terça-feira, 10 de junho de 2014

O MAGNÍFICO ENCONTRO: Cristo glorificado com Pedro quebrantado.




Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos.
Disse-lhe Simão Pedro: Vou pescar. Disseram-lhe os outros: 
Também nós vamos contigo...
João  21.  2 - 14


Desiludido  com a crucificação do seu Senhor e consigo mesmo, só o que aparentemente restou a Simão, foi retornar a sua antiga vida de pescador.
Provavelmente, Simão Pedro tinha desacreditado de seu primeiro chamado, que era: seguir Jesus para ser transformado por ELE em  pescador de homens; e também, o de edificar (liderar) a Igreja de Cristo, onde as portas do inferno não poderiam prevalecer contra Ela.

Acredito que Simão precisava sentir-se perdoado daquele sentimento misto de infidelidade e covardia que trazia em seu coração, após ter negado o seu Senhor.
O que ele não sabia é que, no estado de fragilidade em que encontrava-se e vazio de si mesmo, era a condição ideal para que fosse realmente convertido; e dessa forma, pudesse também ajudar aos seus irmãos, que assim como ele, precisavam igualmente de conversão.

É fato que o perdão do Senhor Jesus é concedido por inteiro a cada um de nós, mas Simão precisava perdoar a si mesmo por cada vez que foi infiel ao seu mestre na noite que O negara por três vezes.  Pois, além da vergonha de ter se acovardado diante do perigo, ele também encontrava-se confuso, a ponto de pensar que nunca tinha verdadeiramente amado o seu Senhor.

Portanto, ao ser encontrado por Cristo na praia e interrogado por Ele, Pedro não sabia que a cada resposta a pergunta do mestre, ocorria uma espécie de cura em sua alma, como um bálsamo que restaurava suas emoções e ao mesmo tempo liberava cura em seu coração, no sentido de perdoar-se a si mesmo e também sentir-se completamente perdoado e amado pelo seu Senhor e mestre, para então poder entender a confirmação do seu chamado apostólico para Igreja de Cristo.  

No tocante a chamada ministerial de Pedro, ela ocorria de forma respectiva e simultânea a sua restauração, e com três características ou missão a ele confiada:

DEPOIS DE TEREM COMIDO, PERGUNTOU JESUS A SIMÃO PEDRO: 
SIMÃO, FILHO DE JOÃO, AMAS-ME MAIS DO QUE ESTES OUTROS? 
ELE RESPONDEU: SIM, SENHOR, TU SABES QUE TE AMO. 
ELE LHE DISSE: APASCENTA OS MEUS CORDEIROS.
TORNOU A PERGUNTAR-LHE PELA SEGUNDA VEZ: 
SIMÃO, FILHO DE JOÃO, TU ME AMAS? 
ELE LHE RESPONDEU: SIM, SENHOR, TU SABES QUE TE AMO. 
DISSE-LHE JESUS: PASTOREIA AS MINHAS OVELHAS.
PELA TERCEIRA VEZ JESUS LHE PERGUNTOU: 
SIMÃO, FILHO DE JOÃO, TU ME AMAS? 
PEDRO ENTRISTECEU-SE POR ELE TER DITO, PELA TERCEIRA VEZ: 
TU ME AMAS? ELE RESPONDEU-LHE: 
SENHOR, TU SABES QUE EU TE AMO. 
JESUS LHE DISSE: APASCENTA AS MINHAS OVELHAS.
JOÃO 21. 15 - 17


MISSÃO   
APASCENTA OS MEUS CORDEIROS

Seria liderar os seus irmãos apóstolos, orientando e confirmando cada um deles ao ministério.


MISSÃO    
PASTOREIA AS MINHAS OVELHAS

Seria a missão de iniciar a edificação da Igreja Primitiva, não só com os quase três mil batizados no Dia de Pentecostes, como também pastorear (alimentar) ovelhas de outro aprisco (gentílica); assim como foi feito com o centurião Cornélio.


MISSÃO   
APASCENTA AS MINHAS OVELHAS

Significa levar orientação escrita (epístola) não só aos cristãos de Pontos,  da Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia; mas também a todos nós servos de Cristo, que de alguma forma somos apascentados (orientados) pela cartas de Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo.




TESTEMUNHO
Conheço um homem que há dezesseis anos encontrava-se de joelhos glorificando em oração devocional ao Senhor Jesus. Como era de costume levantar-se logo após a oração e abrir a Palavra (Bíblia) de forma aleatória, na intenção de receber orientação para sua alma e alimento para o seu espírito. E, ele assim, o fez.
Naquela manhã as palavras de adoração que saíam de sua boca fluíam de forma especial; entretanto, muito mais especial foi a abertura da Bíblia em Mateus 16. 18...; haja vista, aqueles versículos tornaram-se audíveis e penetrante, ecoando em todo o ser daquele homem. 
Impressionado com tal experiência sobrenatural, ficou maravilhado com o que seus olhos viram:
Diante dele estava o Senhor Jesus numa dimensão espiritual, pois os seus pés não tocavam o chão.

