domingo, 3 de março de 2013

O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO - Parte 1






É impossível encontrar na Bíblia Sagrada, uma base verdadeira para cobrança de dízimo dos cristãos, mas pelo contrário, a orientação da Palavra de Deus é para que nenhum cristão troque a sua liberdade espiritual pela maldição da servidão da Lei.

 No Novo Testamento existem apenas quatro textos que mencionam o dízimo. Entre estes quatro, dois são paralelos, isto é, relatam a mesma situação: Mateus 23.23 e Lucas 11.42; os outros dois estão em Lucas 18.12 e Hebreus 7.2-9.
E o que fica bem evidente nestes textos, é que nenhum deles se refere à dízimo de cristão.
Observemos Mateus 23.23 e Lucas 11.42 respectivamente transcritos a seguir:
    1º) “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei: o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas” (Mt 23.23).
     2º) “Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas e não deixar as outras” (Lc 11.42).
Neste caso, podemos claramente entender que ao finalizar Seu comentário, Jesus diz que eles deveriam continuar dando o dízimo e, inclusive, não se omitirem de praticar os demais mandamentos da Lei (o mais importante dela).
Porém, aí vem a seguinte pergunta: A quem Jesus estava dirigindo Suas Palavras e qual o teor Destas Palavras? Sem dúvida compreendemos que Jesus se dirigia aos escribas e fariseus, e não a cristãos (como muitos afirmam); tanto, que Jesus não os tratou pelos seus próprios nomes, mas pelo título da sua religião.

Esses homens, vivendo o judaísmo regido pela Lei, confiavam na sua própria justiça e capacidade, no que tange à guarda da Lei. Apresentavam-se a Jesus nas condições de perfeitos, ostentando hipocritamente grande santidade e confiança nas suas próprias obras de justiça; enquanto isso não aceitavam a autoridade divina de Jesus.
Em Lucas 16.15, Jesus disse-lhes: “Vós sois os que justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação”.
Observa-se que a tendência dos fariseus era permanecer debaixo da Lei, desconhecendo a Graça de Cristo.
E mesmo não existindo no homem a capacidade para guardar a Lei, Deus não proíbe ninguém de entrar por esse caminho, quando a pessoa faz questão de estar debaixo da Lei; mas nesse caso, então, exige dela a perfeição na prática de toda a Lei (Tg 2.10):
 “Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos”.
Foi exatamente essa cobrança que Jesus fez aos fariseus, se quisessem entrar pela Lei (se achando em condições de guardá-la), o caminho estava aberto, porém, que não fossem hipócritas, ou seja, que não fossem somente dizimistas, mas que não desprezassem o mais importante da Lei:
O juízo, a misericórdia e a fé” (Mt 23.23).
O juízo e o amor de Deus” (Lc 11.42).
Conclusão: deveriam guardar toda a Lei sem tropeçar em um só ponto (Tg 2.10; Gl 5.2-3).
Se alguém argumenta que estas palavras não foram dirigidas a fariseus, mas sim a cristãos, pelo fato de Jesus ter incluído o juízo, a misericórdia e a fé, obras estas praticadas pelo cristianismo, vale lembrar que muitas obras do cristianismo estão incluídas na dispensação da Lei, como por exemplo:
Não adulterarás, não matarás, não darás falso testemunho, amarás a Deus sobre todas as coisas, etc.

O que essas pessoas não entendem é que a Lei é ampla, contendo muitas obras do cristianismo e muito mais, como:
circuncisão, dízimos, guarda de dias meses e anos, sacrifícios de animais, abstinência de manjares, etc. etc.

Paulo dá as características da preciosidade da Lei, dizendo: “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom”, (Rm 7.12). Porém havia nela ordenanças divinas que ao homem é impossível realizá-las.

Tanto que Paulo disse: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado” (Rm 7.14).
Podemos afirmar que a Lei é santa porque veio de Deus (Lv 18.5); tão boa que Jesus a consumou (Jo 17.4); e tão justa que Cristo nos salvou pela realização do seu cumprimento (Mt 5.17).
Vale salientar que aquele que quiser viver debaixo da Lei (se achando capaz de guardá-la) não pode desprezar o mais importante dela: O juízo, a misericórdia e a fé.
Veja que Paulo fala aos Gálatas, dizendo: “E de novo protesto a todo homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei” (Gl 5.3).
Essa “toda a Lei” que Paulo fala que deve guardar o homem que se deixa circuncidar, obviamente inclui o principal dela:
o juízo, a misericórdia e a fé; pois fazem parte da dispensação da Lei, mas nem por isso o cristão deve se circuncidar; pois está escrito:


Se o crente se circuncidar, Cristo de nada aproveitará” 


