quarta-feira, 17 de julho de 2013

A FINALIDADE DE CONTRIBUIÇÃO FINANCEIRA DA IGREJA - PARTE 2




Existem alguns obreiros (que se dizem instrutores religiosos), contrariando a Obra Social da igreja, e ainda querem se passar por pastores.
 Os tais não são bem-aventurados diante de Deus, pois com esta contrariedade declaram que não têm fome, nem sede de justiça.


A Assistência Social é reputada como uma das maiores obras de justiça diante de Deus, conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre (II Co 9. 9). E:

Sl 37. 21: O justo compadece-se e dá.

Sl 112. 4: O justo é piedoso e misericordioso

Pv 21. 26: O justo dá e nada retém



Em Atos 10. 4, o anjo disse a Cornélio: As tuas esmolas e as tuas orações têm chegado para memória diante de Deus.
 E nos versículos 34 e 35, do mesmo capítulo, Pedro, tomado pelo Espírito Santo, define os feitos de Cornélio como sendo obras de justiça:
E, abrindo Pedro a boca, disse:
Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo.

Jesus, em Lucas 14. 12-13, instrui o povo a quando oferecer um jantar ou uma ceia, convidar os pobres e demais necessitados; o que no versículo 14 Ele declara ser obra de justiça, dizendo:
Eles não têm com que te recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos.

Como uma obra de justiça, podemos afirmar que o amor (caridade) faz parte integrante da nossa preparação para subirmos ao encontro de Cristo e entrada no Reino dos Céus.

Na revelação do apóstolo São João, Ap 19. 6-9, foi lhe expressado que a Igreja (a Noiva de Cristo) ao estar preparada para o arrebatamento (para o toque da última trombeta) se vestisse de linho fino, puro e resplandecente, porque o linho fino são as justiças dos santos.

Jó sentiu-se seguro quando lembrou-se de sua justiça que praticara para com seus necessitados. Expressou-se no capítulo 29. 12-16, que com isto agradara a Deus.
Ali ele diz que livrara o miserável que clamava, era o olho do cego, os pés do coxo, dos necessitados era o pai, e fazia com que rejubilasse o coração da viúva.

Fazendo assim, podia dizer o que disse no verso 14: Cobria-me de justiça, e ela me servia de vestido.

Esta é a posição que a igreja deve tomar: socorrer os necessitados, para que sua vestidura espiritual fique sem mácula; o que também é a razão da expressão de Tiago 1. 27:
A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta:
Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e livrar-se da concupiscência deste mundo.

Esta é uma das formas que prepara a igreja em justiça diante de Deus, para ouvir o toque da última trombeta e a chamada de Jesus Cristo, Mt 25. 34-40:
Vinde benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo, porque tive fome e me destes de comer; tive sede, e me deste de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.

 No versículo 37 Jesus confirma ser uma obra de justiça, dizendo: Então os justos lhe responderão dizendo: Quando te fizemos tudo isto? A resposta vem no versículo 40:
Quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

A prática da Obra Social sempre foi uma das principais obras do Evangelho. Além de tudo, este amor (caridade) tem que ser pura e sem fingimento.

Paulo, escrevendo a Timóteo, diz que o fim do mandamento é o amor (caridade) de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida (I Tm 1.5).
Isto quer dizer: fazer tudo, sem buscar os nossos próprios interesses, sem levar em conta o que a pessoa favorecida pode ou não fazer em nosso favor.

A recompensa virá do alto:
Eles não tem com que te recompensar, mas recompensado te será na ressurreição dos justos”, disse Jesus (Lc 14. 14); confira Lc 6. 35;  Gl 6. 9.

Por isto, Paulo escreve a sua Primeira Epístola aos Coríntios 13. 3, dizendo:
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e não tivesse caridade, nada disto me aproveitaria, e no verso 5 diz que o amor (caridade) não busca os seus próprios interesses.

Encontramos a mesma expressão em Lv 25. 37, dizendo:
 Não lhes darás teu dinheiro por usura, nem darás o teu manjar por interesse. Veja  Rm 12. 8.

É lamentável a existência de igrejas com membros necessitados, sem serem socorridos. Infelizmente, tal obra não está no interesse de seus obreiros.
Importa-me lá desta natureza prova falta de amor (caridade), falta de espiritualidade e competência para realizar a obra de Deus (Pv 21. 13).