Foi impressionante aquela visão; porém, muito mais impactante foram as palavras que antecederam a mesma, pois a voz que falara era do próprio Senhor Jesus.

Este homem não se conteve em pé, quebrantado e em lágrimas, prostrou-se sobre seus joelhos ao soar daquelas palavras que vinham de uma voz inigualável:  
Voz doce e suave, cheia de amor, de perdão e misericórdia; e eram as mesmas Palavras que Jesus dissera a Pedro em Mt 16. 18: 
"TAMBÉM EU TE DIGO: QUE TU ÉS PEDRO..." 

E o que dá testemunho acima, é o mesmo que vos escreve; pois também naquele dia, recebeu de YESHUA (Jesus) o seu CHAMADO. 

Paz  Seja  Com Todos!

Discípulo de Cristo
JC de Araújo Jorge

terça-feira, 13 de maio de 2014

IGREJA: Dai a César o que é de César, e a Deus o que é Deus...

IGREJAS EVANGÉLICAS:
Imposto de Renda,
 Já!

Neste momento em que estamos convivendo com todo com tanta corrupção neste país e porque não dizer, com o crescimento da imoralidade e violência, gerando falta de amor em uma sociedade já tão perdida, a igreja na condição de reserva moral representada pelo Corpo de Cristo, poderia contribuir muito mais para a sociedade, do que esperar que governos corruptos se sensibilizem com causa dos desvalidos. 

Em minha opinião, para que a justiça e a verdade prevaleça, seria necessário que as igrejas pagassem imposto de renda e recebessem a devida restituição do mesmo, pela comprovação das despesas em obras sociais / evangelísticas mediante Notas fiscais.

Mesmo que essas obras fossem realizadas somente por interesse, ou seja, por livre espontânea pressão, o resultado seria positivo, pois todos os que delas se beneficiassem, membros ou não, seriam ricamente abençoados. 

Como consequência da transparência e prestação de contas. mediante balanço financeiro apresentado, o povo de Deus não ficaria alheio ao que acontece nos bastidores eclesiásticos / monetário, principalmente em algumas megas igrejas neo-pentecostais. Assim sendo, os de fora (incrédulos) não se escandalizariam tanto;  haja vista que, o desserviço prestado por alguns dirigentes denominacional é notório, pois os mesmos tem sido verdadeira pedra de tropeço não só para igreja (povo de Deus), mas principalmente para aqueles que ainda não foram alcançados pelo Evangelho de Cristo.

Certamente, esse tipo de iniciativa poderia contrariar o clero evangélico, já que é notório que aumento de impostos não se traduz exatamente em melhorias sociais. Entretanto, a igreja evangélica na condição de instituição sem fins lucrativos, deveria dar o bom exemplo: dando testemunho de luz do mundo e sal da terra,  ou seja, atuando de tal forma que não venha a acumular riquezas com dinheiro alheio (membresia); mas pelo contrário, que ela se redima diante de Deus e dos homens, propondo ao governo que se faça um projeto de Lei em caráter de urgência para que seja tributado nas igrejas evangélicas o imposto de renda, com a devida restituição nos termos abaixo:

* Demonstração de histórico bancário a toda membresia da igreja não mais por norma estatutária, mas sim por força de Lei.
* Apresentação documental por parte dos dirigentes evangélicos de todas as despesas e receita referente a manutenção do templo e/ou ampliação de novas congregações.
* A restituição do referido imposto de renda as denominações, será diretamente proporcional as despesas das mesmas em obras sociais, e isto devidamente comprovado por Notas Fiscais.


Assim sendo, a igreja evangélica brasileira poderá diminuir o seu crescimento financeiro, contudo terá a maior oportunidade de cumprir sua principal missão aqui nesse mundo, que é:

Evangelizar os pobres...
Visitar os enfermos...
Hospedar os forasteiros...
Vestir o nu...
Dar de comer ao faminto...
E de beber ao sedento...
Conforme registro bíblico em Mateus 25. 31 -46

Portanto:
"Dai, pois a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".
Mateus 22. 21b

Paz seja com todos,
JC de Araújo Jorge

domingo, 4 de maio de 2014

A SOMBRA DA LEI E A EFICÁCIA DA GRAÇA




INTRODUÇÃO

A Lei composta de mandamentos, preceitos, estatutos e juízos foi instituída pelo próprio Deus a um  povo escolhido a partir de Abraão,  sendo a mesma  legislada  e promulgada por Moisés, o grande libertador da nação de Israel. Os cinco primeiros livros ( Toráh ou Pentateuco ) trazia em seu bojo principal a adoração a um único Deus, Criador dos céus e da terra. Esses ensinamentos deveriam ser transmitido por uma das doze tribo que não recebeu herança na divisão da terra de Canaã, a saber a tribo de Levi, composta de sacerdotes, levitas e oficiais do Templo.  

