terça-feira, 13 de outubro de 2015

A LEI DE DEUS DADA PARA A SALVAÇÃO DO POVO MUDOU ?



Muitos, ao ouvirem que o cristão não precisa praticar
as obras da Lei, como: guarda do sábado, sacrifício de jejum,
uso do véu, devolução de dízimo, etc., logo fazem a seguinte
pergunta: 
“A Lei de Deus dada para a salvação do povo mudou?” 
E a resposta corretamente dada é: 
a Lei realmente não mudou em nada; o que mudou foi a Aliança de Deus com
o povo em relação ao cumprimento da Lei. Porque a “Antiga
Aliança” foi feita para que o povo cumprisse a Lei da justiça,
praticando os seus mandamentos. Ao contrário da “Nova
Aliança” que foi feita para que o povo tome posse da justiça
do cumprimento da Lei, em Cristo Jesus; isto é, pela fé no
Seu nome, sem a prática das obras da Lei; é o que se chama
de “Salvação pela Graça”, conforme os ensinamentos da
doutrina da Graça de Cristo, transcritos a seguir:

1º  Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e
isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das
obras (das obras da Lei), para que ninguém se glorie
Efésios  2.  8-9

2º  Aquele que não pratica (não pratica a Lei), mas
crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é
imputada como justiça (como se tivesse praticado a Lei) 
Romanos  4. 5

3º  Concluímos, pois, que o homem é justificado pela
fé sem as obras da lei.
 Romanos  3. 28

4º  Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de
Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas 
Romanos  3. 21

5º  Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo
aquele que crê
 Romanos  10. 4

6º  Mas se é por graça, já não é pelas obras (pelas
obras da Lei); de outra maneira, a graça já não é graça
Romanos  11. 6

O cristão triunfa em Cristo, exatamente por ter
recebido dEle a justiça da Lei, sem a prática dela, ou seja,
apenas pela Sua Graça, sem as obras da lei, pelo que diz:
“Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas
obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado”
Romanos  3. 20

Observemos que Paulo diz que “pela Lei vem a
prática do pecado”. Aliás, muitos confundem a expressão de
Paulo: “conhecer pecado”, com distinguir o que é pecado.
Ora, dessa forma, o próprio Jesus não saberia distinguir o
pecado! Pois dEle Paulo escreveu: 
“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós” 
2ª Coríntios  5. 21

 Isso nos deixa bem claro que a expressão de Paulo: “não
conheceu pecado” quer dizer que Jesus “não cometeu
pecado”. Da mesma forma, quando ele fala que pela Lei vem
o “conhecimento do pecado”, está dizendo que pela Lei vem
“a prática do pecado”. Observe que aos coríntios ele é bem
claro, quando diz: 
“a força do pecado é a Lei”
 1ª Coríntios   15. 56


Isto quer dizer que a Lei causa o pecado, é o agravante do
pecado. Inclusive, aos romanos ele diz: “Porque onde não
há lei também não há transgressão”.
Então entendemos perfeitamente que a declaração de
Paulo ao dizer: “pela lei vem o conhecimento do pecado”, é
apenas uma força de expressão para dar a entender que,
quanto mais carga da Lei é colocada sobre o ser humano,
mais pecador ele se torna, ou seja, mais aumenta a sua
transgressão, a qual lhe coloca debaixo da maldição. É o que
leva Paulo a Dizer também: “Todos aqueles, pois, que são
das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está
escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas
as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las”
Gálatas  3. 10

Porque, a tese de que o homem pode alcançar a
salvação pela sua própria guarda da lei, não passa de um
engano, de uma mentira; por essa razão está escrito: “Porque
a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por
Jesus Cristo” (Jo 1.17). Não que a Lei seja mentira; a Lei é
pura verdade, porém, o que não é verdade é a salvação do
homem pelo seu próprio cumprimento da Lei.
Isto quer dizer que, a verdade do cumprimento da Lei
de Deus, dada por intermédio de Moisés, chegou até nós (foi
dada a nós) pela Graça de Cristo. A nossa capacidade de
tomar posse do cumprimento da Lei, vem somente pela fé em
Cristo, e não pela prática da Lei. Pois, acreditar que o homem
pudesse guardar os mandamentos da Lei, 
era pura mentira, puro engano
 (puro exaltamento). 