(Gl 5.2).
Diante deste esclarecimento, alguém pode perguntar: mas não existe só um caminho?
Não, é a resposta. Existe só um caminho se levarmos em conta a incapacidade humana. Mas, matematicamente, existem dois caminhos:
1º) O da salvação pela prática da Lei dada por Deus, por intermédio de Moisés (a Antiga Aliança, chamada Lei de Moisés).
2º) O da salvação pela Graça que há em Cristo Jesus (a Nova Aliança).
Por que então Jesus disse: “Eu sou o caminho”?
Exatamente, levando em conta a incapacidade humana.
A justiça pela Lei dada por intermédio de Moisés, foi o primeiro caminho oferecido por Deus para a salvação do homem, conforme a Sua própria expressão em Levíticos 18.5:
E dei-lhes os meus estatutos e os meus juízos pelos quais cumprindo-os o homem viverá por eles”, veja também Ez 20.11.
Paulo, escrevendo aos romanos, confirma esta condição de salvação ao declarar: “Ora, Moisés descreve a salvação que é pela lei, dizendo:
O homem que fizer estas coisas viverá por elas” (Rm 10.5).
Este é o caminho da salvação pela prática da Lei (fora da Graça de Cristo), Gl 5.4.
Porém, todo cristão esclarecido tem pleno conhecimento de que no homem não existe justiça suficiente para guardar perfeitamente todos os mandamentos da Lei, pois está escrito:
Não há um justo, nem um sequer” (Rm 3.10; Sl 53.2-3).

Contudo, o caminho da salvação pela prática da Lei continua aberto, isto é, à disposição de alguém que queira confiar na sua própria capacidade, como faziam os fariseus.
Existem vários textos bíblicos confirmando que a Lei permanece como caminho para a salvação humana.

Para um melhor esclarecimento, comecemos interpretando o capítulo 10, versículo 19 da Epístola aos Hebreus, quando o escritor declara:
 Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne”.
No versículo acima, o escritor se refere a Novo Caminho; isto quer dizer que existe outro caminho (o Velho Caminho); Velho, obviamente, porque veio antes do Novo.
No capítulo 8, versículo 13 do mesmo livro, o próprio escritor acrescenta: “Dizendo nova aliança, envelheceu a primeira.
Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de se acabar”.
Observemos, então, que a Lei não se havia acabado. Porém, a prática da Lei só se acabará quando não existir mais ninguém confiando na carne (na sua própria capacidade), querendo usá-la como meio de salvação.
O capítulo 4 do livro “O Sábado, A Lei E A Graça”, escrito por Abraão de Almeida, publicado pela CPAD (Casas Publicadoras das Assembleias de Deus), diz o seguinte:
“A Lei continua santa, boa e justa, mas, não estamos mais sujeitos a ela”.
Paulo, escrevendo a sua Primeira Epístola a Timóteo, expressa-se sobre o assunto, dizendo:
Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente (1 Tm 1.8).
Aqui, ele demonstra estar aberto o caminho da salvação pela prática da Lei. Igualmente observemos os versículos transcritos a seguir:
a)           Rm 2.25: “A circuncisão é, na verdade proveitosa, se tu guardares a lei”.
b)           Gl 5.3: “E de novo protesto a todo homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei”.
c)            Rm 2.13: “Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei, hão de ser justificados”.
d)           Gl 3.12: “Ora, a lei não é da fé, mas, o homem que fizer estas coisas, por elas viverá”.
Porque na verdade, não é a Lei que não tem capacidade para salvar o homem; é o homem que não tem capacidade para guardar a Lei.

Porém, a Lei só tem capacidade para salvar o homem que for perfeito; mas Jesus tem capacidade para salvar o homem imperfeito.
Tanto a Lei como Cristo, têm capacidade para salvar, porém, em condições bem distintas, ou seja, enquanto a Lei exige a perfeição, o poder de Cristo se aperfeiçoa na fraqueza (2º Co. 12.9).
Portanto, observamos acima que a Lei permanece à disposição da perfeição humana. Por isto Jesus não condenou os fariseus por quererem guardar a Lei, mas sim os advertiu para que, neste caso, então, guardassem toda a Lei.
Os pregadores de dízimos se apegam tanto aos versículos 8 à 10 do capítulo 3 do livro de Malaquias, que até pregam que o cristão que não paga o dízimo não entra no reino dos céus, nem pode estar em comunhão com o povo de Deus.
A respeito dessa heresia, inclusive, tenho documentos em mãos, os quais dizem ser o dízimo uma dívida financeira que o cristão tem para com Deus.