O povo judeu que deveria observar e cumprir as regras estabelecidas pelo Criador, desviava-se constantemente como nação eleita que deveria ser exemplo para o mundo pagão. Também os próprios detentores dos Oráculos de Deus distorciam as Escrituras em prol de uma suposta tradição, visando interesses próprios, pois eles também não tinham o Espírito Santo de forma contínua em suas vidas.

Para corrigir Reis, Sacerdotes, Levitas e distorções na interpretação das Escrituras, o Senhor Deus enviava homens com mensagens especiais na função de profetas, com a missão de exortar, disciplinar, bem como para corrigir a nação como um todo que desviava-se da Lei do Velho Testamento.

Só Cristo, na pessoa de Jesus, veio fazer um concerto (aliança) definitivo entre o povo judeu e o Deus Criador, porém pelo povo escolhido foi rejeitado, morto e crucificado. Contudo a sua morte não foi em vão, pois pelo sacrifício na cruz do Calvário com Seu sangue derramado, Ele nos redimiu, reconciliando a criatura com o Criador pela substituição dos nossos pecados, pagando o preço da nossa condenação eterna e trazendo salvação a todo aquele que crê e recebe Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas.


Paz seja com todos!
JC de Araújo Jorge

sexta-feira, 2 de maio de 2014

PREDESTINAÇÃO OU LIVRE ARBÍTRIO? Eis a questão!



 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que
 deu o seu Filho unigênito, para que todo o que
nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
João 3. 16


ALGUÉM DESCREVEU UMA ANALOGIA BASTANTE DIDÁTICA QUANTO A QUESTÃO DA "PREDESTINAÇÃO", A QUAL PASSAREI  A  COMPARTILHAR  COM TODOS OS LEITORES DESTE BLOG;  NO ENTANTO, NÃO GOSTARIA  QUE A MESMA REPRESENTASSE ALGUM TIPO DE OFENSA AOS ADEPTOS DO CALVINISMO RADICAL OU MESMO MODERADO.

No tocante a eleição e predestinação, podemos aplicar a analogia de um grande navio viajando para o céu. Deus escolhe o navio (a igreja) para ser sua própria nau. Cristo é o Capitão e Piloto desse navio, todos os que desejam estar nesse navio eleito, podem fazê-lo mediante a fé viva em Cristo. Enquanto permanecem no navio, acompanhando seu Capitão, estarão entre os eleitos. 

Caso alguém abandone o navio e o seu Capitão, deixará de ser um dos eleitos. A predestinação concerne ao destino do navio e ao que Deus preparou para quem nele permanece.
Deus convida todos a entrar a bordo do navio eleito mediante Jesus Cristo. Não gostaria de me ater a discussões teológicas, somente tentar passar meu parecer de uma forma simples, mas nem por isso simplista.

1. Em minha opinião os anjos tiveram livre arbítrio, a partir do primeiro corruptor (lúcifer), o que por inferência é possível afirmar que: O "querubim ungido" quis corromper a todos os anjos, porém somente um terço quis segui-lo em sua proposta de fazer um governo semelhante e independente do Altíssimo.

2.  No jardim do Éden, a mulher foi seduzida pela serpente, a qual preferiu obedecê-la a ser fiel ao próprio Deus. O homem (Adão), por estar apaixonado por Eva, não esperou o entardecer para ver o julgamento que se daria contra a sua mulher, preferiu usar seu livre arbítrio e fazer-se cúmplice da mesma desobediência.

3. Fora do jardim, os dois filhos do casal tinham vontade própria, pois Abel ofertava ao Senhor com todo amor do seu coração, por isso dava o melhor. Caim, por sua vez, ofertava por obrigação e sem amor, ao ponto de sentir inveja do irmão que teve sua oferta agradável aos olhos de Deus. Por isso planejou matá-lo, tendo o livre arbítrio  para não fazê-lo, segundo relato do próprio Deus.

4. Esaú, mesmo tendo a força da carne para ser o primeiro dos gêmeos e consequentemente o primogênito das promessas, não valorizava com suas atitudes tal privilégio ao ponto de trocá-las por um prato de lentilhas; por isso foi rejeitado pelo Senhor.

5. O povo judeu, a partir de Abraão, foi separado para ser nação eleita a levar ao restante do mundo a adoração a um único Deus, assim como o ensinamento do Velho Testamento para moralização dos povos pagãos. Entretanto, a nação supostamente eleita, foi rejeitada não só por ter fracassado em sua missão, mas principalmente por ter rejeitado o próprio Cristo.