O obreiro jamais poderá alcançar êxito diante de Deus sem que haja nele um verdadeiro espírito de amor (caridade), Hb 13. 1-3.

Porém estes que só são pastores na aparência se decepcionarão no dia do juízo, dizendo: Mas não profetizamos nós em teu nome?

E em teu nome não expulsamos demônios?

E em teu nome não fizemos maravilhas?

O Senhor lhes dirá então abertamente:

Nunca vos conheci (Mt 7. 22-23).

 Confira ainda Jeremias 5. 27-31.


Muitos perguntam: “por que a prática do amor (caridade) possui tanta virtude espiritual, a ponto de influir na própria salvação?”

É fácil explicar; e para isto comecemos entendendo o que disse o apóstolo Pedro: O amor (caridade) cobrirá multidão de pecados ( I Pe 4. 8-10 ).

Pedro entendendo que a falta de  caridade gera pecado, afirmou que com a prática dela será evitada multidão de pecados, ou seja, deixará de ser cometida multidão de pecados.
 Tiago, na sua epístola universal, é bem claro sobre a questão, ao dizer:
Aquele que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado (Tg  4. 17).

Depois podemos afirmar que o cristianismo, corretamente compreendido, é a ciência do amor.

É impossível aceitar a Cristo sem a presença do verdadeiro amor.
Por isto, o espírito de caridade acompanha o cristão, automaticamente.

Não existe verdadeiro cristão sem o verdadeiro amor.
E esse amor tem que ser colocado em prática, pois está escrito: 
Não ameis em palavras, mas por obra e em verdade (1 Jo 3.18)  

         O verdadeiro cristão tem o Espírito Santo, e por isto é, obviamente, dotado de caridade; pois está escrito que o fruto do Espírito é:
amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5. 22).

Em I João, 4. 16, diz que Deus é amor (caridade), e quem está em amor (caridade) está em Deus, e Deus nele.

Muitos têm questionado: “Ora, para que em mim haja amor de Deus, não preciso auxiliar na fome, na sede, na enfermidade ou em qualquer outra necessidade de alguém, pois isto eu já tenho no coração”.

Pois bem, se alguém tem amor no coração, se compadece de quem passa por necessidade, e não pode ajudar, está tudo bem; mas se pode e não ajuda, nele não existe amor de Deus.

A Bíblia é clara ao afirmar: “Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como há nele amor de Deus?” 
( I Jo 3. 17 ).

Está escrito: Amar a Deus sobre todas as coisas. Pois bem; se víssemos Deus com fome, com sede, enfermo ou com qualquer outra necessidade, prestaríamos atendimento a Ele?

 Claro que sim, faríamos isto de imediato! Agora vem uma pergunta: faríamos isto por amor, ou por egoismo?...

Não seria unicamente por interesse próprio?...

Visando somente retorno, e não suprir a necessidade de Deus (ainda que Deus não necessita de nada)?...

Não seria somente buscando proveito em Deus por sabermos que Ele tem poder para nos retribuir?...

Porque se não fizermos o mesmo pelo nosso irmão, está provado que seria puro egoismo. Porque a mesma Bíblia que diz para amar a Deus, também diz para amar o próximo, o nosso irmão.

Por que para Deus faríamos tudo, mas para o nosso irmão, nada? Não sabemos que fazer para o nosso irmão é o mesmo que fazer para Deus, e deixar de fazer para o nosso irmão é o mesmo que deixar de fazer para Deus?

É fazendo pelo próximo que realizamos o nosso amor a Deus.

É amando o próximo que Deus se sente amado por nós. É servindo o próximo que Deus se sente servido por nós. Quer realizar algo a Deus, faça pelo próximo. O nosso amor a Deus se realiza na pessoa do próximo.

É fazendo pelo próximo que fazemos para Deus.
É deixando de fazer pelo próximo que deixamos de fazer para Deus.

Jesus deu prova desta realidade, ao deixar bem claro que, no grande julgamento, ao condenar alguém por falta de amor (caridade), dirá:
todas as vezes que deixastes de fazer a um destes pequeninos, a mim o deixastes.
E ao dar as boas-vindas ao Reino dos céus pela realização de caridade, dirá: Todas as vezes que fizestes a um destes pequeninos, a mim o fizestes. ( Mt 25.34-45).

