiritualidade da igreja e, pela carne, quer realizar a obra que só o Espírito Santo pode realizar.

Mas, tal condição não deve ser aceita:
“Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo vos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão"(Gl 5.1).

Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei” (Gl 5.18). 



Paz Seja Contigo!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

PREGADORES MIRINS



INTRODUÇÃO:

Nos últimos dias da Igreja de Cristo nos deparamos com mais um tema delicado e muito preocupante, por se tratar da exploração religiosa de crianças.



MARKETING  RELIGIOSO

Com o objetivo de alcançar altos níveis de audiência a mídia secular (escrita, falada e televisiva) precisa de se retroalimentar de notícias das mais variadas. Sem no entanto, preocupar-se com princípios éticos, morais e muito menos espirituais; ou seja, agindo e reagindo a um ciclo vicioso que jaz no maligno.

Lamentavelmente, as rádios evangélicas que deveriam comportar-se de maneira menos secular e mais honesta do ponto de vista bíblico, quanto a divulgação de pseudos pregadores mirins, sua tendência no entanto é de agirem de forma calculista para sua auto promoção e prestígio, tal qual quando querem eleger políticos de sua preferência em época de eleição; ou seja, usam  de sua audiência como moeda de troca. Da mesma forma, divulgam irresponsavelmente eventos mirins, o que não só agrada e favorece determinados grupos pentecostais, como também cria-se vínculos eleitoreiros entre a direção dessas rádios e o segmento religioso envolvido, cujo objetivos são futuras manipulações em períodos eleitorais, na intenção de eleger candidatos de suas preferências; ficando claro o critério político e tendencioso destas emissoras, ditas evangélicas.



IDOLATRIA  PENTECOSTAL

Infelizmente existem pais que se comportam como verdadeiros mercenários, os quais usam seus filhos como meio de vida para arrecadar ofertas. Alguns para compensar suas frustrações e outros para alimentar seu fanatismo religioso; com isto, as crianças tem sua infância roubada e má formação psicológica. Esse mesmos pais, que expõem seus filhos em idade ainda tenra a uma manipulação desequilibrada, onde suas crianças repetem frases e jargões usados no meio pentecostal, criando com isto uma certa espetacularidade. Por se tratar de criança, o $how é ainda mais valorizado por aqueles que são tendenciosos a espetacularização, como por exemplo:
Montes com gravetos incandescentes sem propósito algum.
Dentes de ouro que ninguém nunca viu, entre outros...
Portanto, a introdução de pregadores mirins no contexto evangélico ( gospel ) é totalmente insana e desprovida de respaldo bíblico; e  por conseguinte é também desumana, pois rouba das crianças a sua preciosa infância. 



ASTUTAS  CILADAS  DO  DIABO

Como o diabo é o pai da mentira e oportunista de plantão, não poderia ficar de fora de mais uma oportunidade de disseminar o engano, tão peculiar a sua natureza perversa. Por isso, ele tem introduzido tamanha heresia para justificação de tal aberração no meio evangélico, confundindo e enganando a muitos sem entendimento do verdadeiro evangelho.

Assim como:

"Usam a passagem do Livro de Samuel como justificativa, alegando que quando ainda criança, o menino Samuel foi usado por Deus para entregar uma profecia ao profeta Eli."

Realmente, o profeta Eli já não ouvia mais à Deus, pois não repreendia seus próprios filhos quando os mesmos profanavam o Templo. Por isso, Samuel entregou a Eli o recado do Senhor. Não significando no entanto,  que Samuel tenha assumido o sacerdócio de imediato, o que somente ocorreria quando adulto, ou seja, com pleno entendimento para assumir o ministério sacerdotal, e isso, após o cumprimento da referida profecia.


"Deus usou uma mula para falar com Balaão", pois este também já não obedecia ao Senhor.
A referida mula cumpriu a sua missão de chamar a atenção de Balaão com sua fala; porém, não teve permissão de Deus para sair pregando a Palavra."

Outro texto muito usado pelos defensores de  tal  heresia, é que:

Jesus aos 12 anos de idade encontrou-se com os doutores da Lei no Templo e ouvia-os e interrogava-os; demonstrando conhecimento das Escrituras Sagradas, como Filho de Deus que era (Lucas 2. 46-47).
Apesar do menino Jesus ter conhecimento bíblico, o Senhor Deus não permitiu que quando criança assumisse seu ministério, pois é desrespeitoso uma criança exortar um adulto.
Somente aos 30 anos de idade teve autorização do Pai para iniciar o seu ministério, e isto após o batismo nas águas e a tentação no deserto, o que Lhe aprovou para a grande missão de salvar a humanidade decaída em Adão.


CONCLUSÃO

Após contextualização de algumas passagens bíblicas relacionadas ao tema, concluímos que para fazer parte do Reino de Deus e da Igreja de Cristo, é necessário ordem, decência e respeito ao próximo; o que alguns por não conhecerem as Boas Novas nem o temor a Deus, que é o princípio da sabedoria, baseiam-se na sombra da Lei do velho testamento para tentar justificar suas heresias em detrimento dos ensinos neotestamentários, os quais nos proporcionam boa compreensão de como procedermos no Caminho do Evangelho de Cristo, que é a Verdade para a Salvação Eterna de todo aquele que Crê.


Paz seja com todos!


segunda-feira, 30 de julho de 2012

A TENTAÇÃO DE JESUS: No corpo - Na alma - No espírito




ENTENDENDO A TENTAÇÃO

Após ter sido batizado por João Batista no rio Jordão, Jesus cheio do Espírito Santo foi guiado pelo mesmo Espírito ao deserto para ser tentado, a fim de ser aprovado para Sua grande Missão de Salvador da humanidade decaída.