6. Até para aqueles que morreram em desobediência antes da vinda do Salvador, a saber os que morreram na época de Noé, tiveram de forma única a evangelização ou anunciação do Cristo, quando Ele levou cativo o cativeiro. 


PALAVRAS DO AUTOR 

Deixo bem claro o meu posicionamento em favor do Livre Arbítrio; no entanto, não sou arminiano e muito menos calvinista, apenas me esforço para ser bíblico, principalmente neotestamentário, no sentido de seguir os ensinamentos de Cristo e de seus apóstolos sob a Luz do Espírito Santo, com o propósito de perseverar na fé; e por fim, receber a Coroa da Vida!


PAZ SEJA COM TODOS!
JC de Araújo Jorge

quinta-feira, 17 de abril de 2014

JUDAS ISCARIOTES versus SIMÃO PEDRO e a ORAÇÃO DE JESUS...





Simão, Simão, eis que satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo!  
Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça;
Tu, pois, quando vos converteres, fortalece os teus irmãos.

Ele, porém, respondeu:
Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte.

Mas Jesus lhe disse:
Afirmo-te, Pedro, que, hoje, três vezes negarás que me conheces, antes que o galo cante.
Lucas  22.  31 - 34


ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE JUDAS ISCARIOTES:

Judas ao contrário de Pedro, não valorizava
 as palavras de Jesus
.
Judas convivia com Cristo, mas o seu senhor era mesmo o dinheiro; portanto, 
ninguém pode amar e servir a dois senhores; 
assim também, Judas não o pôde.

Os apóstolos de Cristo ainda não eram convertidos, porém ouviam as palavras de vida eterna não somente com as mentes, mas as guardavam em seus corações (espíritos) e também contemplavam os milagres que Jesus operava na presença deles.

Certamente Judas só ouvia com os ouvidos carnais (mente) e não guardava no seu coração as palavras de vida eterna, as quais poderiam produzir fé em seu ser. 
Ao invés de contemplar os milagres do Senhor Jesus, ele cobiçava as doações feitas ao ministério terreno do mestre,  porquanto roubava parte das ofertas que ficavam sob a sua administração, pois ele era tesoureiro da obra de Cristo.

Provavelmente Judas ao perceber que a prisão de Jesus seria inevitável e supostamente o fim daquele ministério, planejou uma forma de obter seu último lucro. O que Judas jamais imaginaria, é que:  
"as portas do  inferno não podem prevalecer contra a Igreja de Cristo"
(Mt  16. 18b).

O mal que existia em Judas revelou-se gradualmente, até que 
"satanás entrou nele"
( João 13.  27) 
e ele traiu Jesus. 
(João 18. 3).

O amor de Judas pelo dinheiro era maior do que tudo, pois ele não hesitou em entregar Jesus as  autoridades para ser preso, pela recompensa de trinta moedas de prata.



ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE PEDRO:

Simão Pedro: homem intrépido,
mas de pequena fé.
Simão ainda não era convertido, assim como os demais apóstolos.
Tinha algumas características marcantes em sua personalidade.
Era muito emotivo, presunçoso, mas transparente.
Simão Pedro desconhecia a si mesmo, e jamais imaginou que pudesse negar o seu Mestre.

Creio que o motivo do Senhor Jesus orar por Pedro, foi para que a sua fé não desfalecesse ao ponto dele querer  suicidar-se,  motivado pela vergonha e tristeza de haver negado o seu Senhor.



A pequena fé de Simão adquirida durante o ministério terreno de Jesus, se deu através dos  ensinamentos do Mestre e também na contemplação das  maravilhas operadas pelo Messias.  


A oração intercessória de Jesus foi de suma importância para que a fé de Pedro não desfalecesse, após ele mesmo  ter concretizado o seu pecado e constatado o mesmo
 pela lembrança das palavras do Mestre, que disse: 
"Antes que o galo cante, tu me negaras por três vezes".    

Judas ao contrário de Pedro, não valorizou as palavras de Jesus, nem tampouco seus milagres, porquanto não alimentou  seu espírito humano durante  caminhada com Cristo; e, 
assim como Pedro, ele pudesse  também acrescentar um mínimo de fé em seu coração; 
para que com isso, alcançasse arrependimento e não remorso, ou seja, raiva de si mesmo. 
Como Judas Iscariotes não cultivou uma estrutura espiritual para levá-lo ao arrependimento, 
ele decidiu-se  pelo suicídio e consequentemente pela perdição eterna.


CONCLUSÃO:

Não creio que Judas tenha sido destinado a perdição, mas sim que ele tenha feito uso do seu livre arbítrio para alimentar a cobiça de seu coração, ao invés de encher-se das palavras de vida eterna.