Para mais confirmação deste esclarecimento devemos lembrar que, ao pregar a entrada no Reino dos Céus, João Batista chamava a atenção do povo para a prática da caridade, dizendo:
Toda árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo.

E a multidão o interrogava a respeito deste fruto, dizendo: Que faremos, pois? Noutras palavras:
que fruto é esse? Então respondendo ele, disse-lhes:
Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem, e quem tiver alimentos faça da mesma maneira (Lc 3. 9-11).

Então, amados irmãos, está mais do que provado, à luz das Escrituras Sagradas, que a assistência aos necessitados é uma determinação divina, e que o fruto do Espírito é:
 amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio 
(Gl 5. 22).

Por esta gloriosa razão a igreja primitiva investia a maior parte de sua arrecadação em “Assistência Social” (na realização do amor).


Paz seja com todos!
JC de Araújo Jorge

domingo, 23 de junho de 2013

A PARÁBOLA DO JOIO E OS FALSOS PROFETAS!



Antes de fazer algum comentário sobre os falsos profetas do nosso tempo,
 gostaria de enfatizar que muito antes de se constituírem em
 "ministros do evangelho", 
os mesmos foram plantados na Igreja de Cristo 
como joio que cresceu no meio do trigo 
e se estabilizaram, 
conforme parábola a seguir:

Outra parábola lhes propôs, dizendo: 
o reino dos céus é semelhante a 
um homem que semeou boa semente no seu campo;
mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, 
semeou o joio no meio do trigo e retirou-se.
E, quando a erva cresceu e produziu fruto , apareceu também o joio.
Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: 
Senhor, não semeaste boa semente no teu campo ? 
Donde vem, pois, o joio ?
Ele, porém, lhes respondeu: 
Um inimigo fez isso.
 Mas os servos lhe perguntaram: 
Queres que vamos e arranquemos o joio ?
Não ! 
Replicou ele, para que ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo.
Deixai-os crescer juntos até a colheita,
 e no tempo da colheita, direi, aos ceifeiros: 
ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; 
mas o trigo recolhei-o no meu celeiro.
Mateus 13. 24 - 30


Segundo meu entendimento, o ensinamento do Senhor Jesus na parábola do joio, 
o homem que semeou a boa semente,
 representa o Senhor Jesus que,
 através do Espírito Santo nos convence do pecado, da justiça e do juízo.

A boa semente:
São aqueles que ouvem as Boas Novas do Evangelho e recebe 
Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas, 
passando a viver em novidade de vida.

Os homens que dormiam: 
São os dirigentes da igreja de Cristo que dormem ao se envolver com as diversas formas religiosas, com boa intenção de crescer e prosperar, 
porém sem vigilância.
A falta de discernimento espiritual de algumas lideranças evangélicas, 
permite que o inimigo (diabo) semeie o joio no meio do trigo, 
plantando seus escolhidos no seio da igreja.
O dom de discernimento de espíritos, 
permitiria aos ministros de Cristo que os candidatos ao batismo por exemplo,
 não passassem pelas águas até que sua libertação fosse totalmente plena. 

Mas ocorre muitas vezes de pessoas não libertas serem batizadas, 
membradas e acolhidas junto a membresia do Corpo, 
permitindo desta forma que os mesmos cresçam juntos ( joio e trigo ) 
e que ocupem cargos importantes no seio da igreja. 
Por isso,  não é prudente ao identificar o joio já estabilizado no corpo ministerial, 
arrancá-lo do seu lugar, mas sim que se administre com 
sabedoria tal situação desagradável. 
Pois se os mesmos forem denunciados e banidos, 
levaram consigo também o trigo; 
disseminando entre os membros do Corpo de Cristo: 
discórdia, divisões e até abertura de seitas.

O dono da casa:
Representa  o  Senhor Deus  e  os  servos,  os  santos anjos de Deus, que pedem 
permissão ao Senhor Jesus para arrancar o joio.  
O que não lhe foi permitido até que ambos cresçam juntos 
( joio e trigo )
 e os anjos recebam  permissão  para a  devida separação 
 no  tempo da colheita  
(Juízo Final).