Mas a verdade da realização
da Obra de Redenção, que importava no cumprimento da Lei,
só se concretizou por Cristo Jesus nosso salvador, que
cumpriu toda a Lei por nós, e agora nos oferece a posse da
justiça do cumprimento da Lei, apenas pala Sua Graça.
Muitos ainda não sabem que o Bem mais precioso que
recebemos pela Graça de Cristo é exatamente o cumprimento
da Lei que resulta na nossa salvação.
Se perguntar aos cristãos de hoje: “o que recebemos
pela Graça de Cristo?” A maioria só sabe dizer que foi a
salvação; mas não sabe que essa salvação veio pelo
cumprimento da lei.

Portanto, a Lei não mudou em nada; a Lei é Eterna e
Imutável, o que mudou foi a determinação do nosso
procedimento em relação ao cumprimento da Lei, ou seja, a
forma de adquirirmos a justiça do cumprimento da Lei.
Porém, a lei se cumpre em nós na íntegra, isto é, sem
mudança. Mas isto não acontece por praticarmos a Lei, mas
sim por estarmos revestidos de Cristo, que já cumpriu a Lei
por nós. E como acontece este revestimento? Pelo batismo da
fé; é assim que somos revestidos de Cristo.
Paulo confirma isto dizendo: 
“Porque todos quantos fostes batizados em
Cristo, já vos revestistes de Cristo”
 Gálatas  3. 27 

Uma vez revestidos de Cristo, automaticamente estamos revestidos
também do cumprimento da Lei. Este foi o propósito pelo
qual Jesus veio cumprir a Lei. Todos hão de entender que
Jesus não veio cumprir a Lei por Si mesmo, mas sim por nós;
isto significa que, pela Sua Graça, Jesus nos oferece a justiça
do cumprimento da Lei, sem a prática dela, a saber: apenas
pela fé no Seu nome.
É exatamente por Jesus ter nos revestido da justiça do
cumprimento da Lei, sem precisarmos praticá-la, que
caracteriza a “Salvação pela Graça”.



Paz seja com todos,

JC de Araújo Jorge




domingo, 20 de setembro de 2015

O ESCLARECIMENTO DA LIBERDADE CRISTÃ




A liberdade cristã, que importa na isenção da prática da Lei, foi totalmente esclarecida pelo Espírito Santo, depois da ressurreição de Jesus. Até então, os
discípulos continuavam na prática da Lei, isso é, guardando o sábado, jejuando, se circuncidando, e guardando toda a Lei de Moisés; até entenderem, pelo
Espírito Santo, todo o processo de salvação pela Graça de Cristo; mas isto foi muito gradativo.
Porém, diante dessa situação, surge a seguinte pergunta: 
“mas os discípulos, que conviveram com Jesus, não tomaram conhecimento de que não precisariam mais fazer essas coisas? 
Jesus não os ensinou a respeito de tudo isto?”
 Absolutamente não, pois Jesus não pregou abertamente a liberdade cristã aos discípulos, porque na época eles não tinham condições de entendê-la, por dois motivos:

Primeiro, porque o Espírito Santo ainda não tinha sido derramado sobre eles (João 7. 39), 
e as coisas de Deus só se entendem espiritualmente: “Ora, o homem natural
não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque
lhes parece loucura; e não pode entendê-las, 
porque elas se discernem espiritualmente”
 1ª Coríntios  2. 14
   
Segundo, porque o próprio Jesus era guardador da Lei, como: circuncisão, jejum, dízimos, guarda de dias, meses e anos etc. Pois a missão de Jesus era a prática da
Lei, cumprindo-a em nosso lugar. 
Por isto, Ele afirma:
“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir” 
Mateus  5. 17