O Senhor Jesus não precisaria ser traído para nos substituir na cruz, bastava somente morrer pelos nossos pecados. Todavia, Deus em Sua onisciência sabia que um dos doze trairia o Seu Filho; tornando-se com este ato, filho da perdição.

Portanto, ninguém é destinado a perdição nem a salvação, cabendo a cada um de nós a responsabilidade de nossas escolhas e a humildade de reconhecer que somos falhos e carentes da misericórdia de Deus e do amor de Jesus Cristo, Senhor e Salvador nosso!


"NINGUÉM TEM MAIOR AMOR DO QUE ESTE: 
DE DAR ALGUÉM A PRÓPRIA VIDA EM FAVOR DE SEUS AMIGOS."
JOÃO 15. 13


Paz  seja  com  todos,
JC de Araújo Jorge



sábado, 8 de março de 2014

A IGREJA QUE COBRA DÍZIMO PODE PERTENCER A DEUS? Parte 3





“O DÍZIMO É BÍBLICO; ESTÁ ESCRITO!”,
 ALEGAM OS PREGADORES LEGALISTAS.

“É BÍBLICO” ou “ESTÁ ESCRITO”, é a razão equivocada que muitos apresentam para introduzir no cristianismo algumas obras cuja realização é, sem dúvida, contra a vontade de Deus.

Existem muitas obras bíblicas, ou, que estão escritas, mas que não podem ser aplicadas no cristianismo, como por exemplo:

a) Sacrifício de animais é uma obra bíblica e, inclusive, paralela ao dízimo; pois também está escrita no livro de Malaquias!

Foi praticada na Lei, antes da Lei, mas não deve ser praticada no cristianismo. 

b) O apedrejamento por adultério é, sem dúvida, bíblico, mas também não se enquadra na prática cristã.
 c) A circuncisão também é bíblica; foi praticada na Lei, antes da Lei, e inclusive por Jesus (Lc 2.21-24; Rm 15.8), entretanto, o cristão não deve praticá-la, pois está escrito: “Se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará (Gl 5.2)”.
Não é por uma obra estar escrita na bíblia, que deve ser praticada no cristianismo. Vale lembrar que, existem a letra da Bíblia e o Espírito da bíblia. A letra só tem respaldo divino aliada ao Espírito da Bíblia.

 Citar a letra da Bíblia sem juntá-la ao Espírito dela, pode levar à heresia, ou seja, pode formar um anátema. Por isto Paulo diz:
“porque a letra mata, mas o Espírito vivifica” (2º Co 3.6). Satanás, ao tentar Jesus, pediu-lhe indevidamente a realização de uma obra bíblica, usando o seguinte argumento:

“porque está escrito”. Ele pediu para Jesus se atirar do pináculo do Templo, dizendo: “Está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que não tropeces em alguma pedra”.

Então Jesus lhe respondeu, usando também um texto bíblico, porém, em harmonia com o Espírito da Bíblia, dizendo: “também está escrito:

Não tentarás o Senhor teu Deus”. Porque, o que Satanás citou, realmente estava escrito (era bíblico), mas não era para àquela hora (para aquela situação), mas para a hora certa.
Aplicar uma obra de maneira indevida só porque “está escrito” é realmente tentar a Deus. Por este motivo encontramos, em Atos dos Apóstolos, a devida repreensão aos discípulos que cometeram essa tentação a Deus ao imporem sobre os cristãos a prática da Lei de Moisés (inclusive o dízimo), quando diz:
“Por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?” (At. 15.10).

Observem que, todas estas obras que o Espírito Santo revelou aos apóstolos que se as colocassem em prática no cristianismo seria uma tentação a Deus, estavam escritas na Bíblia!  Eram bíblicas!

Portanto, obreiros do Evangelho, não vamos tentar a Deus, mas sim deixar o cristão livre para contribuir com qualquer percentual.  
  
Porque sobre o dízimo, realmente está escrito, porém, para a hora certa (para a época do Velho Testamento, ou, para quem quer viver debaixo da Lei), mas não para o verdadeiro cristianismo.
Então, sabemos que, aplicar o dízimo ao cristianismo, porque está escrito, é cometer o erro da observância exclusiva da letra (é tentar a Deus).

Vale ressaltar que, Satanás provocou a tentação a Deus, ao pedir para Jesus se atirar do pináculo do Templo, dizendo: “está escrito”.

Portanto, não se pode tomar uma obra da Lei (que vem por mandamento carnal, obra morta), como é o caso do dízimo, e aplicar ao cristianismo, pelo fato de ser bíblica.

Obras desta natureza, no cristianismo, são consideradas obras mortas. Mas a contribuição cristã deve chegar diante de Deus como obra viva, sem percentual prefixado por Lei, isto é sem limite máximo nem mínimo, mas que se realiza pela lei da liberdade (Tg 2.12; 1.25; 2º Co 9.7).