FALSOS PROFETAS

Nem todo o que diz: 
Senhor, Senhor! entrará no reino  dos céus, 
mas aquele que faz a vontade do meu Pai, 
que está nos céus.
Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: 
Senhor, Senhor! Porventura não temos nós profetizado em teu nome, 
e em teu nome não expelimos demônios,
 e em teu nome não fizemos muitos milagres?
Então lhes direi explicitamente: 
nunca vos conheci. 
Apartai-vos de mim, 
os que praticais a iniquidade.
Mateus 7. 15-20 , 21-23

Conforme relato bíblico acima, os que profetizavam, expulsavam demônios
 e faziam muitos milagres, foram reprovados por 
Jesus por praticarem iniquidade
São os mesmos que o diabo semeou, cresceram e deram frutos,
 porém o Senhor Jesus nunca habitou no coração deles
porque eram  Joio  que se  tornaram em  Falsos Profetas.

Paz Seja Contigo!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

TESTEMUNHO DA MÃE DE UM "MAMONA ASSASSINA": Astuta cilada do diabo ou farisaísmo assembleiano?

Parte  1

Parte  2


SE ME FOSSE PERMITIDO FALAR AS MÃES ASSEMBLEIANAS, AS QUAIS TEM SEUS FILHOS PRESOS EM CADEIAS, NAS DROGAS OU NO SUCESSO MUNDANO QUE MUITO CONTRARIA AS ORIENTAÇÕES BÍBLICAS NEOTESTAMENTÁRIA, FALARIA DESTA FORMA: 

1. Façam exatamente o contrário de tudo aquilo que orientou por meio deste vídeo, a mãe do falecido Dinho.

2. Não desista de lutar em oração para que seus filhos sejam libertos da corrupção para obter facilidades neste mundo, ou seja, nunca orem para que eles tenham sucesso em detrimento de uma vida de santidade que agrada a Deus.

3. Não dê ouvidos a profetadas que contrariam os preceitos bíblicos, principalmente os do Evangelho da Graça de nosso Senhor Jesus Cristo.

4. Não acredite que Deus só ouve oração com rosto no pó, pois isso não passa de farisaísmo e orgulho assembleiano; posto que, um publicano (pecador confesso) que não jejuava nem 2 vezes por semana e nem era religioso, foi justificado na sua oração, enquanto que o orgulhoso fariseu não foi ouvido e muito menos perdoado.

5. Lembre-se,  não se deixe guiar pelos sentimentos, nem por profecias carnais, pois o coração do homem é enganoso e desesperadamente corrupto.

6. Não subestime os ardis do inimigo, pois a antiga serpente é homicida desde o princípio; visto que, o próprio satanás pode atuar na religiosidade disfarçado de anjo de luz.

7. Não acredite jamais no pai da mentira, mesmo que haja "profecia" afirmando que, apesar de alguém estar  fora do Caminho, terá 5 minutos de arrependimento para a sua salvação eterna.



CONCLUSÃO

Não sejamos orientados por orgulho a tradições denominacionais, 
nem mesmo pela sombra da Lei do Velho Testamento, 
que algumas vezes tem sido manipulado por homens religiosos, 
soberbos, gananciosos e sem temor de Deus, 
os quais desviando-se da Sã doutrina com heresias diversas, 
conduzem alguns ao engano e ao desvio do Caminho que conduz a Vida.
 Portanto, é nos escritos neotestamentário que somos iluminados a seguir a Cristo, 
na orientação do Espírito Santo que nos guiará a toda Verdade.



Paz seja com todos!

Discípulo de Cristo,
J.C.de Araújo Jorge


sábado, 13 de abril de 2013

BENEFÍCIOS DA CRUZ: Fé distorcida, Rejeição aos ensinos de Cristo ou Vida Abundante ?



"Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; 
e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades;
 o castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras fomos sarados."                  
Isaías 53. 4,5

"Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados." 
I Pe 2. 24

A justificativa de uma fé distorcida, 
tendo como base uma soberania mal compreendida, 
induzem alguns cristãos a afirmarem que o Senhor Deus 
é soberano para não curar as dores e as enfermidades 
do povo de Sua exclusiva propriedade.
Muitos baseiam-se no Livro de Jó
 para manter-se na ignorância da sombra da Lei,
 justificando-se de alguma forma sua incredulidade na cura divina.
Chegando ao ponto de se conformarem com as doenças físicas, 
emocionais e outras aflições; julgando-se alcançar com isto, 
uma pseudo santificação, por se compararem ao  justo Jó.

Outros alegam que Deus precisa de algum tipo de câncer, acidente, bala perdida e etc... 
para que seus servos deixem de existir neste mundo, 
desconhecendo totalmente que o Senhor Jesus tomou 
do diabo a chave da morte e do inferno; ou seja,
 basta que o espírito seja retirado do corpo humano,
 por ordem do Senhor, que a morte ocorrerá.

Todavia, o que o Senhor realmente quer de nós, 
é que tomemos posse não só da nossa salvação conquistada
 por Jesus na cruz, mas que também, 
nos apropriemos dos benefícios da cruz, 
por ter Deus  lançados sobre as feridas de Jesus 
todo o nosso sofrimento e não sobre Jó. 
Pois, o castigo (dores e enfermidades) que nos traz a paz, Jesus levou sobre Si
e pelas Suas pisaduras fomos sarados.
Portanto, a obra do Senhor na cruz foi completa para nos dar vida 
e vida com abundância, conforme profetizado por Isaías 
700 anos antes do Senhor Jesus consumar 
na cruz do Calvário uma tão grande salvação.



VIDA ABUNDANTE:

"Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, 
pedireis o que quiserdes, e vos serás feito."   
João 15. 7

Devemos entender que é preciso interagir com a Palavra, que é viva, 
fiel e verdadeira. 
Porém, para que a cura divina se realize em nós,
 se faz necessário que usemos do nosso livre arbítrio para nos 
arrependermos de alguns embaraços (pecados não confessados) 
e nos apropriemos com fé das promessas bíblicas dirigidas a nós cristãos; 
sem no entanto, duvidar em nossos corações, 
porque se assim o fizermos, 
estaremos incorrendo em pecado de incredulidade; 
pois o Senhor Deus é fiel e justo para cumprir a Sua palavra 
mediante obra redentora de Seu Filho,
 conforme a Luz do entendimento das 
Boas Novas do Evangelho de Cristo, 
que nos traz vida abundante neste mundo, 
e no vindouro, 
a Vida Eterna. 
 Amém. 


Paz seja com todos!
JC de Araújo Jorge

sábado, 16 de março de 2013

QUEM É A PEDRA?


INDO JESUS PARA AS BANDAS DE CESAREIA DE FILIPE, 
PERGUNTOU A SEUS DISCÍPULOS: 
QUEM DIZ O POVO SER  O FILHO DO HOMEM ?
E ELES RESPONDERAM: 
UNS DIZEM: JOÃO BATISTA; 
OUTROS: ELIAS; 
E OUTROS: JEREMIAS 
OU ALGUM DOS PROFETAS.
MAS VÓS, CONTINUOU ELE, QUEM DIZEIS QUE EU SOU ?
RESPONDENDO SIMÃO PEDRO, DISSE: 
TU ÉS O CRISTO, O FILHO DO DEUS VIVO.
ENTÃO, JESUS LHE AFIRMOU: BEM-AVENTURADO ÉS,  
SIMÃO BARJONAS, 
PORQUE NÃO FOI CARNE E SANGUE QUE TE REVELARAM, 
MAIS MEU PAI, QUE ESTÁ NOS CÉUS.
TAMBÉM EU TE DIGO QUE TU ÉS PEDRO, 
E SOBRE ESTA PEDRA EDIFICAREI A MINHA IGREJA, 
E AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVALECERÃO CONTRA ELA.
DAR-TE-EI AS CHAVES DO REINO DOS CÉUS; 
O QUE LIGARES NA TERRA TERÁ SIDO LIGADO NOS CÉUS;
 E O QUE DESLIGARES NA TERRA TERÁ SIDO DESLIGADO NOS CÉUS.        
Mateus 16.  13 - 19


Creio que, quando o Senhor Jesus disse a Simão: 
"Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja".  
Estava  querendo dizer o que realmente disse.