Desta forma, os que assim pregam, inutilizam o Completo Sacrifício que Cristo realizou na Cruz do Calvário em resgate da humanidade; pois o próprio Jesus, ao entregar o Espírito a Deus, declarou:

Está consumado
(Jo 19. 30;  Lc 23. 46)


Paz seja com todos!
JC de Araújo Jorge

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O FIM DE MAIS UMA POLÊMICA: Batismo por imersão ou aspersão?


O BATISMO DE JESUS NO RIO JORDÃO


João Batista, o último profeta do velho testamento, anunciava a vinda do Messias prometido e exortava a que todos endireitassem suas veredas para que pudessem receber o batismo de arrependimento em preparação a vinda do cordeiro de Deus.
Ao realizar batismos no rio Jordão, reconheceu na pessoa de Jesus o Messias prometido, porém João hesitou em batizá-lo, posto que Ele não tinha pecado para que necessitasse de arrependimento. Entretanto, Jesus insistiu no seu batismo para que se cumprisse toda a justiça, pois João não tinha a revelação completa da nossa redenção em Cristo.

Nesse sentido, entendo que o batismo de Jesus foi uma antecipação ao arrependimento dos nossos pecados que estariam sobre Ele; pois, Ele se fez pecado por nós, morrendo a nossa morte. 

Da mesma forma que Ele, o Senhor Jesus, antecipou-se ao Dia do Juízo, levando na cruz todos os pecados da humanidade decaída em Adão, para que todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna.Em minha opinião, o batismo que João realizou na pessoa de Jesus, não serve como exemplo de batismo nas Igrejas neotestamentárias; nem tampouco sugere que alguma denominação tradicional use o sobrenome de João, como forma de criar uma correlação, total ou parcial, entre o batismo de arrependimento na velha aliança e o  batismo na nova aliança, realizado em o Nome de Jesus. 
        

O MAIS PRÓXIMO QUE PODEMOS CHEGAR AO BATISMO DE ARREPENDIMENTO:

Quando alguém ouve a pregação do Evangelho e entende que é um pecador original que precisa decidir-se pelo novo nascimento, recebendo Jesus como Senhor e Salvador de sua vida e não o faz, é porque a pessoa em questão não quer negar-se a si mesmo para batizar-se na ordem de Jesus: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; nem tampouco deseja viver em novidade de vida para receber o batismo com Espírito Santo e posteriormente o batismo com fogo, para pregar a Cristo destemidamente, fazendo uso dos dons espirituais para testemunhar o poder do Evangelho de Cristo. No caso em que a pessoa somente se arrependeu e não decidiu receber o Senhorio de Cristo em sua vida; é possível entender que ocorreu somente o batismo de arrependimento, tal qual o batismo que João realizava na preparação à vinda do Messias, como o cordeiro Santo que tira o pecado do mundo.

Com relação a declaração de Jesus, ao afirmar ser necessário batizar-se para cumprir toda justiça, entendo que Ele estava validando o ministério de João com o Seu próprio batismo; pois Ele (Jesus), encontrava-se no período da Lei do Velho Testamento. Não acredito que o batismo em questão, que segundo Jesus tinha como propósito cumprir toda justiça, fosse um mero ritual ou que servisse de exemplo para Sua Igreja que seria inaugurada (Pentecostes) após Sua morte. Visto que, os cristãos da Igreja Primitiva que foram batizados por João, tiveram que ser novamente batizados no batismo de Jesus.



EIS A QUESTÃO !



Como Jesus poderia arrepender-Se através do batismo de João, se Ele não tinha pecado ?



Com isso, só posso compreender que Ele estava representando naquele batismo de arrependimento, os nossos pecados de forma antecipada, pois no dia da crucificação os referidos pecados estariam sobre Ele na Cruz do Calvário.



E finalmente chego a seguinte conclusão:

Aquele que se arrepende, mas não se decide pelo batismo nas águas: 
Em Nome do Pai , e do Filho e do Espírito Santo, 
o máximo que pode ter ocorrido com essa pessoa é, 
ter participado do batismo de João (arrependimento), o qual nos dias atuais
corresponde ao gesto de levantar de mãos, 
sem contudo comprometer-se com o novo nascimento.


          O  QUE SIGNIFICA  O  BATISMO DE JESUS

Após o convencimento do Espírito Santo: do pecado, da justiça e do juízo pela pregação do Evangelho ao novo convertido, se o mesmo ao ser convencido arrepender-se, ocorreu neste momento o novo nascimento, ou seja, este foi limpo pela água, que é a Palavra de Deus (Boas Novas) no espírito humano.
Sendo assim, houve o batismo do Espírito Santo, pois a Luz do Mundo iluminou o coração daquele que estava morto em seus delitos e pecados e que creu para viver em novidade de vida.
Quanto ao posterior revestimento de poder, através do batismo de fogo, com a evidência de falar em línguas uma única vez, no ato de receber o batismo do próprio Senhor Jesus (fogo), não significa necessariamente a continuidade de exercer o dom de falar em línguas; entretanto, ao recebermos o referido batismo (fogo), devemos buscar os melhores dons, conforme recomendação do Espírito Santo por intermédio do Apóstolo Paulo.
    