TENTAÇÃO NO CORPO
Necessidades biológicas: Fome, sede...

Durante quarenta dias no deserto, Jesus sendo tentado pelo Diabo nada comeu, porém ao completar o período de jejum, seu corpo humano teve fome. Momento propício para que o Diabo tentasse insinuar dúvida contra sua natureza divina.
Observando o diabo a debilidade do corpo de Jesus, o tentou com seguinte desafio:
Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.
Jesus, porém, respondeu: 
Está escrito:
 Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.


TENTAÇÃO NA ALMA  
Eu - Razão- Mente

O Diabo, constatando que Jesus vencera a primeira tentação com o uso da palavra,  o  levou  à  Cidade  Santa  (Jerusalém), colocou-o sob o pináculo do templo e lhe disse:  "Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem. E eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra".  
Observa-se como na primeira tentação, que o Diabo não mais fez uso de palavras provocativas e distorcidas. Agora ele cita trechos das Escrituras, que fora de seu contexto não passa de letra; precisando d'Aquele que a revele, o Espírito Santo !
O que é impossível ao diabo o entendimento das escrituras,  pois somente a letra lhe é possível conhecer, assim como aos teólogos ou qualquer intelectual incrédulo.
Jesus conhecendo toda a escritura e seu contexto, respondeu:
"Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus".


TENTAÇÃO NO ESPÍRITO 
Coração - Emoção - Bondade... 

Testificando que Jesus vencera a primeira e a segunda tentação, 
o Diabo planejou na terceira tentação
 "Um golpe de mestre"

"Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado me adorares".



OPINIÃO DO AUTOR
Creio sinceramente que Jesus não poderia ficar tentado por nenhum reino deste mundo, nem  tão pouco pelo glória deles; pois de onde viera junto do Pai, era infinitamente mais glorioso. Porém o astuto tentador apelou para a bondade, a misericórdia e o amor de Jesus,
para colocar seu 'plano diabólico em ação'.
Foi mostrado pelo Diabo com a permissão de Deus, todas as nações e seus governantes, assim como seus impérios: militares, políticos e econômicos, ou seja, o domínio deste mundo onde o príncipe é Satanás.


ATENÇÃO

O diálogo a seguir é apenas uma ficção e tem por objetivo
 trazer uma melhor compreensão da terceira tentação de Jesus no deserto, já que a real veracidade dos fatos, só poderemos saber quando  estivermos face a face com o Mestre


O SUPOSTO DIÁLOGO ENTRE SATANÁS E JESUS
"Eu Satanás, que tenho livre acesso nas mentes e  nos corações dos homens que governam nações e também dos que tem o poder econômico, faço com que os mesmos criem: Guerras - Miséria - Fome - Violência - Injustiça - Ganância - Corrupção - Estupros - Pedofilia  e  Morte.Nesta ocasião quero propor a Ti um acordo definitivo e irrevogável diante do Todo-Poderoso.Acordo esse, o qual permitirá que Tu não sofras mais com nenhuma das mazelas citadas por mim,as quais tenho imposto aos seres humanos, com o objetivo de dominar alguns e subjugar a tantos outros.

Já que, aquele primeiro Adão que o Seu Pai colocou no Jardim do Éden, com o objetivo de povoar a terra e governa-la, não foi páreo para mim, pois o mesmo estava ligado de forma apaixonante àquela mulher ( Eva ) que eu a enganei com certa facilidade. Haja vista,  eu  ter  cortado  o  bem  pela  raiz , antes que o primeiro homem   (Adão) iniciasse sua descendência no Éden e formasse na Terra um  Governo de Justiça. Mas percebe-se que Tu não és como aquele Adão, que pela sua queda me entregou a autoridade e a glória desses reinos, 

e a dou a quem eu quiser. Nesta oportunidade, peço a sua atenção para confessar-te que, no mais íntimo dos meus sentimentos, tenho uma certa admiração por Ti.
E para provar que não sou tão mau assim, apenas não fui bem compreendido por seu Pai, o Todo Poderoso, por isso aproveito a ocasião para devolver a Ti o reino deste mundo, a fim de que Tu entres nas mentes e corações corrompidos por mim; e assim, as preencha com sua mente de justiça e pureza de coração, para que possas governar este mundo como no início planejado por Seu Pai. Somente te pedirei que realize o meu "sonho de consumo mais profundo", que é receber sua admiração. Por isso te peço que em troca de tudo que estou te oferecendo, apenas uma única coisa: Que fique ajoelhado diante de mim e me adore como uma divindade. 
Síndrome de Lúcifer.

 A RESPOSTA DE JESUS SERIA

"Certamente, oh! Satanás eu sofreria com o sofrimento da humanidade, e tu sofrerias muito por não poder mais fazer o mal aos seres humanos. Mas, isso seria provisório e não definitivo. Inevitavelmente chegaria o Dia do Juízo Final, e Eu não poderia ser o Cordeiro Imaculado a ser sacrificado na Cruz do Calvário pelos pecados da humanidade, pois teria cometido um único pecado: 'O de me prostrar a ti e te adorar'. Portanto, não existe nenhuma possibilidade de acordo entre Mim e ti, pois tu és trevas e Eu sou Luz" 
AQUI ENCERRA-SE O SUPOSTO DIÁLOGO ENTRE SATANÁS E JESUS

Então Jesus ordenou:

Retira-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto.
Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.
Mateus 4. 1-11
Marcos 1. 12-13
Lucas 4. 1-1


Paz Seja Contigo!
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