Inicialmente a Igreja deveria ser edificada pelos construtores naturais; ou seja, por um povo separado a partir do patriarca Abraão, que deu origem as doze tribos de Israel e consequentemente ao povo escolhido, o qual recebeu os oráculos de Deus para si e futuramente teria a missão de levar as doutrinas bíblicas a todas as nações do mundo. Todavia, os construtores rejeitaram a Pedra de Esquina, Angular e Preciosa.
Nesse sentido, as autoridades religiosas não reconheceram o Messias prometido, rejeitando e crucificando o próprio Cristo.

É importante compreendermos que a Igreja está fundamentada 
(alicerçada) sobre a autoridade e ensinamentos do Cristo, 
contudo o Senhor nos deu o 
privilégio de participar da edificação de Sua Igreja.

Quanto a afirmativa do Senhor Jesus em edificar a Sua Igreja sobre Pedro, 
é verdadeira; pois ele (Pedro), foi o primeiro escolhido para essa edificação, 
o qual representa todos nós, membros do Corpo de Cristo.
Exemplos: 
Alguns em estado avançado de conversão, 
outros em médio e não poucos iniciantes, 
ou seja, cristãos falhos e carentes das misericórdias de Deus.


Aparentemente, o Apóstolo Paulo deveria ser a pessoa mais indicada para receber 
do Senhor Jesus as Palavras que Pedro recebera, 
porém aprouve a Deus escolher as coisas fracas deste mundo 
para representar a edificação de Sua Igreja. 
Portanto, o motivo do Senhor Jesus escolher a Pedro 
e não a Saulo de Tarso (fariseu e doutor da lei), 
poderia ter sido o de não nos orgulharmos tanto dos ensinos deste mundo; 
e sim, para nos tornarmos mais dependentes da sabedoria que vem do alto. 
Contudo, também Paulo foi chamado para a grande missão de ser 
o Apóstolo dos Gentios, e por extensão nosso discipulador.


Fica claro um grande equívoco no dogma Católico, 
quanto a afirmação de Pedro ser o primeiro Papa Romano,
 já que o mesmo cumpriu seu ministério apostólico em Jerusalém.


A RESPONSABILIDADE DOS QUE ENSINAM:

Segundo a graça de Deus que que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica.
Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.
Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, 
pedras preciosas, madeira, feno, palha,
manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, 
porque está sendo revelada pelo fogo; 
e qual seja a obra de cada um o próprio fogo provará.
Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, 
esse receberá galardão...
I Coríntios 3.  10 - 14


Conclusão:

A Bíblia Sagrada,  principalmente as Boas Novas do Evangelho de Cristo, tem a Luz do Espírito Santo para toda revelação que necessitamos; se isto for para honra e glória do Nome do Senhor e não para nossa vaidade pessoal. No que se refere ao entendimento dos ensinos de Cristo para nossas vidas,  não precisamos nos enredar, sendo orientados por teologias alheias; porquanto, o Espírito Santo é fonte de sabedoria e nos ensina todas as coisas.


Paz Seja Contigo!

quinta-feira, 7 de março de 2013

O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO - Parte 1






É impossível encontrar na Bíblia Sagrada, uma base verdadeira para cobrança de dízimo dos cristãos, mas pelo contrário, a orientação da Palavra de Deus é para que nenhum cristão troque a sua liberdade espiritual pela maldição da servidão da Lei.

 No Novo Testamento existem apenas quatro textos que mencionam o dízimo. Entre estes quatro, dois são paralelos, isto é, relatam a mesma situação: Mateus 23.23 e Lucas 11.42; os outros dois estão em Lucas 18.12 e Hebreus 7.2-9.
E o que fica bem evidente nestes textos, é que nenhum deles se refere à dízimo de cristão.
Observemos Mateus 23.23 e Lucas 11.42 respectivamente transcritos a seguir:
    1º) “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei: o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas” (Mt 23.23).
     2º) “Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas e não deixar as outras” (Lc 11.42).
Neste caso, podemos claramente entender que ao finalizar Seu comentário, Jesus diz que eles deveriam continuar dando o dízimo e, inclusive, não se omitirem de praticar os demais mandamentos da Lei (o mais importante dela).
Porém, aí vem a seguinte pergunta: A quem Jesus estava dirigindo Suas Palavras e qual o teor Destas Palavras? Sem dúvida compreendemos que Jesus se dirigia aos escribas e fariseus, e não a cristãos (como muitos afirmam); tanto, que Jesus não os tratou pelos seus próprios nomes, mas pelo título da sua religião.