    BATISMO POR  IMERSÃO OU ASPERSÃO ?
O fim de uma polêmica

Quanto a questão  do "verdadeiro" batismo, se por imersão ou aspersão, seus defensores não estão de todo errados em suas preferências, pois trata-se de uma simbologia daquilo que já teria ocorrido no coração  do novo convertido; porquanto,  o batismo por imersão ou aspersão, não tem poder em si mesmo para salvação. Contudo, pode-se entender o batismo nas águas, como o
primeiro testemunho público daquele que nasceu de novo e que não se envergonha diante dos homens de ter recebido a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. Entretanto, se o participante deste ritual (batismo), ainda não  experimentou o novo nascimento, ele apenas ingressou como mero religioso em uma igreja local, e isso totalmente desprovido contexto espiritual do que representa pertencer ao Corpo de Cristo. 

Podemos tomar como exemplo a necessidade do novo nascimento na vida de Nicodemos; sabendo-se que ele era  príncipe em Israel e conhecedor de toda Lei, sem contudo ter  nascido de novo, ou seja, a religiosidade não tem poder em si mesmo para produzir salvação da Alma humana. Contudo, é Dádiva do nosso Deus a Graça do Novo Nascimento pela ÁGUA (entendimento do Evangelho de Cristo ) e pelo ESPÍRITO (O Espírito Santo vivendo em nosso espírito humano e nos guiando pelo Caminho da porta estreita, a toda Verdade que conduz a Vida).

Diferentemente de Nicodemos, o ladrão da cruz recebeu o Batismo pelo novo nascimento,  através da Palavra  e do Espírito Santo, reconhecendo Jesus como Senhor e Salvador. Porquanto, batizar-se no Corpo de Cristo não significa somente pertencer a uma congregação, mas ser dirigido pelo Espírito Santo em obediência as Boas Novas do Evangelho de Cristo, carregando a Sua cruz e negando a sua natureza carnal para cumprir os mandamentos mais importantes deixado pelo Senhor Jesus, que é: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Portanto, quando o Evangelho afirma: 

"Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado" 
Marcos  16. 16
Refere-se ao novo nascimento e não ao batismo nas águas.


Paz seja com todos!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

NOSSA PENA DE MORTE: Cumprida por Jesus na Cruz e abolida para sempre!



Entre muitas heresias defendidas por alguns religiosos evangélicos, a pena de morte é a mais preocupante, pois os que defendem tal aberração são os mesmos que tem os olhos do entendimento afetados pelo deus deste século (diabo), o qual persiste em corromper também os olhos do coração desses incautos religiosos e duros de coração, minando suas mentes com doutrinas caducas e fora de contexto, baseadas na sombra da Lei do Velho Testamento.
Esses mesmos religiosos de corações corrompidos, não entendem nem querem entender o que Jesus disse em 
Mateus 5. 17:


ATENÇÃO
Antes da explicação do versículo acima citado, passo a fazer uma pequena abordagem do contexto referente ao tema na visão do Velho Testamento:
Segundo a Lei e os Profetas, haveria e haverá um julgamento (Juízo Final) para aqueles que não cumprirem os mandamentos da Velha Aliança. Desta forma, todo aquele que deixar de cumprir um único mandamento, mesmo que o menor deles, seria e será condenado pela Lei do Velho Testamento instituída por Deus e proclamada por Moisés.

Não obstante não haver nenhum justo (Profetas - Reis - Sacerdotes), ou seja, nenhum do povo escolhido por Deus (Judeus Israelitas) que  conseguisse cumprir os requesitos da Lei:
Preceitos, Estatutos, Ordenanças e Mandamentos;
 o Senhor Deus providenciou seu único e grande plano de salvação não só para os judeus, 
mas também para toda humanidade que herdou o pecado original de Adão, 
que fatalmente, no Dia do Juízo final,  nos levaria a condenação eterna.  

Sabendo que o Senhor Deus é Justo Juiz e não revoga aquilo que Ele mesmo decretou para punir o pecado original de cada ser humano, foi necessário que Jesus (segundo Adão) viesse em nosso socorro  e recebesse em seu próprio corpo a maldição da Lei que nos estava proposta, antes que chegasse o inevitável e terrível Dia da prestação de contas. 
Sendo assim, foi cumprida em Jesus a nossa Pena de Morte!