Gálatas 4.4, diz que Jesus foi nascido sob a Lei.
Em Lucas, 2.21-24, foi apresentado ao oitavo dia, circuncidado, dada a oferta 
(um par de rolas), segundo o que está escrito na Lei de Moisés. 
Romanos 15.8, diz que Ele foi ministro da circuncisão, 
por causa da verdade de Deus, para que confirmasse as promessas feitas aos pais.
Por este claro motivo, momentaneamente os discípulos não tinham condições de entender a liberdade cristã, ou seja, a isenção de tais obras. Até então, continuavam em plena prática dos mandamentos da Lei. Por essa razão é que no sábado do sepultamento de Jesus,
as mulheres não levaram as especiarias para a unção do Seu corpo, conforme está escrito:
 “E, voltando elas, prepararam especiarias e unguentos; e no sábado
repousaram, conforme o mandamento”
 Lucas  23. 56
A missão do ensinamento da liberdade cristã, Jesus deixou para o Espírito Santo, 
assim que fosse derramado.
Motivo este que levou Jesus a declarar: 
“Tenho muito que vos dizer, mas vós não podeis suportar agora, mas,
quando vier o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade”
 João  16. 12-13
Em verdade, este fato concretizou-se após a ressurreição de Jesus, quando os discípulos, ao receberem o Espírito Santo, começaram a ser esclarecidos de toda a
verdade do Evangelho e, automaticamente, da liberdade cristã.
Um dos registros desta história encontramos claramente no capítulo 15, versículos 1 ao 32 de Atos dos Apóstolos; pois famosa foi a questão da igreja naquela época,
 de admitir ou não os gentios à fé cristã; porque os gentios não eram praticantes da Lei; e em os admitindo, se deveriam ou não serem submetidos à prática da Lei
(da circuncisão, da guarda do sábado, do jejum, do dízimo, etc.)
 Então, convocaram uma grande assembleia para debaterem este assunto. A libertação dos cristãos em relação ao jugo da servidão da Lei, foi, inicialmente, o
polêmico tema da assembleia. Porém logo foram esclarecidos, pelo Espírito Santo, que deveriam recebê-los apenas pela prática da fé em Cristo,
 sem submetê-los à prática da Lei.

Finalmente foram ensinados, pelo Espírito Santo, que seria uma tentação a Deus colocarem esse jugo sobre a cerviz dos discípulos
 Atos  15. 10
Foi quando decidiram enviar uma carta às congregações dos gentios 
convertidos a Cristo, dizendo:
Atos 15. 24-29
24 Portanto ouvimos que alguns que saíram dentre
nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei, não lhes tendo nós dado mandamento,

25 Pareceu-nos bem, reunidos concordemente,
eleger alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo,

26 Homens que já expuseram as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

27 Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais por palavra vos anunciarão
 também as mesmas coisas.

28 Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, 
não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: 

29 Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, 
e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem
 fazeis se vos guardardes. 
Bem vos vá.

Confirmaram-se assim as Palavras de Jesus, em João 16.12-13 (citadas acima), 
que disse:
“Tenho muito que vos dizer, mas, vós não podeis suportar agora,
quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará
em toda a verdade”.

Aliás, se os discípulos, na época que conviveram com Jesus, 
que O acompanharam na prática da circuncisão e na guarda de toda a Lei, 
tivessem condições de ouvirem do próprio Jesus que eles não precisavam se
circuncidar e guardar a Lei, não teriam passado por aquela tão grande polêmica, discutindo tais coisas. Mas isso, na época, era de difícil compreensão para eles; pois
na imaginação dos discípulos dava que, se Jesus praticava a Lei, eles também tinham condições de praticá-la. Até porque, quando Jesus perguntou para Tiago e João, se eles
podiam beber o cálice que Ele bebia, eles logo responderam que sim. 
Então, foi exatamente por motivos desta natureza que 
Jesus não explicou abertamente a isenção da prática da Lei aos discípulos.

Outrossim, em nenhum momento da discussão na grande assembleia de Jerusalém sobre o assunto, os discípulos disseram ter ouvido de Jesus algum ensinamento a
esse respeito, ou seja, que Jesus tivesse dito diretamente que eles não precisavam se circuncidar e guardar a Lei de Moisés; apenas disseram no versículo 15 que com isso concordaram
as palavras dos profetas. Eles pregaram a isenção da Lei de Moisés com base nas palavras dos profetas; mas não citaram nenhuma explicação de Jesus. Porque os discípulos não entendiam que Jesus veio cumprir a Lei em nosso lugar exatamente para nos isentar
da prática dela, ou seja, para nos oferecer a justiça da Lei apenas pela fé no Seu nome, isto é, pela Sua Graça, sem as obras da Lei, pelo fato de Deus entender que não temos
a mínima capacidade para vivermos na prática da Lei. Por isto, a prática da Lei no cristianismo nos separa da Graça de Cristo; conforme está escrito: “Separados estais de
Cristo, vós os que vos justificais pela Lei; da Graça tendes caído”
 Gálatas  5. 4

Na verdade, Jesus não pregava diretamente a isenção das obras da Lei, mas fazia menção da libertação do jugo delas, ao pregar a salvação pela Sua Graça, dizendo: 
“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á”; 
“Quem crer e for batizado será salvo”; 
“Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”; etc.