Esses homens, vivendo o judaísmo regido pela Lei, confiavam na sua própria justiça e capacidade, no que tange à guarda da Lei. Apresentavam-se a Jesus nas condições de perfeitos, ostentando hipocritamente grande santidade e confiança nas suas próprias obras de justiça; enquanto isso não aceitavam a autoridade divina de Jesus.
Em Lucas 16.15, Jesus disse-lhes: “Vós sois os que justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação”.
Observa-se que a tendência dos fariseus era permanecer debaixo da Lei, desconhecendo a Graça de Cristo.
E mesmo não existindo no homem a capacidade para guardar a Lei, Deus não proíbe ninguém de entrar por esse caminho, quando a pessoa faz questão de estar debaixo da Lei; mas nesse caso, então, exige dela a perfeição na prática de toda a Lei (Tg 2.10):
 “Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos”.
Foi exatamente essa cobrança que Jesus fez aos fariseus, se quisessem entrar pela Lei (se achando em condições de guardá-la), o caminho estava aberto, porém, que não fossem hipócritas, ou seja, que não fossem somente dizimistas, mas que não desprezassem o mais importante da Lei:
O juízo, a misericórdia e a fé” (Mt 23.23).
O juízo e o amor de Deus” (Lc 11.42).
Conclusão: deveriam guardar toda a Lei sem tropeçar em um só ponto (Tg 2.10; Gl 5.2-3).
Se alguém argumenta que estas palavras não foram dirigidas a fariseus, mas sim a cristãos, pelo fato de Jesus ter incluído o juízo, a misericórdia e a fé, obras estas praticadas pelo cristianismo, vale lembrar que muitas obras do cristianismo estão incluídas na dispensação da Lei, como por exemplo:
Não adulterarás, não matarás, não darás falso testemunho, amarás a Deus sobre todas as coisas, etc.

O que essas pessoas não entendem é que a Lei é ampla, contendo muitas obras do cristianismo e muito mais, como:
circuncisão, dízimos, guarda de dias meses e anos, sacrifícios de animais, abstinência de manjares, etc. etc.

Paulo dá as características da preciosidade da Lei, dizendo: “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom”, (Rm 7.12). Porém havia nela ordenanças divinas que ao homem é impossível realizá-las.

Tanto que Paulo disse: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado” (Rm 7.14).
Podemos afirmar que a Lei é santa porque veio de Deus (Lv 18.5); tão boa que Jesus a consumou (Jo 17.4); e tão justa que Cristo nos salvou pela realização do seu cumprimento (Mt 5.17).
Vale salientar que aquele que quiser viver debaixo da Lei (se achando capaz de guardá-la) não pode desprezar o mais importante dela: O juízo, a misericórdia e a fé.
Veja que Paulo fala aos Gálatas, dizendo: “E de novo protesto a todo homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei” (Gl 5.3).
Essa “toda a Lei” que Paulo fala que deve guardar o homem que se deixa circuncidar, obviamente inclui o principal dela:
o juízo, a misericórdia e a fé; pois fazem parte da dispensação da Lei, mas nem por isso o cristão deve se circuncidar; pois está escrito:


Se o crente se circuncidar, Cristo de nada aproveitará” 