PORTANTO O SENHOR JESUS AO PRONUNCIAR:


"Não  penseis  que  vim  revogar  a  lei  ou  os  profetas;  
não  vim  para  revogar,  vim  para cumprir".     
Mateus   5.  17

O Senhor Jesus estava afirmando categoricamente que pagaria o preço da nossa condição de réu, morrendo a nossa morte e cumprindo em Si mesmo o Veredito da Lei.



De maneira nenhuma Ele está dizendo: que deveríamos desprezar ou fazer pouco caso das Boas Novas, e que fôssemos dirigidos (orientados) pelo Velho Testamento, que foi a sombra d'Aquele que deveria vir. Pois a Lei e os Profetas apontavam para o Messias, como a única esperança para a raça humana; já que os mesmos Profetas não tinham Salvação em si mesmos, precisando também de um tão Grande Salvador.



POIS: 

"A  Lei  e  os  Profetas  vigoraram  até  João;  desde  esse  tempo, 
vem  sendo  anunciado o  evangelho  do  reino  de  Deus,  
e  todo  homem  se  esforça  por  entrar  nele".    
Lucas  16.  16 


CONCLUSÃO


Aqueles que se dizem cristãos evangélicos e defendem a pena de morte, baseando-se na sombra da Lei  do velho testamento, ignoram a luz do Evangelho de Cristo, anulando com esta heresia a sua própria redenção. Esquecendo-se até do episódio com a mulher adúltera (anterior ao sacrifício na cruz), no qual o Senhor Jesus revogou a pena de morte por apedrejamento, concedendo jurisprudência para a prática deste ato (assassinato) somente para quem não tivesse pecado. O que foi e continua sendo impossível ao homem pecador, conforme relato a seguir:




"Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: 
Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. 
E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas;
 tu, pois, que dizes ? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. 
Mas Jesus, inclinando-se escrevia na terra com o dedo. 
Como insistissem na pergunta, 
Jesus se levantou e lhes disse: 
Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. 
E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. 
Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, 
foram-se retirando um por um, a começar pelos 
mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. 
Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher,
 perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores ? 
Ninguém te condenou ? 
Respondeu ela: Ninguém Senhor ! 
Então, lhe disse Jesus: 
Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais".    
 João  8. 3-11

Sabendo que o Senhor Jesus foi assassinato pelos nossos pecados,
CABE CONCLUIR QUE:
Todo aquele que se acha justiceiro desse tipo de crime (pena de morte), é pior do que o assassino hediondo que mata pecadores, pois o que nega a Jesus Cristo e despreza a seus ensinamentos, será réu de Morte Eterna, pois estará matando novamente o Santo de Deus.


"Lembra-te,  pois,  do  que  tens  recebido  e  ouvido,  guarda-o  e  arrepende-te.  
Porquanto,  se não  vigiares, 
 virei  como  ladrão,  
e  não  conhecerás  de  modo 
 algum  em  que  hora  virei  contra  ti".    
Apocalipse 3.  3


Paz Seja Contigo!



sábado, 9 de fevereiro de 2013

CARNAVAL: A HORA DAS TREVAS!


Ilusão disfarçada de alegria !



Gostaria de contribuir de alguma forma na abordagem do tema: "Evangelismo no Carnaval", o qual considero relevante e ao mesmo tempo de intenções duvidosas  por parte de alguns dirigentes evangélicos. Penso haver certa insensatez  até para os bem intencionados, pois lhes faltariam o bom senso de se colocarem no lugar dos membros de uma igreja evangélica, no sentido de avaliar com mais discernimento os riscos que os mesmos poderiam estar submetidos na evangelização nos dias de carnaval.



A forma com que esta festa da carne é realizada no Brasil, alcança uma dimensão espiritual de densas trevas; onde a anarquia, o vandalismo, a sensualidade, a promiscuidade, a violência e outras abominações do tipo são atuantes, em corpos, mentes e corações dos adoradores do deus deste século. Portanto, não seria prudente expor a Igreja de Cristo (ovelhas) a pregar o Evangelho para aqueles que não estão interessados em ouvir as palavras de vida eterna.

Analisando do ponto de vista governamental, o Estado torna-se conivente com o pretexto de se tratar de uma festa popular, como também algumas autoridades constituídas vêem nesta grande concentração de pessoas, mais uma oportunidade de levantarem suas bandeiras partidárias com objetivos meramente eleitoreiros. Assim sendo, a baderna oficializa-se e organiza-se de forma  visivelmente depravada.


OBSERVAÇÃO
Os que não se encontram no "camarote da observação" e sim na "arquibancada" e as vezes na "geral",  de quem não tem o privilégio de morar na Zona Sul e sim em Subúrbios, quando não em Periferias.