O cristão não deve aceitar, de líder algum, a imposição da prática de nenhuma obra, quando a mesma não estiver enquadrada na doutrina do Espírito da Graça
que há em Cristo Jesus. O apóstolo Paulo, comentando sobre a liberdade cristã,
adverte os coríntios, dizendo:
“Fostes comprados por bom preço, não vos façais servos
dos homens”
1ª Coríntios  7. 23

E aos colossenses, Paulo diz: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, 
por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, 
segundo o rudimento do mundo, e não segundo Cristo”
Colossenses  2. 8

Existem obreiros nos nossos dias agindo de forma gananciosa, isto é, querendo dominar o rebanho de Deus com o desejo enganoso do seu coração, como se tivessem
domínio próprio sobre a Igreja de Deus. Essa atitude tem causado prejuízos à obra de Deus, e sem dúvida é reprovada pelo Espírito Santo.
O apóstolo Pedro adverte aos obreiros da Igreja de Deus, com as seguintes palavras: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por
força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; 
nem como tendo domínio sobre a herança de Deus,
 mas servindo de exemplo ao rebanho”
1ª Pedro  5. 2-3

Já aprendemos acima, com o exemplo da história da Igreja primitiva,
 registrado em Atos 15.5-10, que os discípulos foram ensinados pelo Espírito Santo,
 que, pôr sobre a cerviz dos cristãos, 
jugo desta natureza, é tentar a Deus.
Tentar a Deus, nesse caso, quer dizer: exigir dos cristãos a prática de ordenanças que são contra a vontade de Deus, as quais não se enquadram na verdadeira
doutrina cristã, como é o caso da guarda do sábado, da circuncisão, do sacrifício de jejum, do uso de véu, do pagamento de dízimo, da abstinência de manjares, etc.
Porque se o Espírito Santo nos ensina que os mandamentos do cristão vêm pela lei da liberdade, sem dúvida essas obras legalistas não são nada mais nada menos do que puro mandamento carnal, para novamente submeter o povo de Deus ao jugo da servidão. 
Mas, a orientação bíblica é para que nenhum cristão troque a sua
 liberdade espiritual pela maldição da servidão da Lei:
“Estais, pois, firmes na liberdade com que Cristo vos
libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” 
Gálatas  5. 1

Cristo nos libertou da maldição da Lei; contudo, os homens querem novamente submeter a igreja de Deus ao jugo dessa servidão. Não conhecendo a justiça de Deus, 
querem estabelecer a sua própria justiça
 Romanos  10 . 3

Muitos pregam que a salvação é pela GRAÇA, mas não fazem disto uma prática real nas suas vidas e nem nas suas constantes pregações; pois se contradizem ao dizer que
aquele que não guarda o sábado, não usa o véu, não paga o dízimo, não jejua, etc., não tem a remissão dos seus pecados. Com essa atitude legalista, demonstram ser insensíveis à
integridade da própria GRAÇA que pregam. Com os lábios pregam que a salvação é pela GRAÇA, mas com o coração exigem a ordenança da Lei.

O cumprimento de tais obras só teve validade espiritual em épocas anteriores ao Novo Testamento, ou seja, na dispensação da Lei, antes da Lei (nos tempos de Abraão), porque nessas épocas, a salvação pela GRAÇA DE CRISTO ainda não estava em prática. Motivo esse que levou Abraão a praticar obras tais, como: circuncisão, sacrifícios de animais,
dízimo, etc., as quais não se enquadram na verdadeira prática cristã. Porém, podemos afirmar, com absoluta certeza espiritual, que, se Abraão vivesse na época do cristianismo,
não praticaria tais obras.

Concluo então este texto, deixando claro que para chegarmos a integridade da fé, temos que estar totalmente isentos da prática da Lei de mandamentos carnais; pois a
liberdade cristã é uma graça concedida por Deus Pai, pregada por Seu Filho Jesus Cristo nas entrelinhas das Suas ricas e poderosas mensagens de salvação, e esclarecida abertamente
pelo Espírito Santo após o Seu derramamento sobre toda a carne.