     SACRILÉGIO:

A pregação do dízimo no cristianismo é um verdadeiro sacrilégio (é um agravo ao Espírito da Graça).

Pois quando é pregado que aquele que não dá o dízimo é ladrão e amaldiçoado, está reputando o dízimo como uma obra imprescindível à salvação, ou seja, está substituindo a Graça de Cristo pelo cumprimento da lei do dízimo.

E isto é realmente fazer agravo ao Espírito da Graça. Porque a espontaneidade para contribuir, e a liberdade para que o percentual de contribuição seja determinado pelas possibilidades e propósito de coração, são características proporcionadas pelo Espírito da Graça.

Ao contrario, estaríamos aniquilando a Graça de Deus. Por esta razão lemos em Gálatas 2.21: “Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde”.

A ofensa ao Espírito da Graça pode custar muito caro para aquele que à pratica, pois a este respeito, está escrito:
“quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas.

De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da Aliança, com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça.?” (Eb 10.28,29 ; Rm. 5,20.)  


 A  HERESIA  DA  DEVOLUÇÃO:

A pregação do dízimo troca a Graça de Cristo pela maldição da Lei. Chegam até a ensinar que o cristão está devolvendo o dízimo!

 Ora, devolver o dízimo é rejeitar a Graça de Cristo; é devolver o Sacrifício que Ele consumou na Cruz do Calvário, e confiar que pode cumprir essa Lei, como quem diz:

“eu não preciso, eu cumpro, eu posso, eu sou fiel nesta Lei, então te devolvo.” Mas, mesmo que alguém seja fiel nesta Lei, terá que ser fiel em toda a Lei, ou seja, devolver todo sacrifício de Cristo, e passar a guardar toda a Lei, (Gl 5.1-3; Tg 2.10).
O Dízimo, corretamente compreendido, era o imposto de renda da nação. Imposto esse, que só foi regularmente cobrado pelas autoridades eclesiásticas durante o tempo em que a religião e a política caminhavam juntas, ou seja, quando o ministério político era governado pelas autoridades religiosas.

Eram dois componentes em uma só realidade. Tanto, que no mundo judaico, o Sinédrio (máximo órgão jurídico e administrativo da nação) era presidido pelo sumo sacerdote.
Mas, o ministério cristão foi constituído, sem dúvida, separado da política. O próprio Jesus declarou: “O meu Reino não é deste mundo” (Jo 18.36). Por este motivo, a cobrança do imposto de renda (o dízimo) ficou somente a cargo do governo político.

Isso nos ajuda a entender o porquê da Igreja cristã primitiva não ter praticado a cobrança do dízimo.
Porque, tudo que se trata de tributo, imposto de renda, pertence ao governo político. Por este motivo, Jesus achou justo dar a moeda do tributo ao representante político (a César).

Temos certeza que, hoje, em termo de Brasil, se perguntasse para Jesus sobre o imposto de renda (que corresponde ao dízimo da época), dizendo: É lícito pagar o imposto de renda à Lula?

 A resposta seria a mesma: Dai a Lula o que é de Lula, e a Deus o que é de Deus. Ou seja: dai o imposto de renda ao governo político, e a Deus o que é de Deus.
Todos os cobradores de dízimos, na área de contribuição, operam como ministros do Velho Testamento e não do Novo, da letra e não do Espírito.

 E em referência às suas justificativas de que há operação divina no meio de suas respectivas igrejas, posso afirmar que a correção é parte integrante dela; Deus opera no meio de Sua Igreja para salvar, abençoar, ensinar e corrigir.
Deus está tomando providências contra o grave erro da cobrança do dízimo, exatamente pelo fato dela estar acontecendo dentro de muitas das Suas igrejas. Se tal erro acontecesse simplesmente fora da Igreja, Deus não tomaria as devidas providências como tem tomado nestes últimos tempos.

 Mas, para livrar o Seu povo desse jugo desagradável e dessa indevida cobrança, o Senhor tem Se dirigido de forma repreensiva a tais obreiros.
Este é o principal motivo que prova que muitas das igrejas que cobram dízimo pertencem a Deus e, igualmente, seus respectivos obreiros.
Em quase todos os livros da Bíblia Sagrada encontram-se repreensões a obreiros, por alguma obra que não estava correta diante de Deus; e a recomendação para essa situação é: ao reconhecer o erro, aceitar a devida correção, para melhor agradar a Deus no seu ministério, conforme a orientação do escritor aos Hebreus:
“Por isto, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento de arrependimento de obras mortas e de fé em Deus” (Hb 6.1).
Deus tem falado de diversas maneiras com o Seu povo a respeito desse legalismo, e agora fala através deste livro que tem me inspirado. Só não aprende aquele que endurece o coração e não dá ouvido ao Espírito Santo; mas é importante termos como exemplo a recomendação divina do Salmo 95.7-8: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações”.
Portanto, irmãos, vamos seguir a vontade de Deus expressada pelo apóstolo Paulo na sua Epístola aos Gálatas, quando disse: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão”, (Gl 5.1).
Concluo, pois, este capítulo, trazendo à memória o capítulo 15, versículo 10, de Atos dos Apóstolos, o qual nos adverte que, submeter a Igreja de Cristo ao jugo da servidão da Lei (da qual o dízimo é parte integrante) é realmente tentar a Deus:
“Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?”