CHEGO A SEGUINTE CONCLUSÃO

Os templos deveriam abrir nos dias de carnaval para que seus membros pudessem frequentá-los somente na parte da manhã, período este em que os foliões encontram-se dormindo. Quanto ao horário noturno, o templo não deveria abrir suas portas, pois os transportes de massa estariam abarrotados dos admiradores do carnaval assim como praças e ruas, estariam com seus espaços ocupados com blocos carnavalescos e foliões dificultando também o tráfego de veículos, e consequentemente, o transitar dos cristãos aos seus respectivos Templos.




Enquanto isso, no evangelismo durante o carnaval...


PRUDÊNCIA
Com relação ao Evangelismo noturno, não creio que esta exposição ao carnaval pudesse render frutos, a não ser que: Os templos permanecessem abertos somente com obreiros consagrados para a missão de receber os necessitados de socorro espiritual, mesmo vindo do carnaval, libertando-os do engano de Satanás e acolhendo-os junto ao Corpo de Cristo, com a pregação do Evangelho da Paz.

E os que não estiverem preparados para essa Missão, que não exponha a Igreja ao perigo.   
Ao contrário, que prudentemente conduzam suas ovelhas para local apropriado (retiro), onde haja oração, intercessão e estudo das Boas Novas do Evangelho de Cristo.




Bloco Carnavalesco Gospel
"Cara de Leão"

ATENÇÃO
Não se espelhem em líderes que expõe e manipulam suas ovelhas, visando interesses eleitoreiros, haja vista"As marchas para Jesus", as quais tem elegido alguns pseudos cristãos e outros interessados no poder de influência e de manipulação desses mesmos dirigentes evangélicos, os quais fazem barganhas política para alcançarem seus objetivos, sem no entanto terem a direção do Espírito Santo para tal manifestação; já que, o Senhor Jesus não precisa de nenhum tipo de marcha e muito menos de blocos carnavalescos gospel.







SEJAMOS PORTANTO:
"Prudentes como as serpentes e símplices como as pombas".
Mateus  10. 16b


Paz seja com todos!

Discípulo de Cristo,
JC de Araújo Jorge

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

COMO RECEBER AS BÊNÇÃOS FINANCEIRAS? Parte 2

   



   O  MEDO  DA  DERROTA

Muitos sofrem com medo de não conseguir o que precisam, e até de perder o que já conseguiram. O medo não é outra coisa senão a transgressão da fé.

O medo significa: perder a confiança nas promessas de Deus. E essa falta de confiança produz ansiedade, insegurança, e acaba bloqueando o fluir das bênçãos de Deus nas suas vidas.


Veja o que diz Jesus, concernente aos que têm medo de não conseguir o que necessitam:

25 Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer e pelo que haveis de beber, nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestido?

26 Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e o vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?

27 E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?

28 E, quanto ao vestido, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem: não trabalham nem fiam;

29 E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.

30 Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?

31 Não andeis pois inquietos, dizendo: que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestimos?

32 Porque todas estas coisas os gentios procuram. De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;

33 Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mt 6. 25-33).



Em primeiro lugar, devemos examinar se estamos realmente de acordo com a vontade de Deus, declarada por Jesus no texto acima, ou seja, se estamos empenhados na busca do Reino de Deus e na realização da Sua justiça.
Depois de constatadas estas duas virtudes nas nossas vidas, devemos, sobretudo, confiar que Deus contempla os nossos passos, que conhece o nosso deitar, o nosso levantar, e inclusive, todas as nossas necessidades, e que todas estas coisas que precisamos nos serão acrescentadas.

Devemos crer na constante presença de Deus na nossa vida e no Seu poder de suprir todas as nossas necessidades; pois está escrito: “Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos” (Ag 2. 8).

É necessário que confiemos na Onisciência, Onipresença e Onipotência de Deus. O salmista Davi, inspirado nesta confiança, declarou: “O Senhor é meu pastor; nada me faltará” (Sl 23. 1).
 O apóstolo Paulo, pela mesma inspiração, afirmou: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4. 13). Aquele que teme não está na fé.



 O  OBJETIVO  DE  CONTRIBUIÇÃO

Mesmo contendo nas Escrituras Sagradas grandes e gloriosas promessas de bênçãos para o contribuinte, o nosso principal objetivo não deve ser de receber, mas de ajudar.
 O retorno financeiro não é o principal. Sobretudo, temos que priorizar a justiça e o amor. Pois está escrito: “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6. 33).

A orientação do versículo acima é para que o nosso objetivo final não seja o retorno financeiro, mas sim, de suprir as necessidades da obra de Deus.

Aliás, em termos de recompensa, acima da financeira, temos a Eterna (a coroa da justiça) que é a melhor recompensa. Porque o que recebemos em bens materiais, só podemos desfrutar durante este tempo exíguo em que vivemos na carne, mas o que recebemos para depois da ressurreição, permanecerá eternamente conosco.
 E muitas recompensas por sinal, não se recebem aqui, mas na eternidade.