Paz seja com todos,
JC de Araújo Jorge



quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O DOMÍNIO E A FORÇA DO PECADO




Para obtermos um melhor esclarecimento
concernente a esse “domínio e força do pecado” sobre o
ser humano, comecemos analisando os versículos
transcritos a seguir: 

1º) Porque o pecado não terá domínio sobre vós,
pois não estais debaixo da lei,
 mas debaixo da graça 
Romanos  6. 14

2º) Ora, o aguilhão da morte é o pecado, 
e a força do pecado é a lei 
1ª Coríntios  15. 56

No primeiro versículo, encontramos uma
advertência sobre “o domínio do pecado”, e no segundo,
sobre a “força do pecado”; e o que podemos observar é
que o pecado toma força e domínio exatamente sobre
aqueles que tentam praticar a Lei. 
Essa Lei que ao se deparar com a incapacidade da carne, gera o pecado
tomando força e domínio sobre o ser humano.
Muitos, me fazem a seguinte pergunta:
 “é a Lei pecado?”
 E a resposta corretamente dada é:
 de modo algum! 
Paulo, ao instruir os romanos sobre a força e o domínio do pecado
 por intermédio da Lei, é bem claro ao afirmar: 
“A lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom” 
Romanos  7. 12

O que Paulo aponta como erro não procede da Lei,
mas sim da imperfeição humana. É quando ele declara
que a Lei enfermou pela carne 
Romanos  8. 3

A fragilidade humana não resiste a cobrança de
perfeição da Lei. E a Lei só teria condição para salvar se
encontrasse perfeição e justiça no ser humano; porém, é
exatamente por falta dessas indispensáveis virtudes que
torna impossível a salvação pela Lei.
Paulo revela o fracasso do homem diante da
santidade e perfeição da Lei, dizendo: 
“Porque bem sabemos que a lei é espiritual,
 mas eu sou carnal, vendido sob o pecado” 
Romanos  7. 14

Se a Lei realmente encontrasse na carne suas
requisitadas qualidades, não seria chamada de
“Ministério da Morte” e “Ministério da Condenação”,
como foi no capítulo 3, versículos 7 a 9 da Segunda
Epístola de Paulo aos Coríntios, mas sim de
 “Ministério da Salvação”.

Porém não havendo em nós as devidas
qualidades, a Lei condenou a carne no pecado. Mas Deus,
pelas riquezas da Sua Graça, enviou Seu Filho Jesus
Cristo, guardando e cumprindo com perfeição a Lei que
havia condenado a carne no pecado, e inverteu a situação,
condenando o pecado na carne, para que fôssemos livres
da força e do domínio do pecado. Isto se não voltarmos a
persistir na prática das ordenanças da Lei da condenação,
mas vivermos totalmente na Graça de Cristo.

Observemos Romanos  8. 1-3, transcritos a seguir:

1) Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão 
em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne,
 mas segundo o Espírito.

2) Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, 
me livrou da lei do pecado e da morte.

3) Porque o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, 
Deus, enviando seu Filho em semelhança da carne do pecado, 
pelo pecado condenou o pecado na carne.

Esta passagem bíblica é muito lida nas reuniões
das igrejas, mas pouco observada como declaração de
isenção da Lei de mandamentos carnais, a qual gera o pecado. 

No versículo 2 (citado acima), Paulo declara:
“Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me
livrou da lei do pecado e da morte”. Em parte, é o mesmo
que dizer: Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo
Jesus, me livrou da lei da circuncisão, do dízimo, do
jejum, da guarda do sábado, do uso do véu, etc. Isto,
obviamente, porque a lei do Espírito de vida, em Cristo
Jesus, ensina a servir a Deus em liberdade de espírito;
mas a lei do pecado e da morte, ensina a cumprir obras de
mandamentos carnais.

Na dispensação da Lei, o homem teria que ser
perfeito na prática de todas as obras que estavam escritas
no Livro da Lei para cumpri-las. Pois a qualquer
impossibilidade do seu cumprimento, o pecado estava à
porta, dominando o povo de Deus por tal transgressão.
Mas, na dispensação da Graça, Deus tirou este
poder do pecado, nos libertando da prática das obras que
estavam escritas no livro da Lei. Por isto, os
mandamentos da Nova Aliança determinam somente a
realização de obras fraternais, 
e ainda conforme as possibilidades de cada um. 
É exatamente por este motivo que a lei da Graça não causa transgressão.