Paz seja com todos!
JC de Araújo Jorge

terça-feira, 4 de março de 2014

A IGREJA QUE COBRA DÍZIMO PODE PERTENCER A DEUS? Parte 1




Alguns ministros religiosos, ao aceitarem falsos princípios, afastam-se da realidade do Evangelho e passam a valorizar mais seus dogmas de doutrina do que a própria Palavra de Deus.
E Deus, então, para coibir tal heresia dentro de Sua Igreja, trata de corrigi-los.


Alguns defensores do dízimo têm me feito a seguinte pergunta: “muitas das igrejas que cobram dízimo têm sido reconhecidas pelo Espírito Santo (segundo a Sua operação no seu interior), como igrejas de Deus, juntamente com seus obreiros; poderia, então, uma obra de maneira errada ser praticada por uma Igreja de Deus?

Como você explica isto?”.
Então eu, em resposta a estes, posso afirmar, pela correta interpretação que recebi da parte de Deus (pelo Espírito Santo que me foi dado), que, sem dúvida e isento de hipocrisia, também reconheço que muitas das igrejas que cobram dízimo são igrejas de Deus, e inclusive seus ministros; porém, isto não significa que tais ministros não estejam errando nesta área!

Quando Deus repreende Seus obreiros, é exatamente pelo fato de existir erro dentro de Sua Igreja.
As sete igrejas da Ásia, as quais Jesus enviou cartas através do apóstolo João, também eram igrejas de Deus, e inclusive seus ministros, porém, cinco delas receberam fortes repreensões da parte de Jesus por algumas das suas obras não terem sido achadas corretas diante de Deus.

E as igrejas, cujas cartas continham repreensões da parte de Jesus, foram advertidas para que seus ministros se corrigissem dos seus erros e permanecessem em pé diante de Deus.

Observemos a carta à Igreja de Éfeso:
Apocalipse 2. 1-7
1 Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, e anda no meio dos sete castiçais de ouro:
2 Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.
3 E sofreste, e tens paciência, e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste.
4 Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.
5 Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.
6 Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.
7 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.
         É claro que o erro da Igreja de Éfeso não tinha nada a ver com o dízimo; até porque sabiam, de primeira mão, que não deveriam cobrar dízimo; mas, o que podemos observar é que era uma Igreja de Deus e seu ministro também; tanto que todas as suas obras estavam corretas diante de Deus, com exceção de uma.

E foi por esta única obra que não estava agradando a Deus, que Jesus estava tomando providência contra o seu ministro (o anjo da Igreja), para livrar o seu povo de uma queda espiritual.
Quanto ao erro da cobrança do dízimo nas igrejas de hoje, nota-se que nestes últimos tempos Deus tem tomado providências para corrigir seus ministros que praticam essa indevida cobrança.

O DÍZIMO NÃO É UMA COBRANÇA?

Muitos defendem a prática do dízimo no cristianismo, afirmando erroneamente que o dízimo não é uma cobrança (não é um pagamento obrigatório), mas sim uma contribuição voluntária.

Mas isto não é verdade. O dízimo não seria uma cobrança, se não fosse acompanhado de influência espiritualmente legalista; mas esta não é a realidade de sua prática, pois se tratando de dízimo, já é, obviamente, prefixado 10% e cobrado sob o rigor da Lei.

Quem convive no meio evangélico sabe disto. Eu, por exemplo, ao longo dos anos que sirvo a Deus, venho acompanhando a atitude de algumas lideranças religiosas em relação à prática do dízimo, e presenciando constantes pressões que são feitas em relação a essa cobrança, as quais têm, na verdade, avaliada as qualidades espirituais dos seus fiéis pelo pagamento de dízimo.


Ao invés de ensinarem o povo a amar a obra de Deus, ou seja, a contribuir inspirado pelo amor, acham mais fácil e confortável (para si mesmos) ensinarem o povo a ter medo das ordenanças do Antigo Pacto, sob ameaça da maldição da Lei, levando o povo a contribuir para sentir o alívio de um peso obrigatório (para o resgate de uma dívida para com Deus), rejeitando assim o que foi estabelecido pelo Espírito da Graça.