Quanto à recompensa eterna, temos um glorioso exemplo narrado pelo Evangelista Lucas no capítulo 14, do versículo 12 ao 14, quando  Jesus, ao instruir o povo a que convidasse os pobres e demais necessitados quando oferecesse um jantar ou uma ceia, citou a recompensa eterna, dizendo:
“Eles não tem com que te recompensar, mas recompensado te será na ressurreição dos justos”.

Paulo, cheio de sabedoria espiritual e visando a glória da recompensa eterna, declarou:
“Combati o bom combate, acabei a carreira, e guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia” (II Tm 4. 7-8).



A  IMPORTÂNCIA  DA  CONTRIBUIÇÃO

A contribuição financeira, dada e aplicada de maneira correta, produz efeitos tão agradáveis a Deus, de forma a ser registrada em Memória Divina. Em Atos dos Apóstolos, capítulo 10, versículos 1 ao 4, encontra-se um relato do anjo de Deus dirigido à Cornélio, dizendo:
“As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus”.

Aliás, em todas as áreas da obra de Deus que esta contribuição for devidamente aplicada, produzirá efeitos espirituais, seja para custear obreiros integrados na obra, para construção de casas dedicadas a obra de Deus, etc. e, inclusive, quando investida na Assistência Social, pois tal obra demonstra mais facilmente o amor de Deus derramado no coração do Seu povo, proporcionando grandes e gloriosos efeitos na propagação do Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo; pois esta obra aumenta as possibilidades dos que são ajudados, sendo incrédulos, de se converterem a Cristo; e sendo cristãos, renderem graças a Deus pela liberalidade dos nossos dons para com eles
 (2ª Co 9. 12-14).


Paz seja com todos!
JC de Araújo Jorge



COMO RECEBER AS BÊNÇÃOS FINANCEIRAS? Parte 1





PARA QUE AS PROMESSAS DE BÊNÇÃOS DA PARTE DE DEUS, REFERENTES À CONTRIBUIÇÃO FINANCEIRA, SE REALIZEM EM NOSSAS VIDAS, DEVEMOS CONTRIBUIR IMPULSIONADOS PELO AMOR,
 NÃO PELO LEGALISMO.

EM SUMA: DEVEMOS AGIR PELO PROPÓSITO DO CORAÇÃO, NÃO PELA LEI DO DÍZIMO.


Neste capítulo, para que se manifeste ainda mais a importância de ofertar, passarei a abordar os seguintes temas:                                        

1º -   Promessas  de  Bênçãos.

2º -  O  Medo  da  Derrota.  

3º -  O  Objetivo  de  Contribuição.
4º -  A  Importância   da  Contribuição.



PROMESSAS  DE  BÊNÇÃOS

“Dai e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo” (Lc 6. 38).

A prática de ofertar para suprir qualquer necessidade enquadrada no plano de Deus, não é somente a lei do dever, mas é, principalmente, a lei da felicidade; pois além de solucionar os problemas para os quais buscamos solução, ainda recebemos as bênçãos de Deus, as quais o Senhor tem prometido àqueles que, com um coração puro e generoso, ofertam de maneira liberal.
Contribuir liberalmente proporciona resultados generosos.

Algumas pessoas chegam a dizer: “nunca contribuo porque nada tenho”, ao invés de dizer: “Nada tenho porque nunca contribuo”. O apóstolo Paulo ensina que: “o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará” (II Co 9. 6). Com base neste ensinamento, podemos acrescentar que: o que nada semeia, nada também ceifará.

O cristão cheio do Espírito Santo tem o coração dotado de caridade, é frutuoso, e na hora de contribuir sempre encontra um saldo no seu bolso. Para ele contribuir, não precisa estar debaixo de uma lei, mas diante das necessidades. E Deus, então, cumpre as Suas promessas sobre ele, derramando abundantes bênçãos.

Aliás, para que as promessas de bênçãos da parte de Deus, sobre contribuição financeira, se concretizem em nossas vidas, devemos contribuir motivados pelo amor, não pelo legalismo.

Abel alcançou graça e prosperou diante de Deus, agradando-O com suas ofertas voluntárias.

As diferenças de bênçãos entre Abel e Caim não se deram com base em dízimo, ou seja, por um ter dado menos quantidade e outro ter dado mais, mas sim pelas motivações de ambos. Com certeza não foi pela quantidade que a oferta de Caim não foi aceita diante de Deus, mas pela qualidade. Em resumo, por falta de amor a Deus.