Deus anulou, para os cristãos, a prática das obras
da Lei, para livrar o Seu povo da maldita transgressão:
“Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão
debaixo da maldição; porque está escrito: maldito todo
aquele que não permanecer em todas as coisas que estão
escritas no livro da lei, para fazê-las” 
Gálatas  3. 10
Essa maldição só recai sobre o povo da Lei, que
quer realizar obras exclusivas do Antigo Pacto. Porque,
para fugir da transgressão da Lei, só saindo de debaixo
dela; conforme nos adverte
 Paulo na sua Epístola aos Romanos:
 “Porque onde não há lei também não há transgressão” 
Romanos  4. 15

Portanto, cristão, não se prenda debaixo do jugo da
servidão, mas viva totalmente na Graça de Cristo, para
obter o generoso resultado que ela nos concede: “Porque
o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais
debaixo da lei, mas debaixo da graça”
 Romanos  6. 14


AS  OBRAS  PELA  LEI  DA  GRAÇA

“Não estamos sem lei para com Deus, mas debaixo
da lei de Cristo
1ª Coríntios  9. 21

Embora o cristão não tenha compromisso com a
Lei de mandamentos carnais (o Antigo Pacto), mas ele
tem com a lei de Cristo. A lei de Cristo, mesmo sendo
chamada de ”Lei da liberdade” ou “Lei da fé”, não
dispensa, dentro das possibilidades humanas, as boas
obras. O próprio Jesus menciona as obras do cristão ao
prometer o Seu galardão, quando diz: “E o meu galardão
está comigo para dar a cada um segundo as suas obras”
Apocalipse  22. 12
Tiago é claro ao afirmar: 
“A fé sem obra é morta”
Tiago  2. 17

Muitos, por falta de interpretação apropriada das
Santas Escrituras, julgam que a expressão de Tiago entra
em contradição com algumas expressões do apóstolo
Paulo, como por exemplo, quando Paulo afirma aos
efésios: “Não vem das obras, para que ninguém se glorie”
(Ef 2.9); e aos romanos: “Mas se é pela graça, já não é
pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça”
Romanos  11. 6

Mas, o que devemos entender, é que Tiago está
fazendo referência às obras da fé (do Novo Conserto),
realizadas de forma horizontal, enquanto Paulo está
falando sobre as obras da Lei (do Antigo Conserto),
realizadas de forma vertical, isto é, em oferecimento a Deus.
No capítulo 3, versículo 20, de sua epístola aos
romanos, podemos claramente entender que Paulo se
refere às obras da Lei do Antigo Pacto, quando faz a
seguinte declaração: “Por isto nenhuma carne será
justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei
vem o conhecimento do pecado” 
Romanos  3. 20

E no versículo 28 do mesmo capítulo, diz: 
“Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei ”.
Porém, o próprio apóstolo Paulo, quando se refere
às obras que são pela fé, admoesta os cristãos,
incentivando-os com grande ênfase a realizá-las pela
prática da fé e do amor. Ao escrever sua Primeira Epístola
a Tito, ele o desperta, dizendo que Jesus Cristo está
preparando um povo de boas obras, quando afirma:
 “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda
iniquidade, e purificar para si um povo seu especial,
zeloso de boas obras” 
Tito  2. 14 

E na sua Epístola aos Efésios diz: 
“Porque somos feitura sua, criados em Cristo
Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para
que andássemos nelas” 
Efésios  2. 10

No cristianismo realmente são excluídas as obras
da lei de mandamentos carnais, mas estabelecidas as
obras da lei da liberdade, que opera por amor (Gálatas 5. 6).
Esta lei não dispensa as boas obras (as obras fraternais),
porém, só as exige de acordo com as possibilidades de
cada um.
Se o cristão não pode realizar uma obra, por
motivo de força maior, nada lhe é cobrado; mas se pode e
não o faz, obviamente que sua espiritualidade está em
baixa, por não sentir amor pela obra de Deus. Pois sem
dúvida nele não existe o indispensável fruto do Espírito
mencionado em Gálatas 5. 22, que diz: 
“Mas o fruto do Espírito é: 
amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade,
bondade, fé, mansidão, temperança”.

Ter possibilidade de fazer o bem e não o fazer é
imputado como pecado; conforme está escrito:
 “Aquele,pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado”
Tiago  4. 17

Concluímos, pois, que a bondade, a fé, a
benignidade e o amor, com que o verdadeiro cristão é
dotado, são companheiros inseparáveis das boas obras.



Paz seja com todos,
JC de Araújo Jorge




sábado, 15 de agosto de 2015

QUAIS SÃO AS OBRAS DO CRISTÃO ?



Diante do esclarecimento de que a nossa salvação não
vem pelas obras, mas sim pela fé, muitos perguntam: “Então
o cristão não tem nenhuma obra a realizar?... 
E se tem, quais são?...”.