A verdade é que, a maioria das igrejas fecha as portas de seu convívio espiritual para aqueles que não derem no mínimo 10% de suas rendas.
Para confirmação de tudo isto, observe o que nos últimos tempos estão ensinando em relação ao cristão que não pode pagar o dízimo, ou que por fidelidade ao Espírito da Graça não for dizimista:

1º: Está roubando a Deus.

2º: É amaldiçoado.

3º: Não pode estar em comunhão com o povo de Deus.

Diante de tudo isso, muitos ainda têm a coragem de dizer que isto não é uma cobrança. A verdade é que, nas entrelinhas, a mensagem da pregação do dízimo é esta: “Não é obrigatório, mas espontâneo, porque você tem livre escolha: dar o dízimo, ou viver em maldição”.
Conclusão: o dízimo é, com certeza, cobrado pelo rigor da Lei, mas aplicado no cristianismo sob o disfarce de contribuição voluntária. 
A cobrança do dízimo no cristianismo é um jugo que tem causado sofrimento e angústia para muitos cristãos, e até tem impedido que muitas pessoas se integrem à Igreja.

Muitos, ao crerem no Evangelho, não se aliam às igrejas por causa do dízimo, isto é, por não sentirem espiritualidade na sua cobrança; enquanto outros se desintegram das igrejas por não resistirem tal carga nos seus ombros.
Esse jugo tem feito com que muitos cristãos enfraqueçam na fé; pois quando alguém encontra impossibilidade de apurar os 10% do que ganha para poder contribuir em forma de dízimo, o tal é reputado, pelos pregadores de dízimos, como ladrão e amaldiçoado.

Pois ganhando pouco e procurando saldar seus compromissos para manter sua honestidade social e sua integridade espiritual, nem sempre consegue levar aos seus líderes os 10%, mesmo sentindo no coração grande desejo de contribuir.

 Impossibilitado de levar esse valor, deseja levar o que pode, mas é impedido pelo pregador legalista que diz que 10% deve ser o mínimo, e que seria injusto levar menos, apontando para a Ordenança da Lei do Antigo Pacto mencionada em Malaquias 3.8-10, para dizer que o tal é ladrão e amaldiçoado.

Então este cristão acaba não levando nada; e quando vai orar, aquela acusação do pregador soa injustamente nos seus ouvidos: “Você é ladrão e amaldiçoado”, desanimado na fé e julgando-se sem condição de servir a Deus, acaba se desintegrando da Igreja.

Porém, tais pregadores, com certeza, vão prestar contas com Deus pelo prejuízo espiritual que têm causado à vida desses cristãos, pois nesse sentido, o apóstolo Paulo expressamente declara:
Aquele que destruir o templo de Deus que sois vós, Deus o destruirá” (1 Co 3.17).
Portanto, pregadores de dízimos, não destruam por causa do dinheiro aqueles por quem Cristo morreu.
Temos acima um real exemplo do pobre que vive oprimido por não conseguir apurar 10% do seu salário (o dízimo) para cumprir a exigência de seus respectivos líderes.


Pois é natural que a contribuição cristã, ordenada em forma de dízimo, causa opressão aos pobres. E aí, é quando essa indevida cobrança ameaça o cumprimento das profecias de libertação da opressão da Lei, como:
 1º) “Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre ele, a vara que lhe feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos midianitas” (Isaias 9.4).
2º) “O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos” (Isaias 61.1).
3º) “Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, me levantarei agora, diz o Senhor; porei em salvo aquele para quem eles assopram” (Salmos 12.5).
         4º) “mas julgará com justiça os pobres” (Isaias 11.4).
5º) “então, ao Senhor trarão ofertas em justiça” (Malaquias 3.3).

Se os cobradores de dízimos procurassem amar um pouco mais a igreja de Deus, certamente não agiriam com ameaças de maldição, mas abençoariam a igreja ao contribuir com qualquer percentual.

Deixariam de operar pelo Ministério da Letra, chamado também de Ministério da Condenação, e operariam pelo Ministério do Espírito, que dá vida e paz aos que com um coração puro aceitam a Graça de Cristo para remição dos seus pecados, e agora, dentro de suas possibilidades, querem contribuir, levando à obra de Deus com alegria e propósito de coração, o que podem ajuntar, conforme a orientação do apóstolo Paulo:

o que puder ajuntar, conforme sua prosperidade” (1Co 16.2). E ainda:
Porque, se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem, e não segundo o que não tem” (2Co 8.12).
Os legalistas do dízimo, que não conhecem totalmente a verdade do Evangelho e a integridade da Graça de Cristo, preferem dizer que aquele que dá menos de 10% é ladrão e amaldiçoado.

Confiam mais no Ministério da Letra do que no Ministério do Espírito.

Mas, veja o que está escrito: “O qual nos fez também capazes de ser ministros de um Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata e o Espírito vivifica” (2 Co 3.6).

Paz seja com todos!
JC de Araújo Jorge
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...