Enquanto Abel procurava, entre o seu rebanho, o que era mais precioso para ofertar ao Senhor, Caim, certamente, reservava aquilo que para ele era de segunda qualidade (do que não interessava muito a ele), e por este motivo Deus não atentou para a sua oferta.

Isto quer dizer: Caim não foi correspondido em bênçãos; pois sabe-se que, ofertar do que é de segunda qualidade (do que temos), é reputado diante de Deus como prática do mal. Confira: Malaquias 1. 7-8, e Levítico 22. 20.

Porém, Abel, com o coração ardendo de amor a Deus e na intenção de Lhe oferecer algo valioso, separava uma oferta das primícias do seu rebanho (dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura, Gn 4. 4). E por este glorioso motivo, Deus atentou para Abel e para a sua oferta.

Observemos que, quando a Bíblia fala sobre a oferta de Caim, refere-se simplesmente a uma oferta (nada mais do que uma oferta), mas, quando fala sobre a oferta de Abel, refere-se à qualidade da oferta, dizendo que Abel levou dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura. Foi na qualidade da oferta que Abel expressou o seu amor a Deus.

Para Abel, com certeza, o gozo de oferecer algo a Deus era muito maior do que o de possuir o rebanho. Ele ofertava com tanto amor que, certamente, nem levava em conta que isso podia ser-lhe revertido em bênçãos; o seu grande objetivo era servir ao Senhor. Por este motivo ele oferecia o melhor.

Portanto, quando o amor é puro, sincero e verdadeiro, sempre é oferecido o melhor. Deus, ao contemplar a humanidade caída e caminhando para o abismo por não ter condição própria de salvação, e sabendo Ele que era necessário enviar alguém para a salvação do homem, procurou entre o Reino celestial (entre os Seus), o melhor para oferecer pela salvação humana.

E o melhor era Jesus, o Seu Filho. E foi Ele que Deus ofereceu pelo nosso resgate. Motivo este que, no Evangelho Segundo João 3.16, encontramos a gloriosa frase sobre a maior oferta do mundo, dizendo: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3. 16).



Amados irmãos, embora sabendo que no cristianismo as ofertas têm efeitos diferentes das ofertas praticadas por Abel e Caim (pois as ofertas do cristão devem ser oferecidas à obra de Deus, e não oferecidas em sacrifícios a Deus), porém, diante desta abundante graça de Jesus e deste tão grande amor do nosso Deus, qual tem sido o nosso propósito para contribuir com a Sua obra? Ofertar da sobra?..., do mais inferior?..., ou das primícias das nossas rendas?...

Porém, isto fica à critério do sentimento de cada um, conforme está escrito: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (II Co 9. 7).

Falando em PROMESSAS DE BÊNÇÃOS, vale lembrar que, existem muitas promessas de bênçãos para os cristãos, referentes a contribuição financeira realizada pela lei da liberdade e com propósito de coração, porém, nenhuma relacionada a dízimo.

Na Bíblia Sagrada não existe nenhuma promessa de benção para o cristão, referente a dízimo (a pagamento de dízimo, entrega de dízimo, devolução de dízimo; como queira).

O que acontece, é que muitos instrutores religiosos, por falta de conhecimento apropriado das Santas Escrituras, pegam as promessas de bênçãos que acompanham a contribuição espontânea do cristão, ou seja, as promessas referentes à contribuição realizada pela lei da liberdade (sem percentual máximo nem mínimo) e, por conta própria, atribuem a dízimo (convertem em dízimo), quando na verdade, a contribuição cristã nada tem a ver com dízimo.
Segundo as Sagradas Escrituras, não se deve associar dízimo à contribuição cristã.

É importante salientar que, todas as promessas de bênçãos encontradas na Bíblia Sagrada, referentes à Dízimo (a pagamento de dízimo, devolução de dízimo, como queira), foram feitas única e exclusivamente para povo do Antigo Testamento (fora da Graça de Cristo).

Porque todas as promessas de bênçãos, nesta área, direcionadas ao povo Cristão (ao povo que vive pela Graça de Cristo), são feitas com base nas contribuições espontâneas, ou seja, referentes às contribuições isentas de percentual prefixado por Lei 
(sem percentual máximo nem mínimo).

Porque, segundo a Bíblia Sagrada, o percentual de contribuição do cristão fica sujeito ao propósito do seu próprio coração; veja II Co 9. 7.

Portanto, cristãos, devemos contribuir pelo ensinamento do Espírito de vida, em Cristo Jesus, e não pelo ensinamento da ordenança da Lei.

Porque o Espírito de vida, em Cristo Jesus, ensina a contribuir livremente e por propósito de coração; enquanto a ordenança da Lei ensina a cumprir percentual.


Paz seja com todos!
JC de Araújo Jorge
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