É muito fácil entender quais são as obras que o cristão
(aquele que aceita a salvação pela Graça de Cristo) 
deve realizar. 
Pois é só entender que existem dois segmentos de obras:

Primeiro, são as obras da Antiga Aliança, conhecidas
como obras da Lei de mandamentos carnais (obras verticais),
ou seja, obras da nossa carne (realizadas pela capacidade humana) 
que seriam oferecidas à Deus em troca da nossa salvação; 
as quais Jesus já cumpriu por nós cravando-as na Cruz.

Segundo, são as obras da Nova Aliança (obras horizontais), ou seja,
 as obras feitas uns pelos outros 
(apenas de humano para humano), as quais são consideradas obras do
amor fraternal; essas são fundamentais para o crescimento do
Reino de Deus. Contudo, elas não são realizadas pelo rigor da
Lei de mandamentos carnais, mas sim pela lei da liberdade,
isso é, dentro das possibilidades de Cada um.
As obras fraternais, que são obras da Nova Aliança,
são praticadas pelo cristão. São à elas que o apóstolo Paulo se
refere quando diz que Jesus Cristo se deu a si mesmo por nós
para purificar para si um povo seu especial,
 zeloso de boas obras
 Tito  2. 14. 

O próprio Jesus também se referiu a elas
quando disse: “E o meu galardão está comigo, para dar a
cada um segundo a sua obra” 
Apocalipse  22. 12

Porém, essas obras são praticadas pela lei da
liberdade, isto é, dentro das possibilidades e pelo propósito
do coração de cada um, conforme está escrito: “Aquele,
porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e
nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor
da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito” 
Tiago  1. 25

 E também: “Assim falai, e assim procedei, como
devendo ser julgados pela lei da liberdade” 
Tiago  2. 12

As obras verticais, que eram oferecidas a Deus como
frutos da nossa justiça em troca da salvação, as quais
deveriam chegar diante de Deus como cheiro suave, não são
mais recebidas por Deus pelo fato de elas cheirarem mal às
Suas narinas; pois elas são feitas para demonstrar a justiça e a
perfeição humana (fora da Graça de Cristo); o homem
tenta realizá-las nas condições de próprio resgatador de si
mesmo. Mas todas essas obras foram cumpridas por Jesus e
cravadas na Cruz do Calvário. Por isso todas as obras da
nossa carne oferecidas à Deus são consideradas obras mortas.
Entre o cristão e Deus só existe um intermediário, que
é Jesus Cristo, sem deixar espaço para obras da nossa carne.
O cristão deve oferecer a Deus apenas os seus louvores e
agradecimentos, por Cristo Jesus, que são os nossos
sacrifícios vivos e agradáveis a Deus, os quais se
compreendem como nosso culto racional (mental, espiritual),
e não as obras carnais, conforme esclarece o apóstolo Paulo,
quando diz: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de
Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo,
santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” 
Romanos  12. 1

 Esse é o único sacrifício do cristão que sobe em
oferecimento à Deus. Por isso é chamado de sacrifício vivo.

Quer fazer a vontade de Deus? Então mande somente
os seus louvores e agradecimentos a Ele, e não as obras da
sua carne como frutos da sua justiça. As obras da nossa carne
cheiram mal diante de Deus. As nossas obras que agradam a
Deus são realizadas apenas horizontalmente, isto é, feitas em
favor uns dos outros (em favor da própria humanidade).
Essas são as obras do cristão aprovadas por Deus na
dispensação da Graça. Elas sobem para memória diante de
Deus, porém, não são mais oferecidas a Deus,
 como eram na dispensação da Lei.

Porque a obra não precisa ser oferecida a Deus para
subir para memória diante dEle. Pois todas as nossas ações
chegam para memória diante de Deus; até o próprio pecado.
Por isso a Bíblia diz que todos hão de chegar diante do trono
de Deus para prestar contas de todos os atos praticados,
por meio do corpo, ou bem ou mal.

Cornélio, o centurião, com certeza não oferecia as
suas esmolas a Deus, contudo, o anjo de Deus declarou a ele:
“Cornélio, a tua oração foi ouvida, e as tuas esmolas estão
em memória diante de Deus” 
Atos  10. 31

A Lei que condiciona a salvação pelas obras de
mandamentos carnais, é nomeada também de: Lei de
Moisés; são mandamentos, estatutos e juízos dados por
Deus para o povo de Israel, por intermédio de Moisés; Lei
esta, recebida no Monte Sinai 
Levítico  18. 5

É uma Lei que exige do ser humano muita capacidade e perfeição para o
seu cumprimento. Dentro dessas indispensáveis
condições, o homem seria resgatado dos seus pecados
pela própria capacidade, sem precisar da Graça de Cristo.