(Gl 5.2).
Diante deste esclarecimento, alguém pode perguntar: mas não existe só um caminho?
Não, é a resposta. Existe só um caminho se levarmos em conta a incapacidade humana. Mas, matematicamente, existem dois caminhos:
1º) O da salvação pela prática da Lei dada por Deus, por intermédio de Moisés (a Antiga Aliança, chamada Lei de Moisés).
2º) O da salvação pela Graça que há em Cristo Jesus (a Nova Aliança).
Por que então Jesus disse: “Eu sou o caminho”?
Exatamente, levando em conta a incapacidade humana.
A justiça pela Lei dada por intermédio de Moisés, foi o primeiro caminho oferecido por Deus para a salvação do homem, conforme a Sua própria expressão em Levíticos 18.5:
E dei-lhes os meus estatutos e os meus juízos pelos quais cumprindo-os o homem viverá por eles”, veja também Ez 20.11.
Paulo, escrevendo aos romanos, confirma esta condição de salvação ao declarar: “Ora, Moisés descreve a salvação que é pela lei, dizendo:
O homem que fizer estas coisas viverá por elas” (Rm 10.5).
Este é o caminho da salvação pela prática da Lei (fora da Graça de Cristo), Gl 5.4.
Porém, todo cristão esclarecido tem pleno conhecimento de que no homem não existe justiça suficiente para guardar perfeitamente todos os mandamentos da Lei, pois está escrito:
Não há um justo, nem um sequer” (Rm 3.10; Sl 53.2-3).

Contudo, o caminho da salvação pela prática da Lei continua aberto, isto é, à disposição de alguém que queira confiar na sua própria capacidade, como faziam os fariseus.
Existem vários textos bíblicos confirmando que a Lei permanece como caminho para a salvação humana.

Para um melhor esclarecimento, comecemos interpretando o capítulo 10, versículo 19 da Epístola aos Hebreus, quando o escritor declara:
 Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne”.
No versículo acima, o escritor se refere a Novo Caminho; isto quer dizer que existe outro caminho (o Velho Caminho); Velho, obviamente, porque veio antes do Novo.
No capítulo 8, versículo 13 do mesmo livro, o próprio escritor acrescenta: “Dizendo nova aliança, envelheceu a primeira.
Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de se acabar”.
Observemos, então, que a Lei não se havia acabado. Porém, a prática da Lei só se acabará quando não existir mais ninguém confiando na carne (na sua própria capacidade), querendo usá-la como meio de salvação.
O capítulo 4 do livro “O Sábado, A Lei E A Graça”, escrito por Abraão de Almeida, publicado pela CPAD (Casas Publicadoras das Assembleias de Deus), diz o seguinte:
“A Lei continua santa, boa e justa, mas, não estamos mais sujeitos a ela”.
Paulo, escrevendo a sua Primeira Epístola a Timóteo, expressa-se sobre o assunto, dizendo:
Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente (1 Tm 1.8).
Aqui, ele demonstra estar aberto o caminho da salvação pela prática da Lei. Igualmente observemos os versículos transcritos a seguir:
a)           Rm 2.25: “A circuncisão é, na verdade proveitosa, se tu guardares a lei”.
b)           Gl 5.3: “E de novo protesto a todo homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei”.
c)            Rm 2.13: “Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei, hão de ser justificados”.
d)           Gl 3.12: “Ora, a lei não é da fé, mas, o homem que fizer estas coisas, por elas viverá”.
Porque na verdade, não é a Lei que não tem capacidade para salvar o homem; é o homem que não tem capacidade para guardar a Lei.

Porém, a Lei só tem capacidade para salvar o homem que for perfeito; mas Jesus tem capacidade para salvar o homem imperfeito.
Tanto a Lei como Cristo, têm capacidade para salvar, porém, em condições bem distintas, ou seja, enquanto a Lei exige a perfeição, o poder de Cristo se aperfeiçoa na fraqueza (2º Co. 12.9).
Portanto, observamos acima que a Lei permanece à disposição da perfeição humana. Por isto Jesus não condenou os fariseus por quererem guardar a Lei, mas sim os advertiu para que, neste caso, então, guardassem toda a Lei.
Os pregadores de dízimos se apegam tanto aos versículos 8 à 10 do capítulo 3 do livro de Malaquias, que até pregam que o cristão que não paga o dízimo não entra no reino dos céus, nem pode estar em comunhão com o povo de Deus.
A respeito dessa heresia, inclusive, tenho documentos em mãos, os quais dizem ser o dízimo uma dívida financeira que o cristão tem para com Deus.

Desta forma, os que assim pregam, inutilizam o Completo Sacrifício que Cristo realizou na Cruz do Calvário em resgate da humanidade; pois o próprio Jesus, ao entregar o Espírito a Deus, declarou:

Está consumado

(Jo 19.30; Lc 23.46).


Paz seja com todos!
JC de Araújo Jorge
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