Foi para isso que Deus deu a Lei, conforme está escrito:

1º) “Portanto, os meus estatutos e os meus juízos
guardareis; os quais, observando-os o homem, 
viverá por eles” 
Levítico  18. 5

2º) “E dei-lhes os meus estatutos e lhes mostrei os
meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, 
viverá por eles” 
Ezequiel   20. 11

3º) “Ora, Moisés descreve a justiça que é pela lei,
dizendo: o homem que fizer estas coisas viverá por elas”
Romanos  10. 5
Mas, devido a incapacidade humana, a Lei acabou
aumentando ainda mais o pecado do homem e revelando
todo o seu estado de miséria diante de Deus, pelo que diz:
“Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse”
 Romanos  5. 20
Isso, evidentemente, porque as obras da Lei não
são praticadas pela fé em Cristo, mas sim pela capacidade
humana, ou seja, pela força da carne; por isso são
chamadas de: obras de mandamentos carnais. “É a
religião de baixo para cima”. Essa Lei, ao se deparar
com a incapacidade humana, acaba gerando o pecado
exatamente por falta do seu cumprimento. É quando o
pecado toma força contra o ser humano por intermédio da
Lei; é o que conferimos na expressão do apóstolo Paulo:
“Ora, o aguilhão da morte é o pecado,
 e a força do pecado é a lei” 
1ª Coríntios  15. 56

As obras do cristianismo, realizadas pela lei da
graça ou pela lei da liberdade, conforme relata Tiago (Tiago
1.25; 2.12), são bem diferentes das obras de mandamentos
carnais. Pelas obras de mandamentos carnais, as quais o
homem tenta realizar para ser salvo por elas, a capacidade
humana tem que estar à altura da exigência da lei;
enquanto na lei da graça que há em Cristo Jesus, a
exigência da lei se ajusta à altura da capacidade humana.
Por isto é chamada de “Lei da Graça”. 

Por exemplo, em termos de obra social, que é uma obra indispensável para
a igreja, porém, se for ditada uma lei na qual cada
membro ajude certo número de necessitados com um
determinado valor, não podendo ser menos, isso
caracteriza obra de mandamento carnal. Pois é uma
condição preestabelecida, que expressa confiança na
carne; e pode algum membro não ter condição para isso; e
na transgressão dessa determinação, 
o tal cometerá pecado. 
Mas, se deixar em liberdade para que cada
membro contribua conforme a sua prosperidade, isto é,
dentro de sua capacidade, qualquer valor com que alguém
venha contribuir, contanto que haja amor no seu coração,
o tal estará agradando a Deus e cumprindo assim a lei da
liberdade, em Cristo Jesus, livre de qualquer transgressão
e isento da maldição da Lei.

Por esta razão, Deus, pela Sua misericórdia, tirou
dos nossos ombros as ordenanças do Antigo Pacto, as
quais proporcionavam força ao pecado, para que
vivêssemos segundo a Sua Graça; é o resultado da
expressão do apóstolo Paulo aos romanos: “Porque onde
não há lei também não há transgressão” 
Romanos  4. 15

Praticar obras da Lei de mandamentos carnais,
como: guarda de sábado, sacrifício de jejum, devolução
de dízimo, abstinência de manjares, etc., que são obras
oferecidas a Deus, é praticar obras mortas.
Paulo, ao demonstrar a inutilidade delas, declara:
“As quais têm, na verdade, alguma aparência de
sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e
indisciplina do corpo, mas não são de valor algum senão
para a satisfação da carne” 
Colossenses  2. 23
Portanto, aquele que confia plenamente que Jesus
completou a Obra de Redenção, não deve repetir o
cumprimento de obras de natureza legalista, 
as quais Ele já consumou por nós.

O verdadeiro cristão acredita plenamente nas palavras
poderosas de redenção que Jesus proclamou na cruz do
Calvário ao anunciar o completo cumprimento do Velho
Concerto (da Lei), dizendo:
 “ESTÁ CONSUMADO”.



Paz seja com todos,
JC  de  Araújo  Jorge


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